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SAAEB faz racionamento de água mirando em possível cessão da autarquia

30 de outubro
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Enquanto empresas credenciadas fazem estudos sobre a rentabilidade do SAAEB, racionamento é implantado “escorado” na falta de chuva

Enquanto empresas credenciadas fazem estudos quanto “a Estruturação Técnica e Econômica e Juridicamente fundamentada de Projeto de Concessão (Lei Federal nº 8987/95) ou Parceria Público-Privada (Lei Federal nº 11079/04) para Concessão, Concessão Administrativa ou Concessão Patrocinada dos Serviços de Gestão, Manutenção, Adequação, Reforma e Ampliação do Sistema de Águas e Esgoto do Município de Bebedouro”, segundo edital publicado pela Prefeitura, o SAAEB (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Bebedouro, “escorado” na falta de chuva, implanta o racionamento na cidade.
“Em razão do baixo nível dos reservatórios, o SAAEB – Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Bebedouro – fará racionamento de água, das 9h às 16h, todos os dias. A medida se faz necessária para evitar o desabastecimento total, uma vez que os níveis dos córregos do Retiro e chácara Bianca estão baixos. O SAAEB conta com a colaboração para o uso racional de água”, diz o decreto publicado pela Prefeitura. 
É certo que com mais de 150 dias sem chuvas significativas, a medida seria necessária. Mas vale lembrar que a famosa “obra de desassoreamento do Lago”, ainda sendo analisada pela Justiça, teria sido feita justamente para aprofundar o lago que serviria de reservatório, e por diversas vezes tanto o prefeito Fernando Galvão (DEM), quanto o diretor da autarquia disseram que, com a medida, a falta de água não seria mais sentida na cidade. Mais uma vez, a ânsia de exaltar obras pode ter permitido que o “carro fosse colocado na frente dos bois”, ou então, citando outro ditado popular, “na teoria, a prática é outra”. 
O certo é que o racionamento trouxe à tona um assunto que ficou esquecido por alguns dias: a possível cessão do SAAEB à iniciativa privada. Quando o assunto é o racionamento, 9 entre 10 pessoas citam a possível cessão como motivo, pois estariam “criando dificuldades para vender facilidades”. Com a população bastante irritada com o racionamento, a tendência de apoio à possível venda ou cessão aumentaria, eximindo o governo de críticas e “provando” a necessidade de altos investimentos para que o fantasma do racionamento não volte a assombrar a cidade. 
Em todo caso, a população está colaborando e aguardando a volta das chuvas, prevista para a segunda quinzena de novembro, para que o abastecimento seja reestabelecido. Nesse período, o SAAEB está intensificando a fiscalização do desperdício e o whatsapp da autarquia, de acordo com o diretor, não para de receber denúncias com foto de munícipes que estariam fazendo mau uso da água. 
Enquanto isso, cada vez mais fica a marca de que a medida é mais uma forma de forçar a aceitação de uma possível venda ou cessão, o que está deixando a cidade de cabelo em pé. Vamos aguardar até o final de dezembro, quando os primeiros resultados dos estudos começarem a ser divulgados. 


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