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CPI do Sasemb é prorrogada por mais 90 dias

16 de maio
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Com dificuldade na obtenção de documentos por parte da Prefeitura e departamentos, comissão segue regimento e pede mais prazo para concluir trabalhos

Na sessão da segunda-feira (06), os vereadores aprovaram a prorrogação do prazo para o término da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Sasemb, que apura o não pagamento à previdência dos funcionários municipais por parte do prefeito Fernando Galvão (DEM). A dívida, segundo consta, já supera os R$ 50 milhões.  
O vereador e presidente da CPI, Nasser (Rede), disse que “A CPI, talvez por atraso de alguns departamentos da Prefeitura, não encaminhou alguns relatórios que a comissão está aguardando, ou seja, tem departamento que nós mandamos e demorou 15 ou 20 dias para responder, e quando respondeu disse que não era o seu departamento quem deveria responder, e com isso tivemos que enviar outro pedido e tivemos bastante dificuldade, inclusive também no protocolo dos ofícios que encaminhamos ao Tribunal de Contas, tivemos dificuldades em fazer um certificado digital, enfim, muitas dificuldades. Tudo isso acabou extrapolando e ainda faltam relatórios. Estamos dentro do Regimento e vamos fazer o relatório final, por isso pedimos mais 90 dias”, justificou. 
Relator da CPI, o vereador Paulo Bola também comentou. “Tivemos muitas dificuldades, inclusive aqui na Câmara e também no Tribunal de Contas. Agora é fácil vir à tribuna falar que as pessoas estão cobrando lá fora, é muito simples, fala que não quis participar da comissão, fala a verdade para os eleitores. E já estamos com cinco volumes, estamos descobrindo coisas que na hora do relatório final iremos repassar. Estamos aqui para fazer um trabalho sério, iremos fazer, os funcionários municipais nos cobram isso”, disse.  
Também comentando o pedido de prorrogação de prazo e mais uma vez esbanjando ironia, o vereador Jorge Cardoso disse que é cobrado pela população quanto aos resultados da CPI, e contou uma meia-verdade que explicaremos a seguir. “A população me cobra qual o resultado da CPI, o que a comissão apurou até agora. Ficamos numa situação difícil, senhor presidente. Somos cobrados na rua sobre o resultado, aí agora vamos dar mais 90 dias. E a população? Vai achar, na minha opinião, que estamos empurrando. Tem um recesso e parece que estamos sentando em cima da CPI. O povo quer transparência, nesse sentido é uma decisão de transparência. Viemos à esta tribuna, discutimos favoravelmente à criação da CPI. No passado em 45 dias relatório ficou pronto, sei que não é fácil, não estou chamando ninguém de incompetente para fazer isso, mas ao mesmo tempo fica difícil. A população vai nos cobrar e me questionam porque eu não falo sobre CPI. Até explicar que eu não faço parte, que os colegas foram escolhidos através de sorteio, fico numa situação complicada. Mas penso que não é adequado votar contra o requerimento, pois os colegas estão precisando de mais tempo, sabemos a com a correria do dia a dia. Mas a população vai cobrar. Quero deixar registrado que não faço parte da comissão e não estou enrolando nenhum relatório, mas voto favorável ao requerimento para que eles tenham mais tempo e que apresentem o relatório condizente com aquilo que aconteceu, baseado em fatos reais, concretos e justos”, disse Cardoso. 
Aqui cabe uma ressalva. Na criação da CPI, no dia 11 de fevereiro deste ano, durante a discussão sobre a abertura e diante da recusa dos vereadores a participar do sorteio para definir os membros (disseram que quem deveria compor a comissão é quem assinou o pedido de abertura, já que quem queria investigar seriam apenas os vereadores Paulo Bola, Nasser e Silvinho do Pão de Queijo, e também a vereadora Mariângela Mussolini, de modo que o sorteio foi feito apenas com estes 4 nomes e não com todos os vereadores). Na ocasião, o vereador Jorge fez um discurso cheio de ironias ao justificar que não queria participar do sorteio para fazer parte da comissão, e reproduzimos novamente aqui o que ele disse: “Peço que os colegas leiam o regimento. Ninguém é contra a CPI, pedimos transparência. Quando pedimos para não sermos incluídos não é para ir contra a lei, mas sim acreditando que os nobres colegas têm condições de fazer parte dessa comissão. Fiquei assustado, se quer fazer o justo parece que está fugindo da comissão. Se enxerga coisas diferentes e têm capacidade técnica, e eu acredito que os nobres colegas têm uma capacidade extrema de investigar e achar possíveis falhas que vamos discutir depois, vamos achar o melhor caminho. Não estamos contra a comissão, queremos um relatório sério sobre isso”.


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