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“O Brasil não pode errar de novo”, diz Secretário da Casa Civil, Samuel Moreira

11 de setembro
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Em visita a Bebedouro na semana passada, secretário fala sobre sua vida política e elege seu preferido para disputar a presidência do país em 2018: Geraldo Alckmin

Tido como o “terceiro homem” do estado de São Paulo, depois do governador Geraldo Alckmin e do vice Márcio França, o secretário da Casa Civil, Samuel Moreira, visitou Bebedouro na última semana para participar do 3º Fórum de Logística da cidade, ocorrido na quinta-feira (31 de agosto). 
Como tem parentes na cidade, na manhã seguinte (sexta-feira, dia 1°), visitou o túmulo da família por conta do falecimento recente de seu tio, Humberto Moreira, e depois foi recepcionado na prefeitura para um café da manhã em que esteve presentes lideranças da cidade, empresários e deputados da região. 
Em entrevista exclusiva ao O Jornal antes do café da manhã, o secretário contou um pouco como começou sua carreira política (foi prefeito de Registro por dois mandatos, de 1997 a 2004, depois foi deputado estadual também por dois mandatos e presidente da Assembleia Legislativa – 2013 a 2015 – além de líder do Governo Alckmin em 2011 e do PSDB, de 2008 a 2009), e também falou sobre outros assuntos como a reativação e a decisão do PSDB entre dois potenciais candidatos à presidência, Geraldo Alckmin e João Dória, e fez sua escolha: Alckmin. 
 
Aqui na nossa cidade, agora que as pessoas começam a conhecê-lo melhor. Conte um pouco de como foi sua trajetória, até se tornar um dos mais prestigiados deputados e um dos secretários que mais se destacam no Governo de São Paulo.
Tudo começou quando fui prefeito da cidade de Registro. Foi uma administração aprovada, fui reeleito com um índice bastante alto de votação, e a cidade é um polo da região, é considerada a capital da Região do Vale do Ribeira, a administração repercutiu na região pois muitos frequentam a cidade de Registro por ser polo regional, foram reconhecendo meu trabalho. Fiz 8 anos de mandato e depois fui sub-prefeito na capital, na região de São Miguel Paulista. Depois me candidatei a deputado, tive uma boa votação, fui reeleito, depois fui presidente da Assembleia Legislativa, fui líder do governo, líder do partido, e tudo isso acabou repercutindo meu trabalho. Depois fui eleito deputado federal com uma boa votação, atuei na Câmara Federal e depois fui convidado pelo governador a ser Secretário da Casa Civil. Foi um caminho natural, “feijão com arroz”, um tijolo por dia na construção.  

O senhor imaginava chegar onde chegou quando começou? 
Não, não, e nem sei o que vai acontecer. Eu sempre acredito que as coisas são consequências do tralhado, do trabalho diário, e as pessoas vão dizendo o que você deve fazer, se você tem que continuar, sem tem que voltar para a casa, as pessoas é que vão dizer. Eu acho que voto, posições, tem que ser consequência de trabalho. 

Quais os objetivos o senhor pretende alcançar na carreira política?
Não tenho nenhum objetivo. Quero fazer bem o meu mandato, trabalhar bem, como foi como prefeito. Eu nem imaginava nem ter sido prefeito, e acabei sendo prefeito. E depois nem me imaginava deputado e por ter sido prefeito acabei sendo deputado, e assim vai. Exercer um bom mandato é o suficiente para as pessoas dizer o que você deve fazer.
  
Como é o dia a dia do secretário que ocupa aquela que na visão de muitos, é a principal secretaria do Governo do Estado de São Paulo, um cargo ocupado sempre por alguém de absoluta confiança do governador? 
Você poderia acompanhar um dia. É muito intenso, porque é uma secretaria que absorve uma quantidade de demandas muito grande. Eu acordo cedo todo dia, procuro estar no trabalho 8h30, 8h, o trânsito de São Paulo é muito difícil, mas acordo cedo e saio muito tarde, bem tarde. Procuro sempre ficar ao lado do governador até a hora que ele entra para a casa dele, 22, 23h quase todo dia, mas gosto muito do que faço, não é nenhum sacrifício. As demandas são muito grandes, ali é a porta de entrada dos prefeitos, dos vereadores, dos representantes de entidades, dos deputados, da articulação em Brasília com os deputados federais, problemas relacionados a São Paulo e Brasília entram pela Casa Civil, é tudo ali na Casa Civil. Nós temos um escritório em Brasília de representação do governo do Estado de São Paulo, tem um representante do governo que é subordinado à Casa Civil, temos escritórios regionais de planejamento por todo o estado também subordinados à Casa Civil, as regiões metropolitanas constituídas de Campinas, Santos, Sorocaba, Vale do Parnaíba e de São Paulo com suas agências são ligados à Casa Civil. Além disso, outros secretários que tem um pouco mais de distância do governador acabam solicitando para que a Casa Civil converse com o governador, enfim, estrutura do governo, todo um trabalho muito intenso. Mas tenho equipe e uma boa organização para poder suprir todas essas demandas.
     
Na sua posição, o senhor deve ser muito assediado pelos prefeitos e vereadores. Como deputado, já lidava com isso, mas agora a proporção é muito maior. Como lida com isso?
Não está muito fácil, o país passa por um momento muito difícil e as demandas são muito grandes. Nós também em São Paulo temos as nossas dificuldades e o que procuramos fazer é elencar prioridades, buscar parcerias, buscar contrapartidas, buscar recursos nas linhas até do Tesouro Próprio, do Desenvolve São Paulo, como fizemos aqui quando liberamos R$ 8 milhões para o asfalto. O governo também investe aqui com o hospital e também com outros trabalhos, como o Poupatempo. O segredo é trabalhar todo dia. 

A grande obra do Governo do Estado de São Paulo em Bebedouro é o Hospital Regional. Dificilmente o governador Alckmin conseguirá inaugurá-la, já que a previsão é que a obra termine no final de 2018. Quando efetivamente o senhor acredita que aquele hospital estará a serviço da população de Bebedouro e região?
Esses detalhes ainda estão sendo definidos, mas serão definidos e funcionará bem. Acho que pode trabalhar na área de alta complexidade, fazer algum atendimento mais especializado para a população de Bebedouro e região. 

O senhor está sendo apontado como um dos apoiadores do trabalho para a confirmação da reativação do transporte de cargas no trecho Pradópolis/Colômbia. Trabalho que teve início em 2009 e que ficou emperrado em alguns assuntos burocráticos como liberação de licenças. Qual a sua previsão sobre esse projeto hoje?
Hoje o processo está no Tribunal de Contas da União, assim que liberar é feita a assinatura do contrato, porque já teve uma medida provisória que permitiu a renovação desses contratos. Liberando essa parte do TC, e nós acreditamos que nos próximos meses, não deve demorar mais que um ou dois meses, na nossa ideia a empresa poderá assinar contratos, e eu acho que até o fim do ano esse contrato estará assinado. A partir da assinatura do contrato o compromisso da Rumo é em 24 meses no máximo para colocar para operar a linha. 
 
O PSDB, entre seus quadros, tem no momento dois candidatos com grande potencial para a eleição de 2018: o governador Alckmin e o prefeito João Dória. Como o PSDB vai fazer “a escolha de Sofia”, a história de uma mãe que tem escolher entre dois filhos?
Olha, nós respeitamos bastante essas pré-candidaturas, e falo como filiado do PSDB, são pré-candidaturas muito bem colocadas, mas eu gostaria de fazer uma observação. Nós estamos em um nível de ansiedade da população, de uma certa até revolta, todo mundo muito preocupado, pois nós tivemos um período muito difícil com a Dilma, com a saída da Dilma, com as denúncias contra o Temer, e há uma indisposição muito forte da população. Eu acredito que essa indisposição ocorre muito também porque não gera uma consciência efetiva como o voto que será dado em 2018. Hoje é muito simples eu tomar a decisão de falar que voto em determinada pessoa, ou naquela, ou naquela, mas eu acredito que vai haver uma reflexão e uma consciência forte da população para escolher bem seu próximo presidente, porque o Brasil não pode errar de novo. O Brasil não vai poder escolher um presidente inadvertidamente que possa a partir de um ano, dois anos, até ter que sair, ou alguém relativamente inexperiente para ocupar essa função. Eu acredito muito que o que se encaixa nesse perfil é o governador Geraldo Alckmin, não a toa que ele foi 4 vezes governador de São Paulo, foi uma vez candidato a presidente, é uma pessoa altamente experimentado e cheia de realizações. Não é só um currículo no papel, é um currículo com muitas realizações, que nos dá muita garantia e tranquilidade de alguém que vai agir corretamente e vai resolver muitos dos problemas que o Brasil precisa como resolveu aqui em São Paulo, que formam grandes desafios. Mesmo em tempos de crise o Estado de São Paulo está de pé, inclusive fazendo investimentos, pagando folha de pagamento e seus compromissos e com obras em vários lugares. Ele já teve desafios enormes, é muito experimentado, um currículo desses a gente não descarta, a gente observa bem na hora de contratar. Então nessa hora o povo vai analisar, as pessoas vão pensar, não como agora em que podemos escolher qualquer um e falar no nome de qualquer um. Acho que nós vamos ter muita tranquilidade, o melhor candidato hoje é o Alckmin. O Dória é uma boa pessoa, tem compromissos com a cidade de São Paulo pois acabou de se eleger, é importante que a capital seja bem administrada e que ele possa cumprir esse compromisso de atuar os 4 anos, e acreditando muito nisso. Tem muito futuro pela frente, é uma pessoa muito importante nos quadros do PSDB, mas nesse momento a gente acredita perfeitamente, com muita clareza, que o melhor candidato, que vai se encaixar realmente, o mais experimentado, capaz de resolver os problemas do Brasil, é o governador Geraldo Alckmin.  

O senhor é uma pessoa estratégica tanto no Governo quanto no PSDB. O senhor vai sair a governador, vice-governador, senador ou deputado em 2018?
Deputado federal, única e exclusivamente isso.  


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