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Vereador líder do prefeito mostra despreparo ao defender projeto

10 de julho
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Vereador Artur Henrique (DEM), inflaciona em 10 vezes o valor pago de precatório pela Prefeitura, passando de pouco mais de R$ 200 mil mensais para R$ 2 milhões ao mês

Na discussão do projeto de empréstimo de R$ 4 milhões, o vereador líder do prefeito Fernando Galvão na Câmara, Artur Henrique (DEM), pediu a aprovação com base na necessidade de renovação da frota, dentre outros motivos. “Estes equipamentos sendo comprados, eles estarão sendo usados por esta administração e também por administrações futuras, pois se trata de equipamento de muita necessidade para nossa cidade, haja vista a nossa frota de basculantes e caminhões que trabalham no dia a dia na limpeza. O desgaste é muito grande, quebram muito, gasta muito combustível. Na verdade a aquisição desses equipamentos trará economia para o nosso município, será um investimento a médio e longo prazo que trará economia para cidade. Alguém pode questionar que está endividando a Prefeitura. Nós não estamos endividando a Prefeitura, estamos fazendo investimento”, disse. 
Mostrando que ou é muito mal orientado por parte da equipe do prefeito ou que quer confundir e não explicar, o vereador líder deu um show de desconhecimento do tamanho da dívida da cidade, chegando a afirmar que o Governo Galvão paga por mês R$ 2 milhões a título de precatórios. “Temos muito precatórios que estamos pagando, precatórios que não são desta administração e são de administrações passadas, há mais de 30 anos, e que hoje a Prefeitura está pagando. Pagamos em média R$ 2 milhões de reais por mês de precatórios de administrações passadas”, exaltou.  
Como diz um jornal da cidade, “vamos restabelecer a verdade”. Na última Audiência de Prestação de Contas, ocorrida em 30 de maio, o Diretor Financeiro, Josué Marcondes de Souza, afirmou o que reproduziremos a seguir. “Segundo Souza, a dívida com precatórios totalizou até abril de 2019 é no valor de R$ 55.653.979,20, praticamente o mesmo valor informado relativo a dezembro de 2018. Solicitado a desmembrar o valor dos precatórios, o diretor afirmou que em números atualizados são R$ 37,7 milhões são relativos ao Hospital Municipal e R$ 2,7 milhões a Ricardo de Moraes Bartol, suspensos via recurso judicial. Afirmou também que a Prefeitura paga mensalmente via depósito judicial R$ 209.500,00 a título de reserva para pagamento dos precatórios, sem contar as Requisição de Pequeno Valor (RPV), que são sentenças transitadas em julgado de até 40 salários mínimos nas quais a Prefeitura foi condenada a pagar e que pagam constantemente, segundo o diretor. “Fazemos depósito ao Tribunal de Justiça todos os meses e temos, com data de 30 de abril, R$ 1.943.755,18 depositados, e assim que o TJ pagar este valor automaticamente sai do nosso montante de R$ 55,6 milhões””. Ou seja, multiplicar por quase 10 vezes é exagerar demais, não é, vereador Artur?
Fazendo um bagunça com os números, o vereador líder do prefeito, Artur Henrique, continuou. “O endividamento da Prefeitura é uma projeção que estão falando, um número muito alto, mas na verdade é uma projeção que vai até 2054. Hoje, para poder quitar a dívida da Prefeitura, serial da ordem de R$ 80 milhões. Esses números grandes e astronômicos que estão falando é uma dívida que não está consolidada ainda, são juros, multas, coisas que a Prefeitura na sua contabilidade, todas as prefeituras, de acordo com as normas estabelecidas na Lei de Responsabilidade Fiscal, colocam nossa contabilidade. Mas nós estamos aqui para dar voto favorável a esta matéria, para poder melhorar o serviço público”, finalizou.


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