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Vereador quer informações sobre possível terceirização do Júlia Pinto

05 de maio
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Comunicado de Interesse Público para gestão ampla do hospital foi publicado pela Prefeitura em 04 de janeiro, mas Diretora de Saúde já havia desmentido boatos sobre possível terceirização

   

O vereador Nasser (Rede), está cobrando explicações sobre a possível terceirização de todo o serviço prestado pelo Hospital Júlia Pinto Caldeira. Atualmente, os serviços prestados pela UPA (Unidade de Pronto Atendimento), são de responsabilidade da Associação Mahatma Gandhi, mas um Comunicado de Interesse Público foi publicado pela Prefeitura em 04 de janeiro, abrindo processo de “credenciamento de Pessoas Jurídicas de Direito Privado, cujas atividades sejam dirigidas à Área da Saúde Pública, para a Qualificação como Organizações Sociais no âmbito do Município de Bebedouro/SP, tornando-se aptas a celebrar contratos de gestão com a Administração Pública Municipal, para gestão ampla do Hospital Municipal Julia Pinto Caldeira.”

O Comunicado pegou algumas pessoas de surpresa, principalmente os funcionários, e desmentia o que a Diretora de Saúde, Sônia Junqueira, havia falado ao vereador Nasser sobre a não terceirização. “O que me intrigou foi que a primeira pessoa que procurei foi a diretora relacionada ao departamento, questionei a diretora Sônia se havia a possibilidade de terceirização e ela me disse que não, que não havia, que deveria estar tendo alguma confusão com relação ao novo hospital que quando for inaugurado deve ser contratada uma nova OS e que deve ter gestão do estado por ser hospital estadual. Para o hospital municipal, a gestão da OS ficaria apenas quanto à UPA, não do hospital. Depois foi publicado um comunicado voltando atrás de tudo aquilo que ela disse, abrindo para as empresas interessadas na área de gestão hospitalar para terceirizar a gestão ampla do Hospital Municipal. A resposta é importante para que possamos tranquilizar e esclarecer melhor os funcionários”, disse.

O vereador Paulo Bola (MDB), também comento o fato. “Uma das questões que fui falar com a doutora Sônia naquele dia, inclusive a prestação de contas dos R$ 500 mil que consegui com verbas para compra de remédios e outros valores para os postinhos, eu toquei no assunto sobre o Comunicado de Interesse Público. Inclusive falei para a diretora Sônia que deve estar sobrando dinheiro para contratar uma empresa, e ela ficou nervosa e gritou comigo a primeira vez, porque eu fiz um questionamento. Então eu fui no departamento jurídico da prefeitura, liguei para o Dr. Caio [Hilário, diretor jurídico], e ele ficou de me falar sobre as empresas. Ele só me disse que tinha 10 empresas interessadas. Hoje liguei no jurídico novamente. Eu acho que antes de fazer qualquer contratação tem que analisar bem se é viável para o nosso hospital, onde os funcionários estão apreensivos. Vamos aguardar os acontecimentos para tomarmos uma providência”, salientou.

O requerimento, aprovado por 8 votos (ausentes Juliano César e Sebastiana Tavares), pede resposta aos seguintes questionamentos: Há realmente a intenção de terceirar o serviço de atendimento do Hospital Municipal, além da UPA, como já acontece, por uma Organização Social? Por qual motivo a diretora, ao ser questionada pelo vereador Nasser sobre essa possibilidade, ter respondido que a informação não procedia? Qual o embasamento levou a administração optar por uma Organização Social para a gestão do Hospital Municipal? Quais os estudos realizados e resultados econômicos previstos para viabilidade financeira a favor de economia para o município, ou seja, qual o valor do custo mensal hoje e como está previsto com a nova gestão proposta? Encaminhe esses estudos. Nesse contexto atual, há funcionários e médicos concursados. Com a proposta de gestão por uma Organização Social, como ficará a contratação dos mesmos? É legal um hospital municipal, com funcionários e médicos concursados, ter gestão terceirizada? O que pretende a administração municipal com essa possível mudança?


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