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Obras do Hospital de Bebedouro serão retomadas, diz governador

05 de agosto
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Prometido desde 2014 pelo então governador Geraldo Alckmin, obra se arrastou até agora. Segundo Dória, entrega será em julho de 2020
 
O Governador João Doria e o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira, anunciaram também na segunda-feira (29) investimentos de R$ 7,3 milhões para a segunda fase de obras do novo Hospital Estadual de Bebedouro, que ampliará a rede SUS da região de Barretos e oferecerá atendimento de média complexidade.
A segunda fase das obras deve começar ainda neste trimestre com a instalação das redes elétrica e hidráulica, instalação de ar condicionado, pintura e acabamentos.
Até o momento, o investimento foi de R$ 42 milhões para execução de 67% das obras, com conclusão prevista até o final do primeiro semestre de 2020.
“Destinamos os recursos para a finalização das obras e os equipamentos deste hospital, que, se tudo correr bem, será entregue em julho do ano que vem”, disse Doria.
A unidade contará com 133 leitos, incluindo 20 de UTI adulto, além de quatro salas cirúrgicas e um Centro de Diagnóstico para realização de exames de imagem. Os serviços serão distribuídos em seis pavimentos, incluindo um berçário com 34 leitos e oferta de atendimento em 17 especialidades médicas: Clínica Médica, Pediátrica, Obstetrícia, Anestesiologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Vascular, Cirurgia Buco-Maxilofacial, Ginecologia, Gastroenterologia, Urologia, Ortopedia, Neurologia, Pneumologia, Infectologia e Radiologia.
O Hospital Estadual de Bebedouro será uma unidade de saúde referenciada, ou seja, atenderá casos de urgência e emergência encaminhados por outras unidades de saúde ou por serviços pré-hospitalares, como Samu e Resgate.
O hospital foi prometido pelo então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no dia 28 de maio de 2014, em sua visita a Bebedouro. Na ocasião, ele disse: “Vamos iniciar uma grande obra. Um hospital de 120 leitos, 32 milhões de reais em investimento do Estado e em 30 dias, os trabalhadores todos estarão aí para começar essa grande obra…”. 
Desde então, mais de 30 dias se passaram até o efetivo início das obras, que permaneceram paralisadas desde o ano passado. Até então, nem Governo do Estado e nem Prefeitura se pronunciaram sobre o atraso ou sobre a paralização, mesmo após insistentes pedidos de explicações por parte da reportagem de O Jornal, que desde o início de abril cobra informações da Secretaria de Saúde do Estado.
Em entrevista coletiva ao final da Feacoop, o governador Dória disse que era “inadmissível uma obra governamental parada, sobretudo na área da saúde. Um hospital que tinha 67% de sua área com concluída e 33% inacabados, e nós destinamos R$ 50 milhões de reais para finalização das obras e o equipamento desse hospital Regional de Bebedouro, que será entregue, tudo correndo bem como esperamos que ocorra, em julho do ano que vem, com estrutura da melhor qualidade para oferecer não somente à população de Bebedouro, mas de toda região, um hospital Regional de alta qualidade. Nós não tínhamos UTI pública em Bebedouro e nem na própria região, a utilização era feita apenas em Barretos, e a partir de julho do ano que vem as pessoas serão atendidas aqui. O tempo de transporte de uma pessoa em estado grave ou gravíssimo às vezes significa o tempo entre a vida e a morte, então estamos convencidos de que tomamos uma medida acertada no acabamento das obras do Hospital Regional daqui de Bebedouro, com a retomada das obras imediatamente. Em julho de 2020 espero estar aqui para a inauguração.  
Especialistas consultados por O Jornal dizem duvidar que o hospital seja entregue em julho do ano que vem, primeiro pelo atraso, segundo pela demora burocrática de processos públicos como licitação, e terceiro por ser ano eleitoral, quando a entrega de obras fica restrita a certos períodos para evitar ganhos políticos. 
A cidade aguarda ansiosa a entrega e funcionamento do hospital, já que é a grande promessa de conter o enorme gasto com Saúde que ocorre hoje em Bebedouro.  

 


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