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Cadê o prefeito pedalinho? Para debater ele não aparece, mas chama para inaugurar um pé de coquei

26 de junho
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Chanel “rasga o verbo” na tribuna, diz que a Câmara está sendo atacada sem motivos e diz que as pessoas estão perguntando nas ruas: “Cadê o prefeito pedalinho?”, em referência aos pedalinhos do Lago que sumiram

Cidade parada, problemas por resolver, dívida nas alturas, falta de debate e infraestrutura comprometida são alguns dos problemas elencados pelos vereadores para “travar” a pauta de votação na Câmara de Bebedouro, efeito também bastante usado em Brasília quando deputados querem chamar um governos às responsabilidades e ao debate. 
O tema motivou, mais uma vez, o vereador José Baptista de Carvalho Neto, o Chanel (SD), a discursar na Câmara. Quem acompanha a política local sabe que não é de hoje que o vereador e o prefeito estariam “brigados”, e que Chanel aponta erros na tribuna e um jornal alinhado ao prefeito estaria respondendo, à sua maneira, pelo Governo. 
Chanel começou ressaltando que o Governo Galvão, se fez algo pela cidade, foi por conta dos recursos obtidos pelos próprios vereadores, que foram atrás de deputados aliados para garantir algo para Bebedouro. “Esta Câmara, qualquer prefeito do passado gostaria de ter, pois nunca os vereadores fizeram tanto pela cidade como agora. Além da parte de fiscalização, vamos atrás dos nossos deputados que sempre levaram voto de Bebedouro para trazer recursos, inclusive se estão asfaltando a sua rua é porque algum vereador foi atrás disso”, ressaltou. 
Continuou seu discurso em tom irônico, contando relatos que ouve nas ruas quando conversa com os munícipes. Questionou notas publicadas pelo jornal Gazeta de Bebedouro, que teriam ridicularizado a Câmara, e revelou como o prefeito Fernando Galvão vem sendo chamado por alguns munícipes: prefeito pedalinho.  “Vou contar uma história que é até chato falta disso, mas temos que falar, nós andamos nas ruas, não temos medo de andar no comércio ou ir a supermercados. A Gazeta de Bebedouro disse que tem coisas que até o Ensino Fundamental faz melhor do que esta Casa de Leis, até concordo, mas como prefeito letrado, coordenador de curso de Direito, nós gostaríamos que a Gazeta fizesse uma enquete para perguntar se para administrar os patinhos [pedalinhos] do Lago precisa ter doutorado em Harvard para fazer a gestão de meia dúzia de patinhos. Ele fez a inauguração, levou bandinha para inaugurar, coloco meia dúzia de patinhos no lago e não soube administrar. E ainda falou que era incentivo o turismo de Bebedouro, mas ficou um mês lá e sumiu, e o pessoal está perguntando onde estão os patinhos. Daí um cidadão que cruzou comigo disse ‘cadê o prefeito pedalinho?’, ‘onde está o prefeito pedalinho?’. Então vou pedir aos nobres universitários que ajudem a fazer uma enquete para perguntar em que deve ser formado para poder administrar meia dúzia de pedalinhos no Lago. Ele ainda vai botar a culpa na Câmara”, disse Chanel. Vale lembrar que os patinhos, ou pedalinhos, foram inaugurados em janeiro de 2017 e a última notícia sobre eles, publicada pelo site da Prefeitura, foi em março de 2018.
Depois, continuando o discurso, falou sobre os projetos que chegam à Câmara e sobre o posicionamento de cada vereador, que depois da reunião de pauta realizada entre eles para definir o que entra ou não em votação, determina seu voto da maneira que achar necessário. Disse que a Câmara não está ameaçando a cidade, que “A maior ameaça hoje é a dívida que o prefeito está deixando para o próximo pagar. Qual a consideração por isso? Não se toma uma atitude, e se quiser discutir como faz para comprar um caminhão de lixo ou uma ambulância já falei diversas vezes, até para o próprio perfeito, o que deve ser feito. O município não tem que ter terra, terreno, não precisa. Não somos empresário do ramo. Não tem porque ter. Tem cinco distritos industriais e mal temos um com infraestrutura para receber empresas. Para que tem um monte de terra se não sabe fazer nada com ela? Se não consegue dar o mínimo para as pessoas investirem no município. Vai ganhar o que com isso? Vende e compra. O problema não é só vender e comprar apenas, o problema é que quando trazemos três ambulâncias para cidade como aconteceu recentemente, e você vai lá e vê o estado da ambulância que não tem três meses. Não trocam o óleo, daqui a pouco funde o motor. O agora você pergunta como isso acontece. É só pegar e dar de presente a prefeito, como aconteceu com os pedalinho que não sabem onde estão, quem administra, não sabem nada. Aí vem falar que o vereador ameaça? Com base em quê? Quem administra cidade? Os vereadores ou o prefeito? Só os diretores respondem, gravam vídeos fazendo ameaças contra os vereadores e contra própria população. Não queremos mais do que a função dele [prefeito] que é administrar. A nossa função é cobrar, verificar se estão aplicando bem o dinheiro”, disse.
E chamou o prefeito ao debate, para discutir problemas importantes da cidade e que até agora, segundo o vereador, só foi discutido com diretores. “Daqui para frente vamos começar a apresentar algumas contas, algumas divergências, e vamos ver se o prefeito aparece e o que ele fala sobre isso. Porque agora até agora sobre as votações desta Casa, quem votou sobre ambulância, caminhão, não vi nenhuma fala do prefeito. Colocou monte de gente para questionar a Câmara, mas ele não apareceu, não é Doutorado para falar sobre isso”, disse.
E lembrou a fama de ‘querer aparecer” do prefeito Fernando Galvão. “Agora se você chamá-lo para inaugurar um pé de coqueiro, pode chamar. Se tiver uma bandinha para tocar e gente pra ele falar, pode convidar. Convida para inaugurar um pé de banana, um pé de coqueiro, que ele vai inaugurar. Estou fazendo algumas ironias, não gostaria de estar fazendo isso, mas faço para você ver como é feita a administração. Quem está fazendo você de palhaço não sou eu. Quem está usando as pessoas aqui também não sou eu. Porque quando tem coisa boa, da mesma forma como eu critico, eu vejo aqui e falo. Mas não vem querer usar de um meio de comunicação [no caso a Gazeta de Bebedouro] para usa de ironia quando você não tem um administrador que sirva de exemplo. Estamos falando de coisa séria, de assumir a responsabilidade realmente”. 
Chanel finalizou seu discurso dizendo que “Ninguém está ameaçando, pelo contrário, estamos sendo ameaçados pela maior dívida que o município já viu. O próximo gestor que assumir terá que ficar 4 anos fazendo a diferença para pagar a dívida que este prefeito deixou para os nossos cofres públicos”, disse. 


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