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Chuva volta a fazer estragos no Extremo Norte

05 de maio
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Moradores reclamam de falta de solução por parte da Prefeitura, que não terminou nem as obras na rotatória do Tancredão, destruída com a última chuva da quarta-feira (20)

Pouco mais de um mês depois do grande estrago causado pelas chuvas em 12 de fevereiro, os moradores do Extremo Norte voltaram a sofrer com a falta de escoamento da água depois da grande chuva que atingiu a cidade na noite da quarta-feira (20). Com cerca de 90 mm de volume, as chuvas causaram estragos a moradores e comerciantes da Zona Norte, com muitos tendo que retornar a seus comércios ainda durante a noite para tentar reparar os estragos e a sujeira que veio com a chuva. 

Além de estragos nas casas e nos comércios da área, em especial os da Alameda Santos Dumont, toda a via ficou prejudicada, em especial o asfalto do entorno da rotatória do Tancredão, que recebe grande volume de água vinda dos bairros Califórnia e Eldorado. Como a Prefeitura está há meses e ainda não conseguiu finalizar a obra, quase tudo o que foi feito foi perdido com a chuva, que levou materiais e grande parte do asfalto.

Na manhã da quinta-feira (21), a reportagem de O Jornal esteve no local e pôde registrar todo o estrago. 

Pedaços de asfalto e até trechos com sérios sinais de erosão podem ser observados ao longo da Alameda Santos Dumont. Todo o entorno da rotatória também ficou destruído. Enquanto fotografávamos o local, uma moradora chamou a atenção de nossa equipe e desabafou. “Essa obra não termina nunca. O pessoal reclama da chuva e que não dá para trabalhar na chuva, mas tivemos diversos dias de estiagem e eu não vi ninguém trabalhando. Daí começa a previsão de chuvas e ele vêm trabalhar. Assim não termina nunca. Agora o estrago foi maior ainda, quero ver quando a Prefeitura vai dar conta de terminar, agora que a obra dobrou. Vão ter que recuperar todo o asfalto do entorno e da Alameda Santos Dumont”, disse.  

Pelo menos 3 comércios localizados naquela via sofreram prejuízos e durante a manhã era possível ver a via cheia de caixas de papelão com produtos retirados dos comércios e que não poderiam ser reutilizados, além e pessoas lavando a lama que tomou conta dos estabelecimentos.

Márcio Legal, um dos empresários da área que está empenhado em buscar uma solução há tempos, em especial desde a última grande chuva no dia 12 de fevereiro, conversou com a reportagem de O Jornal na quinta-feira (21). Ele nos mostrou vídeos de câmeras de segurança de sua empresa, localizada na Alameda Búzios, bem próxima da rodovia Armando Salles de Oliveira. Os vídeos mostram claramente o rio que invadiu sua empresa, causando muito estrago e prejuízo. Ainda na noite da quarta-feira (20) ele voltou à empresa para já começar a limpeza e tentar conter a água. Na manhã da quinta-feira ainda era possível ver muita lama nos arredores. 

Ele, juntamente com outros moradores, elaborou um abaixo-assinado e também um movimento para buscar soluções desde a última chuva, mas pouco foi feito pela Prefeitura apesar da mobilização. 

Legal mostrou também um contrato entre a Prefeitura e a empresa Montesanto Engenharia, de Monte Azul Paulista, no valor de R$ 1,240 milhão para “execução de conclusão de galeria de águas pluviais e recapeamento asfáltico”, que teria sido assinado em dezembro de 2018 com prazo de conclusão de 4 meses, ou seja, quase expirado. Ele, outros comerciantes e moradores da Zona Norte esperam que o prazo seja cumprido.   

As obras de galerias no Eldorado foram iniciadas, e segundo o Diretor de Obrs, Gilmar Feltrim, a expectativa é de que em breve tudo se resolva. “Esperamos nos próximos 180 dias buscar alternativas para deixar em condição ótima o local”, disse à EPTV. 

Segundo informações, a Prefeitura estaria tentando, ou via cessão ou outra modalidade, um grande terreno localizado na Avenida Raul Furquim e que pertence à Coopercitrus para a construção de um bolsão de água. Mas ainda são informações preliminares. 

A Avenida Raul Furquim, inclusive, também ficou bastante prejudicada na altura do Posto Aparecidinha. 

Estragos na Alameda Santos Dumont trouxeram prejuízos a moradores, comerciantes e causaram estragos nas vias. Obras de galerias se tornam ainda mais urgentes

Crateras ainda maiores que as já existentes na Avenida Raul Furquim. Até quando?


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