Entre em sua conta



Crie sua conta


Dados Pessoais

Endereço

Dados da Conta


400 pessoas perderam o emprego em agosto em Bebedouro

25 de setembro
000

Depois de bater recordes de contratações nos meses de junho e julho com o início da safra da laranja, cidade voltou a demitir no mês de agosto

A euforia dos números passou e a cidade que a EPTV/Globo disse que sobrava emprego, fechou o mês de agosto com 400 demissões.
Enquanto boa parte da imprensa se iludiu com os números apresentados por Bebedouro, que ainda são robustos, o O Jornal continuou como sempre fez ao longo desses quase 13 anos, destacando que em meados do ano a cidade bate recorde de contratações, que depois vai perdendo o fôlego e chega ao final do ano, batendo recorde de demissões. Esta é a realidade da cidade que não conseguiu se desenvolver em outras áreas e fica à mercê do sobe e desce da laranja.
Segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), no período de janeiro a agosto, Agropecuária (+5.220), Serviços (+238), Construção Civil (+16) e Serviço de Utilidade Pública (+3), apresentaram resultados positivos, enquanto o Comércio (-78) e Indústria (-245), apresentaram resultados negativos.
Com esses resultados, no papel os números de Bebedouro ainda são excelentes, pois encerrou o período de janeiro a agosto, com um saldo de 5.154 contratações, mas como sempre lembramos, mesmo nos momentos em que aparentemente batemos recordes de contratações, a realidade é que boa parte dos empregos são gerados fora de Bebedouro.

A realidade
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bebedouro, Saulo Gonçalves dos Santos, em entrevista ao O Jornal após as citações da revista Veja e das reportagens do jornal O Estado de São Paulo, Globonews e EPTV/Globo, reafirmou mais uma vez que os empregos que o Caged aponta como sendo de Bebedouro não podem ser levados ao pé da letra: “registra aqui, mas nem sempre é daqui. Entra como se fosse daqui porque temos os condomínios agrícolas, por isso. Mas os peões são de fora na maioria dos casos. Apenas registra aqui e por isso os números são altos. Ninguém fora vocês me procurou, ninguém da imprensa me procurou. Se procurassem eu teria dito a verdade, porque a verdade não é essa. Não são empregos de Bebedouro.”
Sobre a reportagem produzida pela EPTV, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais destacou: “É tudo mentira, uma enganação... Quando saiu a reportagem teve gente que ligou da Bahia para o sindicato querendo vir para cá, e nós aconselhamos a não vir. Todo dia são 20, 30 ligações de gente querendo vir para cá. Bahia, Ceará, vai vir para morar em barraco? Vai fazer o que depois? Já teve muita gente que vi indo embora com a ‘calça na mão’, sem nada mesmo.”
O presidente Saulo Gonçalves dos Santos contou ao O Jornal que a safra está melhor do que os outros anos, mas para os trabalhadores a situação já foi melhor. “Hoje deve ter de 800 a 1000 que são de Bebedouro... Este ano a safra está um pouco melhor, está 25% a 30% maior que do ano passado. Ano passado foi um sufoco, tanto é que a cesta de dezembro só conseguimos dar agora. Este ano para os produtores está bem melhor, mas para o trabalhador está a mesma coisa. A diária é de R$ 35 a R$ 40, mas hoje o piso não pode ser menor que R$ 1076 no estado de São Paulo. Se o trabalhador colher ou não ele tem garantido R$ 1076. Tem peão que colhe mais e ganha R$ 1400, R$ 1500, é isso que ganha, mas tem que se matar de colher. Um exemplo, nós fechamos a caixinha de laranja a R$ 0,77, se ele colhe em média 60 caixas por dia ele vai ganhar R$ 46,20 por dia. Se multiplicar por 30 ele vai ganhar no mês R$ 1386, isso contando sábado e domingo, sem folga. Mas não dá isso, porque não dá para trabalhar todos os dias. Vai no pomar e pergunta quem colhe 60 caixas por dia. A média é 45, 48 caixas, só um colhedor acima da média colhe 60 caixas”.
O presidente contou que em média trabalham “uns 6 meses ou um pouco mais, quando a safra é boa. E também tem as laranjas temporonas, que acabam dando mais tarde.”   

Cidades
No mês de agosto, das 30 cidades pesquisadas por O Jornal, 20 apresentaram resultados positivos na geração de empregos. São José do Rio Preto foi a cidade que liderou o movimento de geração de empregos na região no oitavo mês de 2017, gerando um saldo de 685 contratações. Na sequência vêm Matão (340), Catanduva (140), Barretos (433), Guaíra (93), Monte Azul Paulista (60), Taquaritinga (42), Viradouro (40), Itápolis (35), Colina (34), Monte Alto (27), Ribeirão Preto (25), Guariba (17), Pirangi (11), Jaborandi (10), Morro Agudo (5), Pitangueiras (5), Severínia (5), Terra Roxa (3) e Cajobi (2).
Dez cidades apresentaram resultados negativos na geração de emprego no mês de agosto: Taiaçu (-1), Taiuva (-3), Taquaral (-8), Pontal (-18), Jaboticabal (-19), Olímpia (-29), Vista Alegre do Alto (-93), Sertãozinho (-198), Colômbia (-229) e Bebedouro (-400).

Brasil
Pelo quinto mês consecutivo, o Brasil apresentou resultados positivos na geração de empregos. Em agosto, segundo dados do Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, na quinta-feira (21), o Brasil abriu 35.457 vagas formais de trabalho, pois as contratações (1.254.951) superaram as demissões (-1.219.494).
No acumulado de janeiro a agosto deste ano, segundo o Caged, foram gerados 163.417 empregos com carteira assinada. No mesmo período do ano passado, foram demitidos 651.288 trabalhadores. 
Em agosto, cinco setores da economia admitiram mais do que demitiram: Serviços (+23.299), Indústria (+12.873), Comércio (+10.721),•Construção Civil (+1.017). Apresentaram saldo negativo em agosto: Agricultura (-12.412) e Serviços de utilidade pública (-434).
Houve o registro de contratações em todas regiões do país em agosto de 2017: Nordeste (+19.964), Sul: (+5.935), Centro-Oeste (+4.655), Norte (+3.275) e Sudeste (+1.628).

CAGED - Movimento de geração empregos

Cidades

Agosto

Jan/Ago

Barretos

119

433

Bebedouro

-400

5.154

Cajobi

2

86

Catanduva

140

326

Colina

34

694

Colômbia

-229

2.029

Guaíra

93

1.876

Guariba

17

245

Itápolis

35

552

Jaborandi

10

112

Jaboticabal

-19

246

Matão

340

3.694

Monte Alto

27

658

Monte Azul Paulista

60

815

Morro Agudo

5

-142

Olímpia

-29

538

Pirangi

11

80

Pitangueiras

5

1.117

Pontal

-18

3.071

Ribeirão Preto

25

951

São José Rio Preto

685

2.783

Sertãozinho

-198

-761

Severínia

5

-38

Taiaçu

-1

24

Taiuva

-3

30

Taquaral

-8

24

Taquaritinga

42

258

Terra Roxa

3

91

Viradouro

40

474

Vista Alegre do Alto

-93

1.778

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego


Deixe um comentário