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Motivação, foco e disciplina são temas da palestra

26 de agosto
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Giba palestrou sobre a importância dos estudos, de ter foco em objetivo e de valorizar as pessoas

O campeão mundial de vôlei, Giba, fez uma palestra na inauguração do Complexo Poliesportivo do Unifafibe na noite da terça-feira (13), conforme reportagem na página A8. Num primeiro ato, o atleta Giba pediu aplauso aos professores e exaltou a importância deles para a vida. Disse, em seguida, que saiu das quadras com a sensação de dever cumprido, por ter disso campeão em todas as modalidades que participou. 
“Nunca podemos nos esquecer da história. De 3 mil para 33 mil metros quadrados. Parabéns, Unifafibe. Alunos, deem valor, não encontrei um complexo poliesportivo como esse em nenhum lugar do Brasil. Cuidem daqui. Preservem o que vocês têm aqui”, disse, sobre o Unifafibe ter saído de uma área com 3 mil metros quadrados construída para 33 mil metros quadrados.
““Não, Se e Jamais”. Começar uma frase com essas palavras já indica para o cérebro que tem 70% de chance de dar errado. Eu não tinha altura e tomei um fora logo na minha chegada a São Paulo, então eu tinha que me garantir na performance. Tempo todos nós tempos, basta querer. Falo 5 idiomas e fui em busca sempre de aprender. Não desperdiçar as oportunidades. Muitos trabalham e estudam, vocês já se colocaram a prova de que a zona de conforto não existe. Não podemos nos acomodar. Experiência x rigor físico. Uma hora um sobe e outro desce. Temos que adquirir experiência. Se durante a sua carreira você não procurar se aperfeiçoar, o futuro não será bom, ficam no meio do caminho. A gente tinha quem fazia tudo por nós e hoje eu estou aposentado com 37 anos. Precisamos nos reinventar sempre, procurar coisas novas para fazer. Dar atenção ao próximo, mesmo a quem faz os menores trabalhos. São pessoas especiais e que estão sempre sorrindo. Temos que causar impacto positivo na vida das pessoas”, disse, sobre não desistir de seus objetivos, se aprimorar sempre e valorizar as pessoas ao nosso redor.
E finalizou dizendo: “É preciso ter foco, pois aparece um mundo de possibilidades. Planejamento para atingir um objetivo, não querer fazer tudo. O vôlei é um esporte super individual e ao mesmo tempo super coletivo. Ninguém faz nada sozinho. 
Dona Iná, obrigado e parabéns. A senhora dorme com a cabeça tranquila ao saber que a comunidade sorri quando vê esse complexo poliesportivo. Obrigado ao poder público pela ajuda, e peço aos empresários que continuem incentivando o esporte. Seus filhos irão agradecer”. 
Abrindo para perguntas da plateia, questionado sobre o doping de 2003, Giba disse: “O doping foi sem dúvida nenhuma um belo tapa na minha cara, foi em 2003. A primeira coisa que eu fiz foi levantar a mão e dizer eu errei, não quis anti-prova, pois sabia o que tinha feito. Eu teria sido injusto comigo mesmo se pedisse uma segunda prova. Eu errei, eu sou humano. Quando você acha que você pode tudo, é a hora que você cai, e nessa hora as pessoas me ajudaram muito. A seleção brasileira toda me deu apoio muito grande. Foi um turbilhão de coisas que aconteceram, e quando levantei a cabeça eu disse “eu não tenho direito de interferir na vida dos outros”. Quando eu fiz esse erro, não estou prejudicando apenas a mim, estou prejudicando muitas vidas pois muitos jovens poderiam fazer o que eu fiz. A partir dali, passei a ajudar várias instituições”.  
Sobre o Bernardinho: “Muitas pessoas me perguntam quem foi o melhor técnico, e eu respondo que foram todos eles, pois com cada um aprendi alguma coisa, procurei tirar o melhor deles. O Bernardo foi um líder daquele time, a Geração Bernardinho gerou uma geração de ouro, desde quem limpava a quadra até o mais alto atleta. O Bernardo foi um professor que me ensinou sim, me deu uma experiência muito grande, uma experiência vitoriosa. Foi a primeira pessoa que me ligou quando aconteceu o doping e disse para eu ficar tranquilo que ele estava ali, que sabia do meu caráter e que estaria ali, me defendeu. Agradeço a ele por muitas coisas, meus filhos no chamam de titio maluquinho, pois era tio que não deixava o pai deles ficar em casa. Temos uma relação muito boa, tivemos brigas, afinal toda relação não é fácil, mas sempre sentamos e conversamos como homens.” 
Sobre ser técnico de vôlei no futuro: “Aí não, né? Quero continuar com cabelo e não ficar maluco. Vôlei me deu tudo que tenho, mas hoje fico fora fazendo vários cursos. O mundo é muito grande. Nunca diga nunca, mas a minha vontade não é ser técnico, pois estou viajando muito, conhecendo culturas, e se for técnico teria que ficar fechado e não é isso que eu quero. Mas o futuro a Deus pertence.”


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