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Estudo mostra que Bebedouro tem péssima gestão

21 de agosto
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Dados do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgado pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), mostram que Bebedouro, que até 2012 tinha gestão avaliada como “boa”, passou a ter gestão “crítica” a partir do governo do prefeito Fernando Galvão. Enquanto isso, Barretos está no grupo composto por 14,1% das cidades brasileiras com gestão ótima ou boa 

Na edição anterior, divulgamos que um estudo da Fundação Seade revelou que o PIB (Produto Interno Bruto), da região de Barretos caiu de 0,8% para 0,7% e que a cidade de Barretos apresentou crescimento na participação do PIB regional de 25,1% para 29,7%, enquanto Bebedouro caiu de 21,9% em 2002, para 18,3% em 2014.
Destacamos que divulgaríamos um outro indicador mostrando o quanto a situação de Bebedouro não é boa, e dados do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), índice que mede a saúde financeira de um município, produzido pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), mostra que Barretos está no grupo composto por 14,1% das cidades brasileiras, com gestão ótima ou boa, enquanto Bebedouro faz parte do grupo de 28,4% das cidades, com gestão crítica ou péssima. A maioria das cidades, 57,5%, faz parte de um grupo “intermediário”, cuja gestão apresenta dificuldades.
Na edição 2017 do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), referente ao ano de 2016, divulgado no dia 10 de agosto pelo Sistema Firjan com base em dados oficiais declarados pelas prefeituras à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Barretos alcançou o índice de 0,7101, enquanto Bebedouro obteve o índice de 0,3953.
O IFGF é composto por cinco indicadores: Receita Própria (que mede a dependência dos municípios em relação às transferências dos estados e da União, atestando a capacidade de arrecadação); Gastos com Pessoal (que mostra quanto as cidades gastam com pagamento de pessoal, avaliando se a folha de pagamento cabe no orçamento); Liquidez (que avalia se há caixa suficiente para arcar com contas municipais); Investimentos (que mensura a capacidade de fazer investimentos); e Custo da Dívida (que corresponde às despesas de juros e amortizações em relação ao total das receitas líquidas reais).
O índice IFGF varia de 0 a 1 ponto, sendo que quanto mais próximo de 1 melhor a situação fiscal do município. Cada um deles é classificado com conceitos A (Gestão de Excelência, com resultados superiores a 0,8 ponto), B (Boa Gestão, entre 0,8 e 0,6 ponto), C (Gestão em Dificuldade, entre 0,6 e 0,4 ponto) ou D (Gestão Crítica, inferiores a 0,4 ponto).
 
Galvão piorou
Até 2012, governo do ex-prefeito João Batista Bianchini, o Italiano (PTB), segundo dados destacados no relatório do Sistema Firjan, Bebedouro apresentava um bom resultado e fazia parte do grupo das cidades com “gestão boa”, partindo de 0,6042 em 2010, passando para 0,6406 em 2011 e chegando ao IFGF de 0,6979 em 2012. Em 2013, com o início do governo do prefeito Fernando Galvão (DEM), o quadro se reverteu e o IFGF caiu para 0,3499, e em 2014 ficou ainda pior, despencando para 0,3124. Essa mesma deteriorização das contas públicas foi detectada pelos técnicos do Tribunal de Contas do Estado, que apontaram déficits e irregularidades que culminaram com a reprovação das contas de 2013 e 2014. 
É importante destacar que a gastança no período 2013-2014 foi tanta que, em virtude dos gastos com propaganda, num possível favorecimento a Gazeta de Bebedouro e a Voga Propaganda, empresas de Sarah Pacheco Cardoso, amiga íntima do prefeito Fernando Galvão, o prefeito, sua assessora de imprensa e a empresária, foram processados pelo Ministério Público.
As contas de Bebedouro que até 2012, segundo os dados, demonstravam estar sob controle, possivelmente em virtude dos gastos elevados no primeiro ano do governo do prefeito Galvão, se descontrolaram. Uma pequena melhora foi obtida em 2015, quando o IFGF ficou em 0,4235, mas em 2016, ano eleitoral, para garantir sua reeleição, o prefeito inchou a Prefeitura, gastou mais do que devia e o resultado é que o IFGF caiu para 0,3953, com destaques negativos para liquidez, investimentos e gastos com pessoal.
O IFGF de 0,3953 obtido por Bebedouro em 2016, considerado “gestão crítica que beira à insolvência”, que colocou a cidade na 3.310ª posição no ranking nacional e na 439ª posição no ranking estadual, é resultado dos indicadores Receita Própria (0,6687), Gastos com Pessoal (0,5381), Investimentos (0,2043), Liquidez (0,0000) e Custo da Dívida (0,7782).
 
Receitas Próprias
No indicador Receitas Próprias, a cidade tinha um resultado ruim em 2006, conseguiu melhorar um pouco ficando regular em 2007, voltou a cair no período 2008-2009, recuperou-se no período 2010-2011 e em 2012 chegou a um bom patamar. Perdeu o fôlego no período 2013-2014, início do governo Galvão e recuperou-se no período 2015-2016, a partir da criação da taxa da luz, que aumentou as receitas da cidade com uma arrecadação superior a R$ 180 mil por mês.
 
Gastos com Pessoal
No indicador Gastos com Pessoal, Bebedouro estava num ótimo patamar no período 2006-2007, em 2008 caiu um pouco, mas ficou num bom patamar. Em 2009, início do governo Italiano, voltou para a condição ótima e no período 2010-2013, recuou, mas continuou numa condição boa. No período 2013-2014, primeiros anos do governo Galvão, caiu consideravelmente e passou para um patamar regular. Recuperou-se em 2015, mas em 2016, ano eleitoral, o prefeito encheu a Prefeitura de aliados e a situação piorou, voltando à condição regular.
 
Custo da Dívida
No período 2006-2011, o indicador Custo da Dívida esteve em excelente condição e, no período 2012-2016, que marcou o último ano do governo Italiano e o início do governo Galvão, a situação caiu um pouco, mas ainda se mantém numa boa condição. O indicador ainda é favorável, mas já foi melhor, e até nesse item fica claro que o governo Galvão teve impacto negativo.
 
Liquidez
Em 2006, o indicador liquidez era zero, mas em 2007 passou a ser regular. No período 2008-2009 voltou a zero e, no período 2010-2012, no governo Italiano, passou para o patamar bom. No período de 2013-2016, o primeiro governo do prefeito Fernando Galvão, a situação se deteriorou e a liquidez voltou a zero, ou seja, a Prefeitura de Bebedouro não consegue pagar mais suas contas, a ponto do atraso com os fornecedores já superar 36 meses, ou seja, tem fornecedor esperando 3 anos para receber. O descontrole chegou ao ponto do prefeito, logo no início de 2013, deixar de pagar o Sasemb, utilizando os recursos para pagar outras despesas como propaganda na Gazeta de Bebedouro, dentre outras. A falta de liquidez fica evidenciada ainda no fato do aumento dos restos a pagar, como alertou o Tribunal de Contas ao sugerir a rejeição das contas do prefeito Galvão. 
 
Investimentos
No indicador Investimentos, no período 2006-2007, Bebedouro estava no fundo do poço, reagiu em 2008 ficando numa situação regular, voltou ao fundo do poço no período 2009-2010, recuperou-se no período 2011-2012 e voltou com mais força ainda ao fundo do poço no período 2013-2016, onde a situação foi piorando ano a ano e fechando 2016 no ponto mais baixo do poço. Com exceção do indicador Receita Própria, que foi elevado com a criação da CIP (a taxa da luz), os demais indicadores caíram indicando a falta de competência do prefeito Galvão e de sua equipe.
 
Barretos

Enquanto o estudo produzido pelo Sistema Firjan mostra que Bebedouro está se encaminhando para a ruína com o governo Fernando Galvão, onde os atuais vereadores contribuem ainda mais para a ruína autorizando empréstimos e financiamentos para uma prefeitura que não tem liquidez e não consegue honrar seus pagamentos, a cidade de Barretos, a sede da nossa região, vive uma situação muito diferente.
Com um IFGF de 0,7101, Barretos encerrou 2016 ocupando a 104ª posição no ranking Brasil e a 14ª no ranking São Paulo, o segundo melhor resultado da região, ficando atrás somente de São José do Rio Preto que obteve um índice de 0,7339 alcançando a 11ª posição no ranking estadual e a 64ª no ranking brasileiro.
No indicador Receita Própria, Barretos conquistou um excelente índice, alcançando 0,9438. No indicador Gastos com Pessoal, obteve um bom índice, alcançando 0,7677. No indicador Investimentos, seu resultado foi regular, alcançando 0,4177. No indicador Liquidez, mais um bom resultado, 0,6682 e no indicador Custo da Dívida alcançou mais um excelente resultado, 0,8069.
Entre as cidades do Estado de São Paulo, Barretos, segundo a Firjan, faz parte do seleto grupo de 9,7% das cidades que possuem conceito B ("gestão boa”), e entre as cidades brasileiras faz parte do seleto grupo de 13,8% das cidades que também conquistaram o conceito B ("gestão boa”).
No período 2006 e 2007, Barretos obteve bons resultados, respectivamente 0,6548 e 0,6279. Caiu no período 2008-2009, obtendo 0,5362 e 0,5002. Recuperou-se no período 2010-2011, alcançando 0,6586 e 0,7580, o seu melhor resultado até aqui. Voltou a cair em 2012, obtendo 0,5263 e virou o jogo no período 2013-2016, colecionando bons resultados: 0,6143 (2013), 0,7198 (2014), 0,6972 (2015) e 0,7101 (2016).
Enquanto Bebedouro despencou no período 2013-2016, no governo do prefeito Fernando Galvão, a cidade de Barretos fez a contrário e, nos últimos 4 anos, vem colecionando bons resultados. Se a desculpa do prefeito de Bebedouro é a crise, em plena crise a cidade de Barretos avançou e com as contas em ordem consegue fazer investimentos e criar condições para receber ainda mais investimentos.


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