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Assessor do Governo Galvão chega a ganhar R$ 17 mil em janeiro

30 de janeiro
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Se somarmos o 13º, o valor impressiona: R$ 28.561,43

A crise econômica está aí assustando a todos. Existem muitos desempregados em todo o país e em nossa querida Bebedouro, então, nem se fale!  A situação está tão crítica que centenas de pessoas estão varando a noite na chuva e no sereno para garantirem uma inscrição para disputar uma vaga na Frente de Trabalho, durante vários dias da semana. E para ganhar um salário mínimo por mês. A todo momento e para qualquer pedido feito pela população, a desculpa do prefeito Fernando Galvão é de que a cidade está em crise, que não há dinheiro para nada, que o caixa está baixo e que é preciso economizar. Mas a economia não é para todo mundo, não.  
Na contramão da crise estão os bem pagos assessores, diretores e secretários da Prefeitura Municipal de Bebedouro. Esses sim, dormem em camas sequinhas, no ar condicionado e sonham, sem se preocupar se o salário dura até o final do mês ou com o vencimento de suas contas. Eles não tomam chuva ou passam frio em filas, pois o alto salário está garantido na conta corrente todo mês. E o salário não tem nada de mínimo não e passa longe do valor que recebe um funcionário público concursado referência 1. São valores estrelares, bem distante da realidade da cidade e distante até de altos cargos na iniciativa privada, por mais gabaritada que a pessoa seja. 
Nesta reportagem vamos destacar o salário e o 13º pagos em janeiro a alguns assessores, diretores e secretários do Governo Fernando Galvão. É importante lembrar que o prefeito pagou o 13º em janeiro, pois alegou não ter dinheiro suficiente para honrar o pagamento e esperou vir uma verba do Governo Federal obtida pela repatriação de recursos que estavam no exterior. Falando em 13º, é importante lembrar também que o prefeito pagou R$ 1.000 para cada funcionário da Prefeitura em dezembro, deixando o restante para acertar em janeiro. Ou seja, ao valor que divulgaremos nesta reportagem é preciso acrescentar os R$ 1.000 já pagos. Destacaremos os valores brutos, sem considerar os descontos de INSS, empréstimos e outros descontos já retidos na folha. E não divulgaremos o nome do assessor ou diretor por força da lei.
O mês de janeiro começou feliz para um super, mega, blaster assessor. Tamanha responsabilidade equivale ao tamanho do contracheque, ou seja, um “caminhão de dinheiro”: R$ 17.277,29 de salário em janeiro mais R$ 11.284,14 de 13º. 
Outro bem pago assessor teve rendimentos mais modestos e ficou com a “bagatela” de R$ 10.985,60 mais 10.634,52 de 13º, mesmo com os invisíveis feitos de seu departamento que não desenvolveu. Talvez seja culpa da natureza.
Mesmo com as finanças ruins, um levou para casa R$ 11.923,94 de salário mais 11.572,86 de 13º. E com crise e tudo e sem muito controle, outro levou R$ 9.084,86 de salário mais R$ 8.733,78 de 13º.
Enquanto um trabalhador braçal quase morre de trabalhar para receber cerca de um salário mínimo, outro recebe R$ 12.453,26 e R$ 12.102,18 de 13º.
Até um assessor que já foi mais chegado ao prefeito, considerado “de casa”, mas que agora está mais distante, quase na lama, embolsou R$ 6.237,20 e quem paga o pato é o munícipe. O 13º foi bem modesto, mas a explicação é que ele mudou de cargo: recebeu 981,02.
Também é preciso andar na lei do prefeito para garantir “modestos” R$ 9.084,86 e 9.084,86 de 13º. Nada mal. 
Outro bom critério é o “puxassaquismo”. Um atento exemplar da espécie, que vive colocando até a família para brigar pelo prefeito com aqueles que reclamam nas redes sociais, recebeu polpudos R$ 8.679,67 de salário mais R$ 8.124,45 de 13º.
Outro está escondido, sem os poderes de outrora mas com um rendimento de R$ 10.084,99 mais 13º de 10.084,99. Assim dá até para pagar lipo e botox para quem quiser, sem fazer muito esforço, bastando compartilhar “fotinhas e mais fotinhas” do prefeito. Tem outros que, sem cerimônia, ganharam em janeiro R$ 9.092,58 de salário mais R$ 8.741,50 de 13o.
Já um assessor “importado” do Nordeste brasileiro, visto sempre em belas companhias, faturou alto em janeiro: R$ 5.639,25 de salário e R$ 5.288,17 de 13º. 
Lidar com os humanos não é tarefa fácil hoje em dia, pois as pessoas andam cada vez mais complicadas, e vai ver foi por isso que o salário do mês de janeiro tenha sido a vultuosa quantia de R$ 9.292,60 mais R$ 8.941,52 de 13º. 
Com um salário de R$ 5.956,91 e um 13º modesto de R$ 934,30 (mudou de cargo recentemente), certamente o diretor não pôde comprar muita coisa, mas também garantiu uma boa graninha.  
Quem também encheu o cofrinho em janeiro e está feliz da vida, falando pelos cotovelos, é uma pessoa que recebeu R$ 5.639,25 de salário e R$ 5.288,17 de 13º. Vai poder comprar uma coleção de sapatos novos para acompanhar o chefinho em todos os lugares.  
Enquanto isso, no “andar de baixo”, a realidade é outra. A referência 1 dos funcionários municipais passa a ser de R$ 952,41 com a correção da inflação, prevista em lei e aprovada pelos vereadores em sessão extraordinária ocorrida na quarta-feira (25). O valor é pouco maior que um salário mínimo (R$ 937,00), uma diferença de $ 15,41. Toda vez que você ouvir o prefeito “chorar miséria” e dizer que não tem dinheiro para comprar um saco de cimento, não tenha pena: os ventos da abundância sopram na Prefeitura. 


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