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Quem sou eu e qual é o meu propósito?

18 de maro
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Conforme vamos tomando consciência e mergulhamos um pouco mais na vida, uma questão passa a nos inquietar: Quem sou eu?
Ao nos depararmos com tantas versões de nós mesmos, resultado das nossas tentativas em se ajustar ao mundo e deixando de lado quem verdadeiramente somos para assumir padrões ditados por nossa sociedade, nos assustamos pois por mais que mergulhemos em nós mesmos, questionando quem verdadeiramente somos, temos dificuldade em acessar nossa essência que aparentemente se perdeu no meio de tantas máscaras.
A dificuldade de responder a “quem sou eu” vem justo ao fato de que, diante de tantas versões assumidas que nos condicionamos a acreditar que somos, já não sabemos o que de fato somos. Confundimos as ilusões que criamos para sermos aceitos no nosso meio com o que de fato somos e que parece que está trancado a sete chaves no fundo do nosso ser.
Não é fácil chegar até nossa essência. São camadas e mais camadas a superar, são máscaras e mais máscaras que precisam ser retiradas, é um trabalho muito difícil, pois no fundo nem nós sabemos mais o que somos, já que nos acostumamos a ser o que o mundo pede que sejamos.
No Seminário Propósito, conto uma história que aprendi com o palestrante Sam Jolen sobre um rapaz que queria se tornar um monge tibetano e, que para tal, aceitou passar por um processo intitulado “3-3-3”, onde exigem que a pessoa tenha um grande autoconhecimento e para isso é preciso que ele passe o maior número de tempo consigo mesmo. Por 3 anos, 3 meses e três dias a pessoa fica numa cela tamanho 2 por 3, com estrutura de concreto com um colchão fininho, uma manta, um buraco na janela e outro no chão, um banco para meditação e um outro buraco onde colocavam as refeições. O tempo de permanência mínimo é: 3 anos, 3 meses e 3 dias. Não é permitido levar espelho, livros, computador ou celular, é só você e você.
Perguntado se a experiência estava sendo difícil, o rapaz afirmou que foi dificílima, mas tão difícil que ele tinha vontade de se matar todos os dias, pois não aguentava aquilo, não conseguia ficar consigo mesmo.
Quanto tempo você consegue ficar consigo mesmo? Será que é por isso que foge do silêncio? Será que é por isso que não fica muito tempo sozinho sem celular, televisão, vídeo ou qualquer outra distração? Se você não é boa companhia para você, como quer que os outros se sintam bem com você? Como você quer que o mundo fique perto se você não aguenta ficar com você? Como é que você quer fazer o que ama se você não ama quem você é?  Quanto tempo vai continuar buscando do lado de fora as respostas e a felicidade que só encontrará dentro de você?
Por um ano o rapaz ficou lutando com ele mesmo todos os dias. Tinha vontade de se matar, mas não tinha como, pois eles fizeram uma estrutura que não dava chance de fazer isso. Depois de tanta luta chegou um momento em que ele desistiu de lutar. Relaxou, sentou, meditou, meditou, meditou, prestou atenção nos pensamentos, nos sentimentos, olhou para dentro de si mesmo e ah, que alívio, que paz, que maravilha estar finalmente com ele mesmo, que paz, que serenidade. Foi uma longa caminhada de volta, de volta a essência, a fonte, a vida.
A vida de diversas formas vem convidando você a retornar a sua essência, a descobrir quem é você e qual é o seu propósito de vida. Como você vem respondendo a esse convite da vida para acessar quem você é e descobrir o seu propósito?
Alguns optam por experiências “radicais” como o “3-3-3”, outros entram na jornada proposta pelo “Seminário Propósito” e muitos continuam mantendo essas questões pendentes.
Alguns até param por alguns instantes, imaginando que basta uma pequena pausa para acessar o seu interior e encontrar as respostas, mas logo descobrem que reconectar-se com sua essência exige muito mais do que uma parada estratégica: exige um corajoso mergulho em si mesmo, entrando num rio que não sabemos onde vai parar, onde não conseguimos enxergar o que vem adiante frente à tanta poluição acumulada.
Ao adiar esse mergulho em si mesmo, as pessoas começam a perceber os problemas se acumularem e a insatisfação bater todos os recordes. Diante disso, sentem-se pressionadas a de qualquer jeito descobrir ou reencontrar o seu propósito de vida.
Acessar o seu propósito não deveria ser uma “obrigação” e sim um grande presente que se dá a si mesmo, se permitindo encarar um difícil processo de se reconectar consigo mesmo e que exigirá romper todas as camadas, retirar todas as máscaras, lidar com todos os disfarces e com todas as mentiras que contamos a nós mesmos até alcançar a nossa essência, descobrindo quem verdadeiramente somos e o que viemos fazer aqui.
Quando nos conhecermos verdadeiramente, vamos nos amar de verdade, nos respeitar e, de bem com a vida, livre de todas as amarras, vamos viver plenamente nosso propósito, fazendo a diferença na nossa vida e na vida de muitas pessoas.
O primeiro mês do ano está chegando ao fim e, para que 2018 seja o grande ano, é importante que você esteja pleno, que esteja conectado consigo mesmo, apoderando-se de todo talento e capacidade que tem e vivendo seu propósito.
Que a exemplo de Dom Quixote de La Mancha, personagem da obra de Miguel de Cervantes, você possa dizer: “Eu sei quem eu sou e quem posso ser, se desejar”. Quando isso acontecer um mundo de oportunidades se abrirá e você, na melhor versão de si mesmo, vai exalar amor, entusiasmo, fé e certeza do que é e do que pode ser, vivendo a melhor fase da sua vida, realizando seu propósito e construindo um legado que fará toda a diferença.
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