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Com hospital sem ginecologista, mulher perde bebê e tem que esperar 2 dias para retirar feto

20 de outubro
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Revoltado com o ocorrido, marido fez vídeo postado em redes sociais questionando a falta de médico e o atendimento realizado em sua esposa, que perdeu o bebê aos 8 meses de gestação

Um fato triste marcou o feriado prolongado de 12 de outubro. Talita, diabética e então grávida de 8 meses, perdeu seu bebê. O que por si só já é bastante triste teria ficado ainda pior, conforme relatou em vídeo Rodrigo, marido de Talita e pai do bebê (uma menina), que não sobreviveu. 
De acordo com o relato de Rodrigo, foi feito no sábado (14) e postado nas redes sociais, eles teriam ido ao hospital municipal no dia anterior (sexta-feira, dia 13), e foi constatado o óbito do bebê que ela esperava, mas Talita foi liberada para casa mesmo assim. 
No dia seguinte, ela deu entrada às 7 horas e até as 9h não havia sido atendida. Uma enfermeira teria dito que o caso dela não é urgente, mas ela, diabética estaria com 18 de pressão. “Minha filha estava viva até o dia 12. No outro dia não estava mais”, disse Rodrigo em vídeo. 
Talita estava com 8 meses de gestação e na sexta-feira (13), o marido a levou ao hospital para fazer uma avaliação, pois na quinta ela teria passado mal. “Pelo aparelho [estetoscópio], não teriam achado o batimento cardíaco do bebê e então solicitaram um ultrassom, que confirmou que o bebê não estaria mais com vida. Isso era 13h30, e até as 17h enrolaram e não fizeram a retirada do bebê, mandaram ela para casa, pedindo para voltar no outro dia (sábado), às 7h. Já era mais de 10h [do sábado] e não haviam retirado ainda, então eu chamei a polícia, que compareceu e uma enfermeira teria dito ao policial que só poderiam retirar na segunda-feira (16), porque não seria de risco. Isso porque ela é diabética”, relatou o pai em vídeo postado nas redes sociais. 
Rodrigo continuou seu relato dizendo que “o médico teria dito que faria o parto apenas na segunda-feira (16), pois o caso dela não seria grave”.  
Ainda segundo o vídeo de Rodrigo, não haveria ginecologista de plantão naquele dia e um dos médicos que possivelmente fariam o procedimento em Talita estaria dormindo e teria acordado às 10h naquele sábado. 
O vereador Nasser questionou o atendimento à Talita durante a sessão da segunda-feira (16). “Neste final de semana uma jovem de 30 anos perdeu o seu bebê após uma gestação de 36 semanas, ela tem alguns problemas de saúde, diabetes, mas infelizmente seu bebê acabou morrendo no seu ventre e segundo a diretora de saúde não havia ginecologista no hospital. Depois ligaram para ele e ele foi atendê-la, mas o mais deprimente de tudo isso é que o bebê ficou morto dentro da mãe por dois dias. Temos que cobrar, não podemos achar que está tudo às mil maravilhas. Isso não é humano”, disse. 
O vereador Fernando Piffer comentou o assunto, tentando eximir a responsabilidade do departamento de Saúde e da Prefeitura no caso. “Foi feito concursos, e logo o prefeito poderá chamar, e os profissionais que não cumprem [horário] haverá no futuro uma discussão sobre isso. Concurso dá garantia de estabilidade, mas se a pessoa não cumpre aquilo que é função dela, como ficará?”
Vale lembrar que o vereador faz parte da equipe da diretora do departamento de Saúde.


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