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Museu Eduardo Matarazzo fecha definitivamente

23 de janeiro
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Faixa colocada na fachada do Museu na tarde de sexta-feira (20), informou decisão

A mantenedora do Museu de Armas Veículos e Máquinas, Eduardo André Matarazzo, Patrícia Marta Matarazzo, cumpriu sua palavra e decidiu fechar definitivamente o museu. A informação foi divulgada nas redes sociais do museu na tarde da sexta-feira (20), com a foto de uma foto da fachada do prédio com uma faixa com os dizeres: “Neste dia 20 de janeiro de 2017, o Museu Matarazzo fecha definitivamente suas portas. Nos despedimos com muito orgulho, sabendo que fizemos o que podíamos de melhor para a cidade de Bebedouro”. 
No dia 13 de dezembro do ano passado, foi postada a seguinte nota na página do museu: “É com tristeza, porém, com plena consciência de missão cumprida, que o Museu Eduardo Matarazzo comunica, reabrirá, no dia 17 de dezembro, suas portas, após 3 meses de reforma. Entretanto, encerrará definitivamente suas atividades no dia 22 de janeiro de 2017. São quase 49 anos de história, luta e dedicação para com a cidade de Bebedouro, que se encerram por não termos mais recursos financeiros para continuar mantendo a instituição em funcionamento. É de grande importância citar que esta decisão não é política, muito menos tem o objetivo de criticar a gestão atual. Fechamos por não termos mais como arcar financeiramente com o Museu. A contrapartida oferecida pelo município para receber a coleção foi se comprometer a construir um prédio para abrigar as peças. Nasce, assim, em 1968, a parceria do Museu de Armas Veículos e Máquinas, Eduardo André Matarazzo com a cidade de Bebedouro. (…) Nestes 48 anos de história o Museu foi visto de uma maneira ambígua pelo município e sua população: De um lado, nas horas em que era necessária parceria para custear ou revitalizar o acervo, o Museu é visto como uma coleção particular, cujos benefícios se refletem apenas aos seus proprietários. Assim sendo, não precisando de ajuda externa nenhuma. Esta ajuda não se refere somente a valores em dinheiro. Sim, a parcerias, descontos, trocas que, sistematicamente, foram negados ao Museu pelo comércio da cidade. Em relação à Prefeitura, em muitos projetos do município o Museu nem foi levado em consideração. Quando, por exemplo, são feitos projetos turísticos, o Lago é citado com um dos atrativos principais e, em todos estes anos, altas somas foram investidas no mesmo e nada no prédio do Museu. De outro lado, nos momentos de dificuldade, quando o Museu se manifestava narrando seu abandono e evidenciando a impossibilidade de mantê-lo na cidade, em condições tão desfavoráveis, cuja única solução seria transferi-lo para outro local, passava a ser visto como algo público e de interesse comum, sem direito algum de fechar suas portas ou mudar de lugar. Em outras palavras: o Museu, para os cidadãos bebedourenses, pertence a família Matarazzo enquanto ela paga as contas, se cuida sozinho e mantém as portas abertas para que a cidade possa dizer que tem uma atração turística. E passa ser visto como propriedade do município quando a família pede auxilio, cobra a cidade sobre suas obrigações ou decide que não quer mais mantê-lo. E mais, uma propriedade do município, porém, cuja a obrigação de cuidar continua a ser da família. Pois, em tempo algum, a cidade ou sua população pretendeu arcar, custear, cuidar e manter o Museu. A partir do dia 20 de janeiro de 2017, caso a cidade tenha interesse em manter as portas do Museu abertas, basta que se organize para providenciar pessoal adequado para receber os visitantes, jardineiros para cuidar da parte externa e que faça a manutenção adequada do prédio (recém-reformado por mim), para que ele não se deteriore novamente. Caso contrário, devolveremos as peças que são de comodato e retiraremos as nossas, devolvendo o prédio para a cidade”.
Na época, o prefeito Fernando Galvão (DEM), se comprometeu em acertar a situação para que o museu não fechasse. Pelo visto, não conseguiram. Procurada, Patrícia não retornou o contato até o fechamento desta edição. 


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