Entre em sua conta



Crie sua conta


Dados Pessoais

Endereço

Dados da Conta


Bebedouro tem déficit de quase 70 policiais

23 de julho
000

Ao todo, faltam quase 1.000 policiais civis na região de Ribeirão Preto, segundo o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo
 
Quase 38% dos cargos da Polícia Civil na região de Ribeirão Preto estão vagos desde dezembro de 2018, segundo dados fornecidos pelo Governo de São Paulo. Mas esse número vem crescendo todos os meses e beira os mil cargos vagos, em razão das aposentadorias e exonerações que aconteceram de 1 de janeiro de 2019 até hoje. É um dos maiores deficits de policiais civis de todo o Estado. Os dados para calcular a defasagem foram fornecidos ao Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP), em fevereiro deste ano, através da Lei de Acesso à Informação. Só em Bebedouro, segundo o sindicato, faltam 69 policiais. 
Para se adequar à legislação, oferecer um atendimento à população com qualidade e um tratamento digno aos policiais, o governo precisa contratar pelo menos 869 policiais, pois apenas 1.444 dos 2.313 cargos existentes na região estão ocupados. A falta de 869 de policiais civis é a somatória do deficit que atinge as carreiras de delegado, escrivão, investigador, agente policial, agente de telecomunicações, papiloscopista e auxiliar de papiloscopista. A defasagem do efetivo policial civil é um problema que atinge todo o estado, mas no Deinter 3 a situação é grave, pois o índice é um dos maiores. Segundo o último levantamento do Defasômetro, do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP), mais de 14 mil cargos estão vagos na Polícia Civil, um total de 33,96% de todos os cargos existentes. Em Ribeirão, de forma exata, o índice é de 37,57%. 
Com um índice tão alto, quem sofre são os profissionais que precisam se desdobrar para não deixar a população desassistida e acabam sendo expostos a péssimas condições de trabalho, com jornadas ininterruptas e acúmulo de funções. “Existe uma falta de vontade política desses governos que, ao longo de mais de 20 anos, não investiram de forma adequada na segurança pública da população e na Polícia Civil do Estado de São Paulo. A principal vítima é a sociedade. Essa falta de investimento faz com que a instituição não possa trabalhar de acordo com sua potencialidade. Muitas vezes nos deparamos limitados e até mesmo impedidos de podermos exercer as nossas atribuições”, avalia Raquel Kobashi Gallinati.
Por causa deste cenário, a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP), Raquel Kobashi Gallinati, visita a região, às 15 horas da próxima segunda-feira (15/07), para conversar com os delegados do Deinter 3 sobre as suas principais dificuldades. Dada a importância da visita e dos temas que serão tratados, diversos presidentes das subseções da OAB regional confirmaram presença. A reunião será na subseção da OAB de Ribeirão Preto, situada à Rua Cavalheiro Torquato Rizzi, 215.
O Deinter 3 é composto pelas delegacias seccionais de Araraquara, Barretos, Bebedouro, Franca, Ribeirão Preto, São Carlos, São Joaquim da Barra e Sertãozinho, com população estimada pelo IBGE, em 2012, de 3.382.526 habitantes e extensão territorial de 39.038,62 km². Além da defasagem de profissionais da Polícia Civil, o SINDPESP abordará problemas como a falta de coletes balísticos e munições e, também, o trabalho que está sendo realizado para conseguir o reajuste salarial prometido pelo governador e a Reforma da Previdência para a Polícia Civil.

 


Deixe um comentário