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Brasil gerou 43.820 novos postos de trabalho em julho

09 de setembro
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No acumulado do ano de 2019, foram criados +461.411 empregos. No mesmo período de 2018, houve crescimento de +448.263 empregos, representando variação de +1,18% 
 
De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o emprego formal no Brasil apresentou expansão em julho de 2019, registrando saldo de 43.820 postos de trabalho. Esse resultado decorreu de 1.331.189 admissões e de 1.287.369 desligamentos. No acumulado do ano de 2019, foram criados +461.411 empregos, com variação de +1,20% do estoque. No mesmo período de 2018, houve crescimento de +448.263 empregos, representando variação de +1,18%. Nos últimos doze meses, houve crescimento de +521.542 empregos, representando variação de +1,36%. No mesmo período do ano anterior, o saldo foi de +286.121, representando um crescimento de +0,75%.
 
Setor de atividade
Em julho/2019, os dados registram saldo positivo no nível de emprego em Construção Civil (18.721 postos), Serviços (8.948 postos), Indústria de Transformação (5.391 postos), Comércio (4.887 postos), Agropecuária (4.645 postos), Extrativa Mineral (1.049 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (494 postos). Apenas Administração Pública descreveu saldo negativo (-315 postos). 
O setor de Construção Civil foi o principal destaque de julho/2019. Foram registradas 131.726 admissões e 113.005 desligamentos, implicando saldo de 18.721 postos de trabalho, equivalente ao crescimento de +0,92% em relação ao mês anterior. As classes de atividades de maior destaque foram: Construção de Rodovias e Ferrovias (+3.542 postos), principalmente em Minas Gerais (+1.079) e Pará (+776); Construção de Edifícios (+3.230 postos), especialmente em São Paulo (+630) e Pará (654); Obras para Geração e Distribuição de Energia Elétrica e para Telecomunicações (+3.182 postos), destacando Minas Gerais (+641) e Bahia (+549).
O setor de Serviços apresentou o segundo maior saldo de julho/2019. Foram registradas 565.533 admissões e 556.585 desligamentos, implicando saldo de 8.948 postos de trabalho e crescimento de +0,05% sobre o mês anterior. Três dos seis subsetores apresentaram saldo positivo, a seguir: Comercialização e Administração de Imóveis (+17.201 postos), principalmente em São Paulo (+8.515), Minas Gerais (+4.100) e Paraná (+1.993); Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários (+3.648 postos), especialmente em São Paulo (+2.067), Minas Gerais (+1.045) e Distrito Federal (+1.262); Instituições de Crédito, Seguros e Capitalização (+1.040 postos), principalmente em São Paulo (+331) e Minas Gerais (+180); Transportes e Comunicações (-440 postos), especialmente Rio de Janeiro (-612), São Paulo (-532) e Espírito Santo (-527); Serviços de Alojamento, Alimentação, Reparação (-2.017 postos), principalmente Rio de Janeiro (-1.291) e Espírito Santo (-1.164); Ensino (-10.484 postos), em particular Minas Gerais (-2.698) e São Paulo (-1.897).
O setor de Indústria de Transformação teve o terceiro maior saldo do mês. Foram registrados 215.351 admissões e 209.960 desligamentos, resultando saldo de 5.391 postos de trabalho, expansão de +0,07% em relação ao mês anterior. Sete subsetores apresentaram saldo positivo e cinco, saldo negativo. A seguir: Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (+6.540 postos), com maiores saldos em Minas Gerais (+1.698) e São Paulo (+1.480); Indústria mecânica (+2.341 empregos), principalmente no Rio de Janeiro (+1.717); Indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria (+1.855 postos), principalmente em Minas Gerais (+588) e Bahia (+472); Indústria metalúrgica (+575 postos), em especial em Minas Gerais (+571); Indústria de calçados (+322 postos), com maiores saldos na Bahia (+389) e Minas Gerais (+172); Indústria do material de transporte (+171 postos), destacando-se Amazonas (+487) e Rio de Janeiro (+451); Indústria do material elétrico e de comunicações (+48 postos), com destaque para Ceará (+259) e Santa Catarina (+169); Indústria do papel, papelão, editorial e gráfica (-22 postos), destacando-se Rio de Janeiro (-174) e Pernambuco (-130); Indústria de produtos minerais não metálicos (-573 postos), com destaque para Rio Grande do Sul (-544) e Pernambuco (-123); Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos (-917 postos), com menores saldos no Ceará (-501) e Paraná (-329); Indústria da madeira e do mobiliário (-2.019 postos), com menores saldos no Paraná (-1.329) e São Paulo (-305); Indústria da borracha, fumo, couros, peles, similares, indústrias diversas (-2.930 postos), com menores saldos no Rio Grande do Sul (-1.851) e Paraná (-967).
O setor do Comércio teve quarto maior saldo em julho/2019. Foram 315.982admissões e 311.095 desligamentos, com saldo de 4.887 postos de trabalho, crescimento de +0,05% em relação ao mês anterior. O Comércio Varejista teve saldo de +2.140 empregos e o Comércio Atacadista, +2.747 postos de trabalho. 
O setor da Agropecuária foi o quinto maior de julho/2019. Foram registradas 87.956 admissões e 83.311 desligamentos, implicando saldo de +4.645 postos de trabalho e crescimento de +0,29% sobre o mês anterior. As classes de atividades de maiores destaques foram: Cultivo de Plantas de Lavoura Temporária não Especificadas Anteriormente (+6.222 postos), especialmente em São Paulo (+2.792) e Minas Gerais (+1.560); Cultivo de Laranja (+2.627 postos), especialmente em São Paulo (+2.272); Atividade de Apoio à Agricultura (+2.384 postos), principalmente em São Paulo (+2.091) e Minas Gerais (+851).
A Extrativa Mineral apresentou o sexto maior saldo no mês. Foram 3.880 admissões e 2.831 desligamentos, o que resultou em saldo de 1.049 postos de trabalho e aumento de +0,53% em relação ao mês anterior.
O setor dos Serviços Industriais de Utilidade Pública ocupou a sétima posição no período, com 6.852 admissões e 6.358 desligamentos, resultando saldo de 494 postos de trabalho, um aumento de +0,12% em relação ao mês anterior. 
A Administração Pública foi o único setor econômico a registrar saldo negativo em julho/2019. Houve 3.909 admissões e 4.224 desligamentos, implicando saldo de -315 empregos e queda de -0,04% em relação ao mês anterior. 
 
Território
No recorte geográfico, verificou-se em julho/2019 que todas regiões apresentaram saldo de emprego positivo: Sudeste (23.851 postos, 0,12%); Centro-Oeste (9.940 postos, 0,30%); Norte (7.091 postos, 0,39%); Nordeste (2.582 postos, 0,04%) e Sul (356 postos, 0,00%)
Em julho/2019, vinte Unidades Federativas (UF) registraram variação positiva no saldo de emprego e sete UFs apresentaram variação negativa. Os maiores saldos de emprego ocorreram em: São Paulo: +20.204 postos (0,17%); Minas Gerais: +10.609 postos (0,26%); Mato Grosso: +4.169 postos (0,59%). Os menores saldos de emprego ocorreram em: Espírito Santo: -4.117 postos (-0,56%); Rio Grande do Sul: -3.648 postos (-0,14%) e Rio de Janeiro: -2.845 postos (-0,09%).
 
Salário
Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em Julho/2019 foi de R$1.612,59 e o salário médio de desligamento foi de R$1.768,34. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo INPC), houve aumento de 0,40% no salário de admissão e 0,16% no salário de desligamento, em comparação ao mês anterior. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, registrou-se crescimento de 1,80% para o salário médio de admissão e de 1,46% para o salário de desligamento.
 
Modernização trabalhista
Desligamento mediante acordo entre empregador e empregado: Em Julho de 2019, houve 18.984 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 13.918 estabelecimentos, em um universo de 12.592 empresas. Um total de 45 empregados realizou mais de um desligamento mediante acordo com o empregador. Do ponto de vista setorial, os desligamentos por acordo distribuíram-se por Serviços (9.127 desligamentos), Comércio (4.861), Indústria de Transformação (3.068), Construção Civil (960), Agropecuária (709), Administração Pública (136), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (82) e Extrativa Mineral (41). 
Trabalho Intermitente: Em Julho de 2019, houve 12.121 admissões e 6.575 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 5.546 empregos, envolvendo 2.972 estabelecimentos e 2.239 empresas contratantes. Um total de 64 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente. Do ponto de vista setorial, o saldo de emprego na modalidade de trabalho intermitente distribuiu-se por Serviços (2.953), Construção Civil (924), Indústria de Transformação (779), Comércio (738), Agropecuária (130), SIUP (21) e Extrativa Mineral (1) e Administração Pública (0).
As dez principais ocupações segundo saldo de empregos foram: Alimentador de Linha de Produção (353), Servente de Obras (327), Faxineiro (302), Barman (295), Vendedor de Comercio Varejista (272), Operador de Caixa (242), Garçom (189), Vigilante (172), Bombeiro Civil (109) e Motorista de Carro de Passeio (107).
Trabalho em Regime de Tempo Parcial: Foram registradas 6.493 admissões em regime de tempo parcial e 5.753 desligamentos, gerando saldo de 740 empregos, envolvendo 3.612 estabelecimentos e 3.043 empresas contratantes. Um total de 41 empregados celebrou mais de um contrato em regime de tempo parcial. Do ponto de vista setorial, o saldo de emprego em regime de tempo parcial distribuiu-se por Comércio (424), Serviços (188 postos), Indústria de Transformação (78), Construção Civil (38), SIUP (12), Administração Pública (4), Extrativa Mineral (1) e Agropecuária (-5). 
As dez principais ocupações segundo saldo de emprego em regime de tempo parcial foram: Faxineiro (163), Auxiliar de Escritório, em Geral (142), Operador de Caixa (140), Expedidor de Mercadorias (110), Repositor de Mercadorias (90), Atendente de Lojas e Mercados (85), Vendedor de Comercio Varejista (60), Embalador, a Mão (56), Operador de Telemarketing Ativo (51) e Motorista de Ônibus Urbano (51).

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