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Prefeito “foge” de prestar depoimento à CPI do Sasemb

26 de agosto
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Ele não era obrigado a comparecer, mas com a falta deixou a cidade e os funcionários municipais sem respostas e à deriva quanto ao futuro do Sasemb

O que já era imaginado por muitos se concretizou ainda na tarde da sexta-feira (02), quando o prefeito Fernando Galvão protocolou na Câmara um novo ofício informando que não poderia comparecer a seu depoimento na CPI do Sasemb, que aconteceria na segunda-feira (05), às 9h, conforme publicamos. Nossa reportagem foi finalizada na quinta-feira (01º). 
A primeira justificativa do prefeito para não comparecer na quinta-feira (1º), foi a vinda da ministra da agricultura, Teresa Cristina. Ela viria à Feacoop a partir das 13h, e o depoimento do prefeito estava marcado para as 9h, fato que na visão o vereador Nasser não impediria o prefeito de comparecer. Na segunda vez, o prefeito alegou compromisso em São Paulo. 
Com prazo para finalização dos trabalhos neste mês, a comissão composta pelos vereadores Nasser (presidente), Paulo Bola (relator) e Sílvio Delfino (membro), optou por não refazer o convite, deixando a CPI sem constar o depoimento do prefeito, que não era obrigado a comparecer.   
“Ele não será mais convidado a prestar depoimento por conta do prazo para o término da CPI. O presidente do Sindicato, Lourival Basílio, também foi oficiado a depor, já que enviou diversos ofícios ao prefeito cobrando informações e não obteve respostas. Ele [prefeito] tinha o direito de não comparecer, mas isso pode sinalizar uma estratégia de defesa. Ele disse que pretende questionar a validade da CPI, mas temos parecer jurídico da Câmara e também um parecer do presidente Tota quanto a legalidade. Acredito que se ele estivesse tranquilo ele falaria e explicaria o que está acontecendo. Ele sequer propôs uma nova data demonstrando que ele tem vontade de vir e esclarecer, nem isso. Em cima da hora ele protocolou na sexta-feira (02) que não viria e também na outra vez que fizemos convite”, disse o vereador Nasser ao O Jornal. 
Ao todo, a CPI já produziu 11 volumes, indo para o 12º. Para o vereador, apesar das dificuldades encontradas na aquisição de documentos relativos à investigação, tudo foi feito de forma bastante técnica e elucidativa. “Nosso trabalho foi bastante técnico, baseado em nossas investigações junto aos órgãos competentes. Confrontaremos os dados que temos com os depoimentos que colhemos durante a semana. Tivemos muita dificuldade em obter respostas da Prefeitura, com a demora no envio de respostas e, em algumas situações, as respostas que recebíamos era de que não era aquele departamento e que teríamos que procurar outro diretor. Mas conseguimos dados importantes”, disse. 
Segundo Nasser, junto com o ofício de que não compareceria o prefeito pediu que anexassem aos autos da CPI sua absolvição na Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa, porém, no dia 31 de julho, o Ministério Público recorreu de sua absolvição e o processo segue (conforme reportagem abaixo). Mas para o vereador, um fato nada tem a ver com o outro e o objetivo da CPI não diz respeito a improbidade. “O prefeito está confundindo ação de improbidade com a CPI. A CPI é um processo administrativo. Esperamos com os depoimentos e com as informações, que possam nos ajudar na conclusão da CPI. Esperamos que os convidados a depor possam contribuir”, disse.
Na quarta-feira (07) estavam programados os seguintes depoimentos para parte da manhã, às 9h: da diretora do Sasemb, Edna Maria Soares da Silva, do diretor financeiro da Prefeitura, Josué Marcondes, e do responsável pela Controladoria, Luís Antônio Nogueira. Às 14h seriam ouvidos Paulo Chiaroni e Aglaciles Cyrillo, que integram o Comitê de Finanças do Sasemb e o Conselho Municipal de Previdência de Bebedouro.
A reportagem de O Jornal tratará dos depoimentos na próxima edição.


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