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“Administração [Governo Galvão] que não tem rumo, não tem conteúdo e que até agora não sab

28 de agosto
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O presidente da Câmara, José Baptista de Carvalho Neto, o Chanel, afirmou que “lamenta muito mesmo” participar do governo do prefeito Galvão, onde “não há prioridade” e “não tem administrador”

Sem citar o estudo do Sistema Firjan que apontou que Bebedouro “tem uma gestão crítica”, divulgado com exclusividade por O Jornal na edição 738, mas tratando justamente do que foi citado na reportagem, o presidente da Câmara de Bebedouro, o vereador José Baptista de Carvalho Neto, o Chanel (SD), utilizando parte do tempo da líder do prefeito na Câmara, a vereadora Sebastiana Camargo, fez fortes críticas ao prefeito Fernando Galvão (DEM) e a seu governo.
“Já estamos no oitavo mês, fora os meses depois da eleição e estou sentindo muita falta de gestão pública. E vou aqui, mais uma vez, fazer uma crítica construtiva, para tentar abrir o olho dessa administração, porque já falei muito nos bastidores com diretores, tive uma reunião no começo do ano quando o prefeito fez uma visita a esta Casa, fiz essa sugestão a ele e até hoje não vi frutos disso”, afirmou o vereador Chanel.
Em seguida afirmou que partilharia com o público questionamentos que vem fazendo a várias pessoas, principalmente do meio político: “Você não tem condições de administrar uma cidade se você não sabe como cortar gastos. A primeira coisa que sugeri ao prefeito: contrate uma empresa como a FGV, que é uma instituição séria, para fazer uma reestruturação de cargos e salários dentro do município. Sem um estudo, sem uma coisa séria, sem saber onde está cada funcionário, como você pode fazer uma reestruturação? Existem muitos desvios de função, pessoas que são motoristas e que foram contratadas como braçal, pessoas que têm condições de se aposentar e não se aposenta porque caso aposente, aposenta com salário mínimo e a Prefeitura não consegue contratar, nem fazer um estudo para ver se toma decisão ou não de fazer mudanças.”
Depois afirmou que não existe essa de ficar esperando melhorar lá em cima para depois melhorar embaixo e que precisamos fazer a nossa parte: “Se não fizermos nossa parte aqui, começar por aqui, temos que dar exemplo, cobrar do Executivo. Não dá mais para administrar uma máquina pública onde 53% do dinheiro arrecadado é gasto com funcionalismo. Não dá para fazer concurso público se você tem um monte de mão de obra ociosa na Prefeitura, sem aproveitamento. O promotor fez apontamentos e você não tem que logo abrir e correr, tem que fazer reestruturação de cargos e salários e dar condições para o funcionalismo público ter vontade de trabalhar”.
E em seguida, fez um ataque fulminante ao prefeito Galvão: “Sem falar, gente, que até hoje não botaram ordem entre os diretores, diretores que não conversam e não falam a mesma língua da administração. Administração que não tem rumo, administração que não tem conteúdo, administração que até agora não sabe para o que veio. Parece que é um prefeito que ganhou ontem e até hoje está aprendendo os problemas que a cidade tem. Não é uma administração nova, é uma reeleição, é uma pessoa que ficou quatro anos e viu os problemas que a cidade tem. Nós vamos esperar até quando? Nós vamos sofrer até quando com isso? Pelo amor de Deus, ficamos seis meses falando de ambulância e até agora não tomaram nenhuma medida para melhorar. Vai ficar falando aqui até quando? Um ano? Dois anos? Três anos? Ah, a  culpa é do governo federal. Mas você não vai fazer nada? Vamos esperar o que?”.
E encerrando seu pronunciamento, afirmou que o prefeito utiliza a desculpa de que não tem dinheiro, mas quando aparece alguém na cidade, não mede esforços para tirar fotos: “Desculpa que não tem dinheiro. Desculpa que não tem não sei o quê. Mas para sair na foto quando chega uma pessoa de fora, para vender perfumaria, isso não falta. Chega! Chega! Tudo na vida tem limite. Não comprou um caminhão de massa asfáltica até agora para tapar um buraco. A cidade já está parecendo um queijo suíço, imagine agora com a chuva que está começando. E nós escutamos em qualquer lugar que vamos: ‘E aí, como é que vai ficar?’. Estamos indo para o quinto ano do governo dele para resolver o problema do SESI, que daqui um pouquinho vai dar enchente de novo. Vai dar conversa de novo e até agora nada”. 
E finalizou afirmando que a cidade não tem um administrador e que lamenta muito participar do governo do prefeito Galvão: “Não há prioridade no governo, é impressionante isso. Não tem administrador. Vai me desculpar, não tem meta. Lamento muito participar de um governo desse. Lamento muito mesmo”.
Nem a líder do prefeito na Câmara, a vereadora Sebastiana Tavares, que cedeu seu tempo para que o vereador Chanel criticasse o prefeito, nem os vereadores Jorge Cardoso e Juliano César, que costumeiramente saem em defesa do prefeito Galvão, rebateram ou tentaram amenizar as críticas do presidente da Câmara, indicando que Chanel pode ter sido o emissário do que os vereadores, inclusive os governistas, pensam e não tem coragem de dizer.
Diante do estudo do Sistema Firjan, que mostrou claramente o descontrole da gestão em Bebedouro a partir de 2013, o primeiro ano do prefeito Fernando Galvão, realmente fica difícil defender. 


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