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Horto Florestal pode ser tombado como patrimônio histórico

27 de maro
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Pedido foi feito pelo vereador Nasser ao Secretário de Cultura do Estado, José Luiz Penna, e aos membros do CONDEPHAAT 

O vereador Nasser (Rede), em audiência com o Secretário de Cultura do Estado, fez o pedido oficial para que o Estado promova o tombamento do Horto Florestal. De acordo com Penna, “é um longo processo, mas é procedente e vamos encaminhar imediatamente, ainda hoje (dia 21), ao CONDEPHAAT, para que se tome as medidas necessárias para preservar a área e impedir que sua destruição possa causar interesse de empresários pela área. A medida é preventiva, séria e necessária. Nós vamos dar encaminhamento”, disse, ao lado do vereador. 
De acordo com Nasser, o pedido de tombamento partiu de um grupo intitulado “SOS Horto Florestal”, que teria pedido ao vereador que levasse a solicitação à Secretaria. 
O pedido é para “que se sensibilizem com as atuais condições da Florestal Estadual de Bebedouro e envidem esforços no sentido de viabilizar, tanto a necessária reforma nos imóveis históricos depredados, como a realização de estudos que possam consolidá-los como patrimônios históricos culturais e o imediato retorno de segurança patrimonial permanente na área, afim de não consolidá-la como um lugar marginalizado, oferecendo inclusive riscos à população que mora próximo do local.”
Em nossa edição do dia 17 de março, publicamos com exclusividade que o Horto receberá R$ 250 mil de recurso via Fehidro, decisão tomada após reunião do Comitê da Bacia Hidráulica do Baixo Pardo Grande, que acrescentou o valor, que será destinado a ações de educação ambiental, no Orçamento. A informação foi repassada à reportagem pela Diretora de Meio Ambiente, Ângela Brunelli, que levou o assunto à reunião. No primeiro ano, cerca de R$ 250 mil serão enviados à cidade para o fomento dessas ações e, no segundo ano, cerca de R$ 600 mil serão disponibilizados. “Vamos mobilizar os prefeitos das cidades que compõem o Baixo Pardo Grande para dar continuidade a isso. Depois de aprovado o Orçamento vai para o Governo do Estado de São Paulo para aprovação, mas esse recurso já está dentro do orçamento porque trabalhamos sempre com base no exercício anterior, então os valores já são pré-determinados”, disse Ângela ao O Jornal.

Entenda o caso
Após circular nas redes sociais diversas fotos do abandono em que se encontra o Horto Estadual de Bebedouro, o assunto veio à tona. Um munícipe teria notado o portão aberto e resolveu “matar a saudade” do local onde passou boa parte de sua infância, e para sua surpresa o local estava em total abandono, como as fotos que ele tirou (e que ilustram esta reportagem), podem atestar. A equipe de O Jornal também esteve no local na época e pôde ver a tristeza em que se encontra o Horto, o que prova o total descaso para com um patrimônio estadual de preservação do meio ambiente. 
A reportagem de O Jornal procurou a assessoria da Secretaria Estadual de Meio Ambiente na ocasião e fez alguns questionamentos, mas obteve apenas a seguinte nota: “A direção do Instituto Florestal está empenhada em aumentar a arrecadação, no intuito de firmar novos contratos de serviços terceirizados de vigilância e segurança patrimonial visando resguardar o patrimônio público e ambiental das unidades que gerencia, assim como sua manutenção. Enquanto isso, a Polícia Ambiental faz rondas regulares na unidade colaborando para a segurança. A Floresta de Bebedouro é administrada pelo Instituto Florestal, órgão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, não havendo funcionários cedidos pelo município para a gestão da área, que dispõe de 4 servidores estaduais. Com cerca de 80 hectares de vegetação nativa, a Floresta de Bebedouro apresenta grande potencial para o desenvolvimento de programas de educação ambiental e de uso público, bem como propicia ao município elevar sua pontuação no programa ‘Município Verde Azul’. Há atividades de visitação e educação ambiental com as escolas e com a comunidade. O Instituto Florestal está aberto para tratativas junto à Prefeitura Municipal visando a formalização da Cessão de Uso da Floresta de Bebedouro, a exemplo do que vem sendo realizado para outras unidades nos municípios de Avaré, Bauru, Botucatu e Mogi Mirim”, finalizou. 
Procuramos, então, a Diretora de Meio Ambiente, Ângela Brunelli, para que ela falasse sobre o assunto. Ângela disse que “no momento o orçamento não permite assumir esse compromisso. O ideal é buscar parcerias para possibilitar assumir, porque realmente a floresta do estado é um patrimônio muito importante não só para o nosso município, mas para toda a Bacia do Baixo Pardo Grande por ser a única unidade de conservação da Bacia. O ideal, talvez, seja buscar parcerias, ou mesmo um recurso via Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), para tentar desenvolver um projeto de educação ambiental, de técnicas agrícolas para serem aplicadas lá. Podemos tentar buscar um recurso dentro da Bacia, dentro do recurso que é distribuído de cerca de R$ 3 ou 4 milhões para os municípios aplicarem nessas áreas. Os 14 municípios podem se unir para fazer um consórcio e daí buscar recurso para aplicar no local”, disse, destacando a reunião que aconteceria em meados de março, como de fato aconteceu e o recurso teria entrado no Orçamento. 


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