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Feacoop espera faturar R$ 650 milhões e receber 12 mil pessoas durante evento

23 de julho
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Com o tema “Tecnologia e Sustentabilidade”, feira contará com 180 expositores de insumos, máquinas e implementos entre os dias 29 de julho e 1º de agosto

Está quase tudo pronto para a 20ª edição da Feacoop, a Feira de Agronegócios da Coopercitrus, que ocorre de 29 de julho a 1º de agosto, na Estação Experimental de Bebedouro, das 8h às 18h.
Com o tema “Tecnologia e Sustentabilidade”, a feira deste ano contará com 180 expositores, entre insumos, máquinas e implementos, tem expectativa de público de 12 mil pessoas e negócios estimados em R$ 650 milhões. 
A reportagem de O Jornal conversou com o presidente da Coopercitrus, Fernando 
Degobi, que nos contou um pouco sobre os preparativos, as novidades da feira, o cenário político favorável à agricultura, dentre outros assuntos relacionados ao agronegócio.  

Preparativos 
“Estamos comemorando a 20ª edição da feira. Todo ano ela tem novidades, é uma feira que vem crescendo em faturamento, número de cooperados que visitam, e a expectativa para este ano é que consigamos superar todos os números, tanto de faturamento, de expositores como de visitantes. Todas as áreas estão ocupadas, não há mais espaço para expositores. Estamos numa expectativa bastante positiva quanto ao Market Club da Credicitrus, que estará lá com um espaço amplo, dedicado a automóveis e financiamentos, assim como ocorreu na Agrishow e que foi sucesso. Essa iniciativa é muito importante para feira, pois traz expositores de qualidade e um público que temos bastante interesse, que é produtor rural cooperado da Credicitrus que às vezes ainda não é nosso cooperado e é uma oportunidade para criarmos essa sinergia. As duas cooperativas têm uma história juntas, a Credicitrus nasceu dentro da Coopercitrus e se tornou uma cooperativa muito relevante no cenário de cooperativismo de crédito, é protagonista no Brasil, e para nós é sempre muito bom trabalharmos juntos, aproveitando a sinergia entre as duas cooperativas. Temos momentos importantes dentro da feira, com novas iniciativas, palestras técnicas, especialistas que terão um espaço para dar uma espécie de plantão para poder atender alguma demanda técnica de cooperado”. 

Visitantes ilustres
“Logo na abertura teremos a cerimônia que já é tradicional, e contaremos com a presença do governador João Dória, que é um ponto de bastante destaque para feira, esperamos ter bastante cobertura de mídia e público interessado, e isso é bom. Recebi a confirmação nesta semana da visita da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no dia 1º, que também é uma presença importantíssima para feira. Ainda aguardo o retorno de um ofício que enviei ao Ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles. Acho que tem feito um trabalho muito bom, de visão, no sentido de desburocratização de algumas coisas. O que atrapalha muito o desenvolvimento é a burocracia excessiva que temos no país. Vejo com bons olhos essa iniciativa do governo de trabalhar de forma a simplificar, mantendo o controle das coisas obviamente, mas acho que é muito importante não regredir nas questões dos valores que temos no país, mas burocracia muitas vezes atrapalha o desenvolvimento.”

Agronegócio e a sustentabilidade 
“Eu particularmente tenho procurado me informar há bastante tempo, entender mais sobre esses temas. Participo sempre que posso de alguns debates, de reuniões com lideranças e entidades do setor. O que de fato acontece é que temos um percentual bastante pequeno do país com uso em agricultura. É o país do mundo que usa o menor percentual da área do país para agricultura, se você considerar as áreas realmente produtivas. Se você analisar países que têm desertos e geleiras aí não seria o caso, mas dos países que realmente contam com áreas produtivas o Brasil é o que usa menos em agricultura. Isso fica em agricultura de 7 a 8% do território usado, os Estados Unidos é em torno de 60%. O que acontece, e o que eu acho, é que há uma desinformação dentro do Brasil e às vezes alguns setores da mídia, algumas personalidades, transmitindo esse tipo de comunicação sem avaliar de fato o trabalho que foi feito, principalmente o trabalho que foi feito no CAR (Cadastro Ambiental Rural). A nossa legislação para uso da terra é a mais rígida do mundo, um trabalho que foi feito com a participação de lideranças, com deputados ligados a ONGs, e o Congresso aprovou as medidas, aprovou o cadastro ambiental rural que faz com que o produtor preserve mais áreas. A gente já usa um percentual muito pequeno das áreas para agricultura, usamos por hectare produzido um índice de defensivo agrícola muito menor do que em países da Europa, até que o próprio Estados Unidos, Japão, a Índia. Muitas vezes a informação que alguns setores da mídia e algumas personalidades passam são distorcidas e prejudica o país, pois a agricultura é hoje o principal setor da nossa balança comercial. Há dados da NASA, da Embrapa, dados de entidades da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), das que medem uso de defensivos, uso da terra para agricultura. ONGs da Alemanha, da França fazerem isso, eles até jogam a favor de seus países, mas dentro do Brasil o pessoal jogar contra o país aí é complicado. Até porque, se você considerar, a Alemanha que é o segundo país agrícola da Europa, perdendo apenas para França, se você avaliar o que representa a agricultura para Alemanha é em trono de 0,7% do PIB do país, não representa nada para eles, e mesmo assim eles querem trabalhar com informações que eles não conseguem apurar, e querem se meter em sanções aqui. Então nós temos que enxergar que a agricultura do Brasil é responsável, tem dados para isso, fonte de informação para isso, e cada vez o uso da tecnologia se torna cada vez mais sustentável.” 

Acordo com a União Europeia
“Por enquanto esse impacto está nas expectativas, não é ainda na prática. Há pontos que precisam ser homologados, efetivados dentro do acordo para depois ir para a formalização. A minha expectativa é positiva, porém acho que ainda tem um percurso para chegar nessa conclusão de que talvez tenham que ceder em alguns pontos. Sabemos que do lado dos países europeus, principalmente na questão agrícola, haverá alguma reclamação, pois eles tem subsídios muito fortes para o agricultor que não temos aqui. O agricultor brasileiro ele já é um agricultor bem competitivo, acho que de todos os setores produtivos do Brasil sem dúvida nenhuma o que mais compete no mundo é a agricultura. Então para qualquer país do mundo que tem agricultura, ter um acordo de livre comércio com Brasil é de certa forma uma ameaça, pois eles têm subsídios fortes e o que segura são as taxações que sofremos com os nossos produtos que vão para lá, que dá uma certa equilibrada. Na medida que você tem as taxas reduzidas, a nossa competitividade aumenta bastante. Acho que isso um dia tem que cair. Entendo essa iniciativa do acordo como um ponto muito importante e tenho uma expectativa muito positiva de que isso aconteça no médio prazo, isso irá trazer bastante benefício principalmente das commodities como suco, açúcar, soja, produtos exportados, além do café que aqui também tem crescido bastante. Acho que é bom para o Brasil e vai ser bom para o produtor também, mas precisamos aguardar a formalização.” 

Citrus x domínio da cana
“A Coopercitrus nasceu aqui em Bebedouro da fusão de duas cooperativas e tem no nome citrus porque quando ela nasceu a laranja era a cultura predominante. Com o passar do tempo a nossa área tradicional de atuação foi sofrendo mudanças de perfil devido a concentração de usinas canavieiras ela foi mudando o perfil para cana, mas também fomos para outras regiões como Sul de Minas, Triângulo Mineiro, abrimos uma unidade recentemente em Itumbiara, no Goiás, e isso abriu também outras culturas como grãos, hortaliças e frutas, pecuária, café. Mas como as usinas têm grandes áreas e grandes grupos fornecedores de cana, a cana ainda predomina e representa mais ou menos 55% do nosso faturamento, sendo o restante dividido com outras culturas hoje. Hoje nosso foco é em todas as culturas. Citros é um momento de ter bastante negociação agora, assim como café, fertilizantes, defensivos e máquinas. A cana tem produtor e usinas que já fazem a programação para o tratamento do que a gente chama de soqueira da cana, depois vai haver a colheita, alguns já começam a fazer planos para renovação do canavial, muitos usam nesse período a renovação da área com grãos como a soja, o amendoim, então é bem diversificado. Há um predomínio da cana, mas não é um predomínio absoluto que possamos classificar como uma monocultura, longe disso. A nossa estratégia está justamente em expandir nossa área de atuação, diversificar, oferecer para o produtor novas tecnologias para que ele também diversifique e não fique dependente de uma só cultura.” 

Novidades da Feira
“Nós temos o espaço da Credicitrus, que dará maior visibilidade, temos uma arena que sempre fizemos demonstração de equipamentos, e nesta edição apresentaremos uma arena de soluções digitais para agricultura. É um desafio bastante grande, confesso que estou ansioso para isso, faremos um teste na semana que vem para ver como estão está ficando, colocaremos uma tela de LED para mostrar detalhes de algumas operações. Isso será feito pela primeira vez no Brasil, e acredito que se formos ver não é só no Brasil, é no mundo. Pela primeira vez alguém vai mostrar o que de fato se aplica em resultado de tecnologia digital para o agronegócio. Isso é bacana, pois tem muita startup desenvolvendo trabalhos, muitos grupos apresentando várias soluções, mas não temos ainda visto ninguém organizar essas ofertas e entender o que efetivamente traz benefícios para o produtor no uso dessas tecnologias. Vamos mostrar alguns serviços que já estamos prestando, através da nossa plataforma digital que é o Campo Digital, como essas coisas impactam de forma didática e simples. Quero na segunda-feira mostrar um resumo disso ao governador, à ministra. É importante para Bebedouro também, e esperamos com todas essas ações que a Feacoop entre no calendário nacional de eventos do agronegócio. Até então a feira vem crescendo, mas sempre teve um reconhecimento regional apenas, até porque Agrishow, por ser muito perto, acaba sendo sempre o centro das atenções. Acredito que com todo esse peso de número de expositores, visitantes, tecnologias, atrações que a feira traz como novidades, arena digital de soluções integradas, a presença de ministros, acho que a gente dá um passo no sentido de colocar a feira numa agenda nacional, que seria muito bom para a Coopercitrus por conta da visibilidade, e também para a cidade como um todo.” 

Campo Digital 
“É uma iniciativa que temos já há algum tempo, em parceria com empresas desenvolvedoras, mas com o foco de simplificar a tecnologia. Queremos, como já estamos fazendo, utilizar alguns serviços para levar ao produtor um benefício de fazer as coisas com melhor controle. Uso uma expressão que citei recentemente em um evento com várias lideranças do agronegócio, de que a gente precisa fazer a tecnologia desembarcar. Hoje a tecnologia vem muito embarcada nas coisas. Na agricultura, então, é fora do comum você comprar hoje um trator, por exemplo, com toda a tecnologia embarcada que ver dos Estados Unidos, Europa. É possível comprar no Brasil, mas é muito caro, e muitas vezes você não tem a conectividade necessária, não tenho capacitação da operação para usar tudo isso. O custo-benefício não é interessante para o produtor comum. Pode ser para um mega produtor que está no Mato Grosso, em Goiás, que tem centenas de milhares de hectares como acontece com alguns grupos. Obviamente eles tem escala, facilidade de crédito, taxas competitivas e consegue adquirir esses equipamentos com toda a tecnologia embarcada, e para o nosso produtor não dá viabilidade fazer esse investimento. São tratores que custa mais de 1 milhão de dólares com grande tecnologia, como uma máquina de colher algodão. Então você imagina o que precisa ter de área, de receita para pagar esses produtos usados fora. Nosso desafio é, através da prestação de serviço, dessas plataformas, de ativos que temos, GPS, piloto automático, do drones de pulverização, a mostradores de solo com taxa variável, orientar o produtor da melhor forma de fazer e levar para ele essas ferramentas de agricultura através de serviços, cobrando por demanda.”

Expectativa de faturamento
Trabalhamos com faturamento em torno de R$ 650 milhões. É audacioso, é um faturamento maior que do ano passado, mas eu não posso colocar uma meta menor, até porque temos que buscar o desafio, que é o que nos move. Estamos negociando boas condições com os fornecedores e parceiros para mostrarmos que é importante para a Coopercitrus ter condições melhores para oferecer a seus cooperados. 

Projeto de expansão 
No próximo dia 23 temos a inauguração que eu acho que é muito importante para nós, em Alfenas. Uma região bastante próspera no uso de tecnologia, plantação de café, milho, uma região também de pecuária que eu acho muito boa. Temos uma parceria forte com a Coffee Co, que é uma trading chinesa grande que está lá instalada com armazém de café, e que tem complementaridade com a Coopercitrus. Eles têm o armazém, eles têm os contratos de exportação, mas eles precisam de um parceiro para trabalhar na originação desse café, que é o que sabemos fazer bem, dando assistência técnica, barter, que é a operação em que nós fornecemos os insumos e o produtor paga com o café. Montamos uma excelente estrutura, estou bastante contente com esse movimento que é uma estratégia que eu chamo de expansão orgânica, complementando a geografia, uma expansão com baixos investimentos imobilizados, mas é um investimento forte em equipe, nas pessoas que vão atender, e também forte nas parcerias. Acho que é o modelo que vai funcionar bem daqui pra frente, parceiros fortes para podermos nos desenvolver juntos. Inauguramos há 60 dias em Itumbiara. Encerramos esse ciclo dessa expansão e vamos avaliar novas oportunidades, acho que temos espaço para crescer, sempre com essa equação: crescimento, pé no chão, muita atenção nos custos sem imobilizar, com crescimento orgânico, aproveitando a equipe, aproveitando um prédio disponível no mercado, como ocorreu em alfenas, em Itumbiara. Acho que o caminho é esse, é o que tem dado certo e o que pretendemos continuar fazendo para melhorar cada vez mais os nossos objetivos e resultados.”

E o trabalho da ministra Teresa Cristina? A kopper Citros tem um papel, por ser uma cooperativa, com foco 100% no produtor, no cooperado. O nosso negócio é atender o cooperado, e temos cor por tradição e propósito não ter nenhum viés político ou ideológico, precisamos ter essa isenção até porque somos umas operativa de 35.000 associados. Agora, do ponto de vista de desenvolvimento, de negócios e o que a gente vê de reflexo para o produtor, beijo um trabalho bem feito, prioriza ando pontos importantes principalmente nas questões de crédito rural, que são possíveis modelos de negócios até para o mercado de capital, fonte de luz, constrição esse não ser as diferentes dos bancos oficiais, veja ministra uma cabeça muito aberta para trazer essas outras soluções que são importantes. Quando temos um cenário de instabilidade econômica, no sentido dos juros que já faz uns 3 anos de uma certa estabilidade, com uma projeção boa, isso é bom pois possibilita trabalharmos com testes reais de mercado, menores para o produtor, e acho que isso é um dos pontos que o governo tem trabalhado, a visão do Paulo Guedes, e a ministra também tem esse direcionamento. Então esses pontos financeiros, de apoio ao agricultor, mesmo a pouco tempo a frente do cargo, vejo uma pessoa com bastante capacidade para conduzir ministério. 


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