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Cargill anuncia investimento de R$ 550 milhões em Bebedouro

09 de abril
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Empresa escolheu a cidade para montar sua primeira fábrica de pectina no país. Obras estão previstas para terem início no primeiro semestre de 2019 e cerca de 2 anos para começar as atividades.

 

Na manhã da quinta-feira (1º), na sala de reuniões da Prefeitura, foi assinado o protocolo de intenção de investimento da Cargill para a construção de uma fábrica de pectina em Bebedouro. Estiveram presentes vereadores, diretores de departamento, empresários e convidados. 
Segundo divulgado pela empresa, o projeto, ainda em fase de aprovação, prevê a construção de uma fábrica de pectina na cidade. Acondicionado a todas as aprovações do projeto, o início das obras está previsto para o primeiro semestre de 2019 e, em dois anos, a unidade deve estar pronta para funcionar. O investimento previsto é de R$ 550 milhões para fortalecer e diversificar o portfólio da empresa em pectina, que também inclui melhorias em suas três fábricas existentes na Europa (Alemanha, França e Itália). A instalação atenderá a demanda do mercado por agente texturizante de alta qualidade, muito utilizado em compotas, sucos e bebidas lácteas, por ser um agente versátil à base de frutas cítricas. 

Representando a Cargill, estiveram presentes o diretor Laerte Moraes, Sandra Biben, gerente de produtos, Thiago Skaf, gerente de relações governamentais, e Renato Vandrei, gerente industrial.

O Secretário de Desenvolvimento, Lucas Seren, foi o primeiro a falar sobre o assunto. “É um momento de imensa felicidade. Este governo colocou Bebedouro no mapa do Brasil e nesta manhã no mapa global. Talvez seja o maior investimento privado da história da cidade e quiçá da região. Obrigado, Cargill. Obrigado por acreditar no nosso país”.

O presidente da Câmara, José Baptista de Carvalho Neto, o Chanel: “Agradecemos à Cargill por acreditar na nossa região e no nosso município. A emoção e a expectativa são muito grandes já há alguns meses, quando tivemos o prazer de participar um pouco da conversa. Hoje todo o trabalho se torna realidade, e quando tudo isso se confirmar e a fábrica estiver andando, será muito importante para nossa cidade e para nosso país”, disse. 

Renato Vandrei, gerente industrial da Cargill e que será responsável pela construção da indústria na cidade, disse já estar à vontade com Bebedouro. “Fui muito bem acolhido por todos”, salientou.

O prefeito Fernando Galvão também se disse orgulhoso pelo momento. “É um momento importante para a cidade e para o país. Se coloquem no meu lugar. Temos que respeitar casa passo de cada vez, saber o que pode falar e não se aproveitar da situação mesmo que ela te beneficie muito. Há mais um ano recebemos um telefonema da Cargill prospectando várias cidades do mundo. Se coloquem no meu lugar. Era um investimento de R$ 600 milhões, qualquer passo diferente que eu desse inviabilizava a coisa. Mas esta reunião tem a mesma característica que você, Laerte, enxergou em nós desde o primeiro momento: a transparência. A Sandra trabalho nesse projeto por anos. Obrigado a toda a equipe da Cargill pelo investimento. A cidade precisa disso. Que a Cargill de Bebedouro traga bênção para a cidade e para as famílias. Obrigado por escolher Bebedouro”, finalizou.

Ao final, o protocolo de intenções foi assinado pelo prefeito, o diretor Laerte Moraes, gerente industrial Renato Vandrei e, como testemunha, o secretário Lucas Seren. Na assinatura, o prefeito disse que já iria cumprir algumas exigências do termo. “O Laerte fez o pedido de uma certidão de uso e ocupação do solo e uma declaração ambiental da área para já começar a cumprir as exigências. Isso geralmente demora um mês para entregar, mas nossos departamentos trabalharam e vamos entrar hoje, já!”, disse, comemorando. Quem ouviu ficou feliz, pois quem sabe agora essas certidões tão demoradas passem a ser emitidas mais rapidamente para todos.

Por conta da demanda de casca de laranja para a nova indústria, foi questionado se haveria a possibilidade de, futuramente, ser implantada novamente uma fábrica de processamento de laranja. Laerte Moraes respondeu que a empresa “sempre olha as perspectivas do mercado. Hoje, especificamente, isso não está nos nossos planos. O que vai acontecer daqui 4 ou 5 anos vai depender da conjuntura, de como estarão as oportunidades, tudo isso é avaliado de maneira muito criteriosa pela empresa quanto aos investimentos. Isso hoje não está sendo discutido, mas no futuro tudo pode acontecer. A Cargill é muito criteriosa quanto os valores da empresa, a forma como ela lida com o mercado, tudo é muito sério. Não posso afirmar nada nesse sentido”, disse.  

Sobre os empregos a serem gerados tanto na construção quanto para o trabalho na fábrica, o diretor foi cauteloso neste momento. “Uma análise complexa com essa demanda muitas áreas, o pessoal da engenharia, da mecânica, depende da automação, do meio ambiente. Tudo isso é terceirizado, contratamos empresas terceiras especializadas, mas até pela economia e logística geralmente essa terceirizada contrata mão-de-obra da cidade, a não ser que seja necessário algum serviço específico e que não tenha na cidade. A Cargill tem três compromissos quanto projeta uma obra: entregar no orçamento, no prazo e com segurança. Na fábrica procuramos também contratar pessoas da cidade, a não ser que seja necessário alguma mão-de-obra especializada também, às vezes trazemos até do exterior pelo tipo de tecnologia que adotamos. Majoritariamente a empresa de maneira geral acaba capacitando pessoas, na outra fábrica que eu construí adotamos um sistema de preparação de jovens para atuar tanto na nossa como em outras indústrias, por isso dizemos que é um círculo virtuoso. Quando falamos quantos empregos serão gerados, diretos e indiretos, não posso te dizer concretamente, pois ainda estamos estudando algumas tecnologias. Mas o impacto é muito maior, pois envolve também outras atividades da cidade de modo a transformar o local onde atuamos. Não me comprometo com um número, mas posso dizer que o impacto é sempre positivo”.

Sobre um possível apoio à reativação da linha férrea “a Cargill movimenta um grande volume de cargas no Brasil em todo tipo de modal e temos buscado fazer investimentos em infraestrutura nesse sentido. Como não é a minha área, não sei o quanto estamos comprometidos com essas solicitações junto ao Governo Federal, mas apoiamos o investimento em infraestrutura e logística, pois vivemos disso. Não posso responder por uma área que não é minha, mas de maneira geral a Cargill é apoiadora, investidora em infraestrutura, e se isso faz sentido para a região, é muito provável que a Cargill tenha interesse, mas não posso responder por essa área”, disse.

Questionado que a demanda da nova fábrica poderia fazer com que a região voltasse a cultivar mais laranja ao invés de cana, Moraes “o volume que iremos processar é o de casca de laranja que hoje vai para alimentação animal. Não devemos ser um fator de crescimento para o cultivo de laranja. Se a utilização dessa casca de laranja diminuir a oferta para alimentação animal e isso provocar um interesse maior pela casca de laranja e isso provocar crescimento, é consequência dessa atividade, mas acho que não esteja diretamente ligado. O volume que iremos processar é um produto de alto valor agregado e menor proporcionalmente quantidade de casca, então não deve ser fator”, finalizou.

 

 

“É com muita satisfação que escolhemos a cidade de Bebedouro, nós já fizemos a aquisição de um terreno para a instalação dessa fábrica, a gente está assinando hoje o protocolo de intenções para a construção dessa fábrica”

Laerte Moraes, diretor da Cargill, contou como a empresa decidiu por voltar a investir na cidade, agora com uma nova fábrica de cerca de R$ 550 milhões

 

“É um prazer muito grande estar aqui. Temos lembranças positivas da cidade de Bebedouro... Faz 12 anos que deixamos a cidade. Pode ter certeza que a cidade marcou a Cargill... e a cidade tem lembranças positivas da Cargill. É muito bom voltar e fazer um investimento nessa região tão importante. Surpreende ver tanta gente aqui hoje”, disse, comentando sobre a sala de reuniões lotada para a assinatura do protocolo de intenções.

E continuou. “A Cargill oferece serviços e produtos alimentícios, agrícolas, financeiros e industriais ao mundo. Juntamente com fazendeiros, clientes, governos e comunidades, ajudamos as pessoas a prosperar com a aplicação de nossas ideias e quase 150 anos de experiência. Temos 155.000 funcionários em 70 países, que estão comprometidos a fornecer alimentos ao mundo de uma forma responsável, reduzindo o impacto ambiental e melhorando as comunidades onde trabalham. 53 anos de Brasil. 23 fábricas. Próximo de 10.000 funcionários. Nos últimos 10 anos, 4,5 bilhões em investimento. Marcas de varejo: Lisa, Pomarola, Maria... Divisões: Grãos, Nutrição animal e Ingredientes.”

Moraes aproveitou e explicou, de maneira geral, o que é a pectina. “Fábrica de pectina. O que é a pectina? Pectina é um ingrediente que a gente extrai da casca da laranja, um ingrediente natural, hoje temos uma tendência em se utilizar menos produtos químicos optando por ingredientes naturais, que depois é utilizado para dar cor e textura aos alimentos, como geleias, bebidas lácteas, iogurtes, dá consistência a esses produtos. Tem uma demanda mundial muito grande, a Cargill tem hoje 3 fábricas de pectina na Europa. Esse investimento no Brasil também passa por investimentos de revitalização e aumento da produção e capacidade na Europa, mas nós decidimos que queríamos crescer”.

Em seguida, Laerte Moraes contou um pouco sobre como foi o processo de escolha da cidade. “A Cargill decidiu que queria investir numa fábrica. Em 3 anos nós saímos do sonho de crescer até concretizar o investimento e começar a produzir. Faz três anos que começou essa discussão, mais dois anos de construção de fábrica, temos um ciclo de pelo menos 5 anos para viabilizar o que pensamos lá atrás. Como funciona isso numa empresa grande? Nós temos a opção de fazer isso no mundo inteiro. Temos a opção de fazer na China, onde está boa parte do mercado consumidor. Temos condições de expandir as fábricas da Europa, pois é mais fácil expandir uma fábrica onde você já está instalado. Nós temos uma necessidade de matéria-prima, que é a casca de laranja, que tem produção na Flórida, tem produção no Brasil, tem produção na Argentina. Como é que se faz isso? Tivemos um trabalho muito grande de discutir, ver, você não tem só uma decisão econômica, tem uma série de decisões que você toma, confiança no país, crescimento, capacidade técnica, capacidade de mão-de-obra, infraestrutura. E por mais que a gente reclame que o Brasil não tem isso e não tem aquilo, nós temos um país com possibilidades enormes, se a gente souber utilizar os recursos que a gente tem, a gente com certeza consegue fazer muita coisa. Então tomou-se essa decisão e nós conseguimos convencer, a organização se convenceu de fazer esse investimento no Brasil. No Brasil a gente tinha que investir na região de laranja, a nossa matéria-prima principal é a casca de laranja. Começamos a olhar para as regiões de laranja para ver quais opções a gente tinha. A gente discutiu bastante, analisou bastante, tem uma série de fatores que acabam definindo para onde a gente vai: as condições do município, as condições de confiança, condições de conhecer onde a gente está pisando, condições logísticas, tudo isso acabou nos levando a escolher a cidade de Bebedouro. A gente entende que a cidade de Bebedouro tem a infraestrutura necessária, a capacidade de mão-de-obra necessária, tem a localização ideal para construir essa fábrica. É com muita satisfação que escolhemos a cidade de Bebedouro, nós já fizemos a aquisição de um terreno para a instalação dessa fábrica, a gente está assinando hoje o protocolo de intenções para a construção dessa fábrica. O que quer dizer isso? O que significa a intenção de se construir uma fábrica? Dentro do processo de aprovação de investimentos da empresa nós temos uma série de etapas a cumprir para chegar na etapa final nós temos que evoluir também com a localização que a gente vai fazer, com a licenças, com as contrapartidas, para chegar na aprovação final com tudo pronto, para garantir a segurança da empresa de que vou investir numa localidade onde não vou ter um entrave de licença lá na frente, você começa a construir e por um problema de licença tenho que parar a obra por 2 ou 3 anos. Tenho que ter certeza de que estou regularizado no ponto de vista legal, no ponto de vista tributário. Então, quando a gente fala que é uma intenção, nós vamos construir, só que se acontecer alguma coisa que inviabilize, nós temos que tomar isso em consideração. Eu particularmente vejo com poucas chances de que aconteça alguma coisa que atrapalhe. Isso me recorda a 3 anos quando eu assumi a parte de adoçantes, nós assinamos o mesmo protocolo com o Governo do Paraná para construir a fábrica de Castro, de processamento de milho, com um investimento parecido na época entre R$ 500 e 550 milhões. Nós estamos falando aqui entre R$ 570 e 600 milhões, depende do câmbio porque tem muita coisa importada e nós fizemos o mesmo processo, protocolo de intenções, a gente depende muito dessas atividades acontecerem num prazo bastante curto para a gente chegar em fevereiro e ter aprovação final. Dependemos do Poder Público para acelerar esse processo, as licenças, urbanização da área do ponto de vista legal, requerimentos que a gente precisa e acredito que o município fará todo o esforço necessário para isso. É mais do que um protocolo de intenção, nós temos a oportunidade de fazer esse investimento, onde dizem é um país difícil, a Cargill acredita no Brasil, vem investindo fortemente no Brasil, esse ano inaugurei das fábricas, investimos mais de US$ 150 milhões em Uberlândia e isso indica que a gente continua investindo no Brasil e essa é mais uma demonstração”, contou.

Quero fazer alguns reconhecimentos. A Prefeitura tem nos ajudado na forma de relacionamento, o Fernando e o Lucas, pela transparência com que tem lidado com a gente. Dá uma confiança muito grande quando se tem uma agenda aberta, uma agenda transparente, com o interesse do município, com o interesse de construir um futuro melhor. Agradeço ao Fernando pela paciência, pedi sigilo para ele e fazer sigilo para um prefeito num tema desses não é fácil. Mas essa é a primeira condição. É uma empresa de muita responsabilidade e a gente não pode colocar notícias no mercado que por razões muito precipitadas não se concretizem.  Tudo na vida pode não acontecer, mas a partir do momento que a gente assume um compromisso, só se um evento muito inesperado faz com que não venha a acontecer. Como estamos numa fase inicial, pode acontecer um monte de coisas e essa notícia acaba sendo não adequada. Fernando teve muita paciência, não pode sair, não pode falar, não pode tirar foto, mas em contrapartida a transparência e a confiança que eles trouxeram ajuda muito a trazer esse investimento para Bebedouro.

Quero fazer um reconhecimento a Sandra, que depois que o Brasil foi escolhido, trabalhou muito para fazer o projeto acontecer, um projeto grande que envolve muita gente, muitos interesses positivos, você tem que alinhar muita gente. A Sandra teve um ano difícil, porque ela também está fazendo um outro projeto. O que a gente espera é que a partir de março ou abril possamos iniciar a obra. Já estamos na fase final de elaboração de projeto. Entrando na fase de cotação de projeto.  Nossa ideia é estar com a documentação para a aprovação final a partir de março ou abril. Estamos com boas expectativas com relação a geração de empregos. Toda essa obra ao longo desses dois anos deve gerar em torno de 800 empregos... O quanto a gente vai ter depois de tamanho depende da tecnologia para se avaliar o quanto de funcionários que vamos ter, a experiência que temos com base no que fizemos em Castro é transformadora, não só do ponto de vista de empregos diretos, mas para a sociedade como um todo, porque você traz profissionais qualificados que demandam mais serviços da sociedade, a sociedade se prepara para oferecer mais serviços, é um círculo virtuoso bastante positivo que vimos acontecer em Castro. Outro ponto é que é um polo de atração, quando uma empresa como a Cargill aposta numa região, é muito comum que vejam que se a Cargill está enxergando que é um polo positivo, talvez eles tenham feito uma avaliação mais profunda, se interessem e olhem com mais carinho essa região. Só tem ganha a ganha nessa história. Nós estamos muito motivados para fazer isso acontecer, estou louco para ver isso... É bacana você olhar para trás e ver o legado que fica, quero olhar daqui dois anos e meio mais ou menos, olhar para trás e poder inaugurar uma fábrica nova aqui e contribuir para o crescimento de todos.


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