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Fundação diz que desapropriação diminuirá atendimentos a pacientes com câncer

29 de maro
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Após aprovação do decreto enviado pelo prefeito à Câmara desapropriando trecho de 1,3 km da Fazenda Santa Irene, Fundação emite nota dizendo que “abertura de estrada que cortará ao meio uma das áreas mais nobres” da propriedade

 

Na semana passada, ocorreu mais um capítulo do longo caso envolvendo o drama de moradores da Zona Sul da cidade causado pelo trânsito de caminhões de cana no local, por conta do fechamento de um trecho que daria acesso à rodovia Brigadeiro Faria Lima.  O prefeito enviou à Câmara um Projeto de Lei de “abertura de crédito especial no valor de R$ 220.768,99 relativo a desapropriação de área de terra para interligação da BBD136 com o dispositivo de acesso da Rodovia Brigadeiro Faria Lima, km 364”, ou trocando em miúdos, a área de cerca de 1,3 km de comprimento por alguns metros de largura que servirão de rota para o escoamento de cana no setor, eliminando o trânsito de caminhões de cana especialmente no bairro São Carlos e no distrito de Andes.

Aprovado pelos vereadores na sessão extraordinária do dia 05 de junho, o projeto chegou “antes tarde do que nunca”, pois segundo o vereador e presidente da Câmara, José Baptista de Carvalho Neto, o Chanel (SD), o escoamento da cana começaria no dia 1º de junho e se a Prefeitura não tomasse uma atitude para abrir a passagem que dá acesso à Rodovia Brigadeiro Faria Lima pela Fazenda Santa Irene, desapropriando o trecho, diversas ações na Justiça seriam impetradas pelos produtores. Mas o projeto chegou e agora é esperar o trâmite na Justiça.

Em nota, a Fundação Abílio Alves Marques assim se pronunciou dizendo que “a abertura de estrada que cortará ao meio uma das áreas mais nobres da fazenda Santa Irene, que implicará no aumento dos custos de produção e perda de produtividade, com reflexo direto na área social, pois a queda de receita implicará na diminuição dos atendimentos do ambulatório de oncologia, prejudicando a prevenção e o tratamento do câncer”.

A nota, na íntegra, é a seguinte: “A Fundação Abílio Alves Marques recebeu com muita tristeza a notícia da emissão do Decreto que trata da desapropriação de área nobre da Fazenda Santa Irene. Em meados de setembro do ano passado, a Fundação apresentou ao Sr. Prefeito Municipal uma proposta alternativa de traçado para a abertura da estrada de forma a colaborar com a Prefeitura e reduzir o impacto negativo que recairá sobre a Fazenda Santa Irene, tendo esta proposta alternativa sido recusada pelo Prefeito. O Decreto do Prefeito Municipal determina a abertura de estrada que cortará ao meio uma das áreas mais nobres da fazenda Santa Irene, que implicará no aumento dos custos de produção e perda de produtividade, com reflexo direto na área social, pois a queda de receita implicará na diminuição dos atendimentos do ambulatório de oncologia, prejudicando a prevenção e o tratamento do câncer. Há 29 anos, a Fundação Abílio Alves Marques atua na cidade de Bebedouro em parceira com a Prefeitura, sendo que, somente no ano de 2017, destinou ao atendimento gratuito à população de Bebedouro e dos Distritos, a importância de R$ 1.661.857,00 (um milhão seiscentos e sessenta e um mil oitocentos e cinquenta e sete reais), que representou 93.083 atendimentos e procedimentos, reduzindo os investimentos do Município na área da saúde. A prioridade da Fundação Abílio Alves Marques é prestar um serviço de excelência a seus usuários, primando pelo atendimento de oncologia não disponível na rede pública do Município de Bebedouro, razão da indignação do decreto expropriatório.”


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