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Endividada, Prefeitura faz mais um empréstimo para compra de veículos

29 de janeiro
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Caminhão para a coleta de lixo e uma ambulância, totalizando R$ 450 mil, serão comprados com recursos de mais um empréstimo com juros de 9% ao ano 
 
Sobre o projeto que autoriza a Prefeitura a abrir crédito no valor de R$ 450 mil para a compra de um caminhão para a coleta de lixo e uma ambulância, valor este que é fruto de mais um empréstimo celebrado com o Governo do Estado, através do Desenvolve-SP (uma espécie de banco do governo do estado, que cede dinheiro às prefeituras em troca de maior parcelamento e a juros de quase 2 dígitos – em torno de 9% ao mês – somados a correção do IPCA), os vereadores Paulo Bola (PMDB) e Nasser (Rede), também questionaram a falta de economia do governo Galvão e o alto endividamento da cidade. “Lógico que não vamos votar contra, sabemos das necessidades da cidade. Mas ter que fazer empréstimo para comprar um caminhão e uma ambulância? Não dava para conseguir economizando, tentando de outra forma”, disse Paulo Bola. 
Ressaltando que o problema não seria resolvido e que parte da culpa seria da Prefeitura, Nasser também falou do alto endividamento. “Juros de quase 10% ao ano mais correção, e mais um empréstimo que ficará para os próximos anos, para o próximo prefeito pagar. Se tivesse feito manutenção correta e no tempo certo não teríamos que nos endividar desse jeito”, disse. O projeto foi aprovado por 10 votos, sendo que o presidente Chanel não precisa votar. 
Para Lourival Basílio, presidente do Sindicato, o prefeito precisaria renovar quase toda a frota. “Precisaria de uns 4 caminhões de lixo, renovar a frota da Saúde, da Educação e outros veículos. Hoje a Prefeitura só trabalha com entulho”, disse.  
Que a frota da Prefeitura está praticamente toda sucateada, isso não é segredo para ninguém. O prefeito Galvão, salvo engano, não conseguiu nenhum veículo para a cidade e o último investimento feito em frota foi do ex-prefeito Italiano.
No Governo Galvão, alguns acidentes que foram divulgados acenderam o sinal de alerta de que algo não ia bem e que em breve uma tragédia pode acontecer. Depois do grave acidente envolvendo dois veículos da Prefeitura (um ônibus escolar com crianças dentro e um caminhão de lixo), ocorrido no dia 19 de junho de 2017, no final de dezembro outro grave acidente ocorreu: possivelmente por falta de manutenção, um caminhão de lixo que estaria indo até a área de transbordo capotou na Rodovia Brigadeiro Faria Lima, próximo à sede da Tebe. De acordo com informações, as rodas do caminhão teriam travado e o veículo teria capotado, quase atingindo outros veículos que passavam pelo mesmo local. Por pouco uma tragédia sem precedentes poderia ocorrer e, milagrosamente, o motorista e o ajudante sofreram apenas escoriações leves.
Ainda no final de 2017, outro caminhão da coleta de lixo quebrou na avenida Edne José Piffer próximo a um posto de combustíveis. Parte do lixo que estava acumulado no caminhão foi parar na rua e um outro veículo da Prefeitura precisou fazer a retirada. Por sorte, ninguém se feriu. 
Se todos estes acidentes acenderam um sinal de alerta na população, o mesmo não se pode dizer do Ministério Público (MP). Em uma ação proposta pelo Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais, o MP entendeu que “faltavam provas” para que o trâmite da ação pudesse ser seguido, mesmo com mais de duas centenas de fotos disponibilizadas pelo sindicato. E mesmo após o relatos dos acidentes, o MP não se pronunciou. Talvez ainda faltem indícios de que os veículos da Prefeitura estão em situação precária e colocando em risco a vida de funcionários e da população.

 


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