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Mesmo depois da eleição, gastança com viagens continua na Câmara de Bebedouro

06 de fevereiro
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Sem controle e sem monitoramento das viagens, até assessor de vereador retira dinheiro para viajar

O Portal Transparência da Câmara Municipal de Bebedouro mostra que, nos meses de outubro, novembro e dezembro, seis pessoas utilizaram recursos para viagens de vereadores: Alisson Ornaghi da Silva, Denilson César Fajan, Fernando Sérgio Faria Mattos, Leonardo Moura Munhoz, Marcos A. José Borges, Ronaldo Roberto Paes e Wallace Henrique Cozoro.
O interessante da história é que nem todos são motoristas e, assim, mais uma regra que por muito tempo prevaleceu na Câmara – a de que dinheiro só era liberado para funcionário concursado – cai por terra.
O leitor que investir um tempinho para ler as duas reportagens que fizemos sobre os gastos dos vereadores vai perceber o quanto o descontrole e a falta de respeito com o dinheiro público prevalecem na Câmara de Bebedouro, tanto é que viagens para a mesma localidade chegam a apresentar diferenças absurdas, a ponto de uma viagem para Ribeirão Preto custar R$ 55,99 ou R$ 233,30. Sem controle, viagens para Barretos e Catanduva chegam a custar R$ 200,00, desconsiderando o valor do pedágio que já vem debitado através do uso do sistema Sem Parar.
Enquanto o Ministério Público, o Tribunal de Contas e as lideranças da cidade não tomarem providências, a farra com o dinheiro público vai continuar acontecendo na Câmara de Bebedouro.

Outubro
No dia 04/10, viajou a Ribeirão Preto o advogado Antônio Alberto Camargo Salvatti, para ir ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para retirar cópia do relatório da fiscalização referente a prestação de contas do exercício de 2015. Sua viagem custou R$ 192,78.
No dia 07/10, viajou a São Paulo o vereador José Baptista de Carvalho Neto, o Chanel (SD) para ir ao INCRA (Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária), para tratativas sobre a certificação de imóveis rurais do Município de Bebedouro e acompanhamento dos processos de certificação em andamento. Qual interesse tem o vereador Chanel com relação aos imóveis rurais? Se fosse alguém da Prefeitura a viagem teria algum sentido, mas um vereador fica bem estranho viajar para essa finalidade. Tomara que algum de seus assessores explique os reais objetivos da viagem que, sem contar pedágio e tanque cheio inicial, custou R$ 569,61.
No dia 21/10, viajou a Franca o vereador presidente de Câmara, José Roberto de Rosis Mazzeu (DEM), para reunir-se com o Deputado Estadual Roberto Engler (PSDB), em seu escritório, para tratativas de liberação de convênios. Sua viagem custou R$ 346,92, o que para uma cidade distante 150 km de Bebedouro é um valor bem caro.

Novembro
No dia 03/11, viajou a Ribeirão Preto o advogado Antônio Alberto Camargo Salvatti, que mais uma vez foi ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para protocolar manifestação referente a prestação de contas do exercício de 2015. Sua viagem, sem contar pedágio e tanque cheio, custou R$ 195,76. Custou para caro para a Câmara protocolar um documento em Ribeirão Preto.
No dia 07/11, viajou a Franca o vereador José Roberto de Rosis Mazzeu (DEM), para se reunir novamente com o Deputado Estadual Roberto Engler (PSDB), em seu escritório, para tratativas de liberação de convênios. O que será que motivou duas viagens em menos de 20 dias para o mesmo local? Não sabemos, o que sabemos é que a viagem a Franca custou R$ 239,92. Somados aos R$ 346,92 da viagem ocorrida em 21/10, as duas idas para Franca custaram R$ 586,84.
No dia 07/11, viajou a São Paulo o ex-assessor do ex-vereador Sensei, o servidor Rodolfo dos Santos Matias, que continuou na Câmara após a renúncia de Sensei assessorando o vereador João Batista Giglio Villela. Rodolfo, que viajou mais do que alguns vereadores, teria ido ao escritório do Deputado Federal Ricardo Izar Júnior (PP), para verificar pendências e na Assembleia Legislativa, para reunião com o Deputado Estadual Rogério Nogueira para verificar o andamento das solicitações. A viagem do “viajante assessor” de vereador custou R$ 866,63. Se prevalecesse na Câmara de Bebedouro respeito ao dinheiro da população, com certeza saberíamos os resultados das inúmeras viagens do assessor Rodolfo, mas como dinheiro jorra por lá, ninguém se preocupa em dar satisfações.
No dia 09/11, viajou a São Paulo o vereador Paulo Henrique Ignácio Pereira e o servidor Miguel Quessada, que foram à Assembleia Legislativa, reunir-se com o Deputado Estadual Léo Oliveira (PMDB), para tratativas de verbas para iluminação das Praças Pedro Pelegrino e Chico Mendes e pedido de verbas para academia de ginástica ao ar livre. A viagem custou R$ 950,66.
No dia 10/11, viajou a Ribeirão Preto o vereador José Baptista de Carvalho Neto, o Chanel (SD), que foi ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para pedir informações. Se tivesse utilizado o telefone, o pedido de informações teria custado bem pouquinho, mas como preferiu utilizar o carro da Câmara, a viagem, sem contar pedágio e tanque cheio, custou R$ 122,12.
No dia 17/11, viajou a São Paulo o vereador José Baptista de Carvalho Neto, o Chanel (SD), que teria ido ao escritório do Deputado Federal Paulo Pereira da Silva (SD), para solicitar verbas para o nosso município e também ao Palácio dos Bandeirantes (Casa Civil), em reunião com o Secretário Samuel Moreira para gestão de liberação de verbas. A viagem custou R$ 1.083,79, o valor mais caro da temporada. Nem o assessor Rodolfo, acostumado a realizar viagens caras, conseguiu gastar tanto numa viagem a São Paulo.
No dia 17/11, viajou a Catanduva, 60 km distante de Bebedouro, o vereador Juliano César Rodrigues e a sua assessora Regina Batista Magalhães Silva, que passou no Hospital Emílio Carlos Ribas e no escritório do Deputado Federal Sinval Malheiros (PTN). A viagem, sem contar pedágios e tanque cheio, custou R$ 282,10 e, levando-se em conta que Catanduva fica pertinho de Bebedouro, a dúvida é como o vereador Juliano conseguiu gastar tanto dinheiro numa viagem tão curta.
No dia 21/11, viajou a São Paulo o vereador José Roberto de Rosis Mazzeu (DEM), que teria ido à Assembleia Legislativa para reunir-se com o Deputado Estadual Roberto Engler (PSDB), para solicitar as verbas pendentes e novas solicitações para a próxima legislatura. A viagem custou R$ 515,04. Como se justifica a viagem de Beto Mazzeu ter custado R$ 515,04 enquanto a viagem do vereador Chanel custou R$ 1.083,79? Como se justifica uma viagem para a mesma localidade ter essa diferença tão grande de valor? Enquanto o Ministério Público e as instituições de Bebedouro não tomarem providências, a farra dos gastos com viagens vai continuar prevalecendo na Câmara de Bebedouro. 

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