Entre em sua conta



Crie sua conta


Dados Pessoais

Endereço

Dados da Conta


Mulheres de Bebedouro realizarão Movimento #EleNÃO

09 de abril
000

está marcado para próximo sábado (29), na praça da Concha Acústica

 

O que para alguns é “temperamento explosivo”, “sinceridade” ou “jeitão”, para outros têm outros significados, como este que resume praticamente todos: falta de respeito. Tomadas pelo sentimento de desrespeito pelo qual o candidato Jair Bolsonaro trataria mulheres, um movimento começou a surgir nas redes sociais através da hashtag #eleNÃO, que logo atingiu diversas seguidoras, tendo mais de 2 milhões de mulheres aderido a um grupo que se posicionava contra o candidato. Este grupo cresceu ainda mais, incomodou algumas pessoas e chegou até a ser raqueado (invadido), sendo quase retirado do ar, por causas que ainda devem ser esclarecidas pelas autoridades competentes. Porém, o movimento, apesar de ter sido raqueado, ao invés de recuar, ganhou corpo e uma manifestação nacional está sendo programada para o próximo sábado (29), e Bebedouro não ficou de fora. Um grupo de mulheres organiza a manifestação, que está programada para às 10h, na praça da Concha Acústica, e que irá percorrer as ruas do comércio.  

“O diálogo e o convencimento são os temperamentos principais da democracia, xingar só interessa a quem não tem argumento” (Revista Fórum). Por isso, organizamos nosso manifesto de forma pacífica e para demonstrar repúdio e indignação quanto à candidatura à presidência da república do atual Deputado Federal Jair Bolsonaro, do PSL (Partido Social Liberal). Nosso movimento busca conscientizar mulheres a partir de um protesto pacífico que procura dar voz ao grupo que é 52% dos eleitores no Brasil. As causas que nos levaram a desenvolver o movimento foram à propagação de ódio e discriminação quanto à sexualidade e raça da população, discursos que desprezam direitos humanos, ameaçando a possível retirada do Brasil da ONU (caso eleito), e a baixa movimentação de projetos legislativos no Congresso Nacional, uma vez que em 29 anos de atividade apenas em 2015 conseguiu ter um projeto aprovado. Bolsonaro é acusado de ser misógino, homofóbico e racista, além de transparecer total apoio a uma intervenção militar no Brasil (lembrem-se do Golpe de 1964 que durou até 1985), pois homenageou um dos torturadores (Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra), e afirma que “o erro da ditadura foi torturar e não matar”. Atualmente, ele é o político com mais denúncias no Conselho de Ética da Câmara, e réu em dois processos que tramitam na justiça, um ele responde por injúria e outro por incitação ao crime de estupro. O que mais tem nos assustados é a intenção da liberação do porte armas para civis que talvez não estejam prontos física e psicologicamente para lidar com o instrumento, e também a preocupação com o aumento absurdo de feminicídios. Queremos acima de tudo mostrar que violência não se resolve com violência, e somente a partir do diálogo podemos obter avanço e respeito, conquistando um mundo com direitos iguais entre homens e mulheres e direito à saúde e educação”, disse uma das organizadoras que preferiu não se identificar.

As mulheres são uma das grandes barreiras para a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Entre elas, o índice de rejeição ao capitão da reserva é alto: gira em torno de 50%, segundo as pesquisas. No mês que antecede a votação de 7 de outubro, uma mobilização virtual, que promete desembocar num protesto de rua no fim de setembro, veio engrossar o discurso contra o nome do PSL. O grupo de Facebook intitulado “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” contava com 2,5 milhões de participantes, a 20 dias da eleição. Outros grupos e páginas de proposta semelhante foram criados e atos contra Bolsonaro convocados para várias cidades no dia 29 de setembro.

O candidato do PSL é réu de uma ação penal movida a partir de um episódio envolvendo a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), na qual ele responde pelo crime de incitação ao estupro. Em 2014, Bolsonaro disse à deputada que não a estupraria porque “ela não merece”, ao rebater um discurso feito pela petista no plenário da Câmara. Na ocasião, Rosário defendia a Comissão da Verdade e as investigações dos crimes da ditadura militar. O presidenciável também já afirmou, em diferentes ocasiões, que não há problemas no fato de mulheres ganharem salários menores do que os dos homens. Quem deve regular isso, segundo o candidato, é o mercado, a partir de garantias dadas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Na segunda-feira (17), o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa de Bolsonaro à Presidência, disse que famílias pobres sem pai e avô, só com mãe e avó, são “fábricas de desajustados”, que fornecem mão de obra ao narcotráfico, segundo informações do Nexo Jornal. 


Deixe um comentário