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Governo do Estado contribui pouco com a Saúde de Bebedouro

06 de maro
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Dos R$ 63.039.113,65 gastos com a Saúde em 2016, 69,88% vieram da Prefeitura [R$ 44 milhões], 27,87% vieram do Governo Federal [R$ 17,5 milhões] e apenas 2,25% vieram do Governo do Estado [R$ 1,4 milhão]

O vereador Fernando Piffer (PSDB), ficou quatro anos reclamando do Governo Federal na tribuna da Câmara, mas na Audiência Pública foi apresentado relatório mostrando que dos R$ 63.039.113,65 gastos com a Saúde em 2016, 69,88% vieram da Prefeitura [R$ 44 milhões], 27,87% vieram do Governo Federal [R$ 17,5 milhões] e apenas 2,25% vieram do Governo do Estado [R$ 1,4 milhão], que tem à frente o governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Piffer tentou explicar que o Governo do Estado investe nos grandes hospitais, que a atribuição da Saúde à partir do SUS e do Governo Federal, mas a realidade é que para cidades como Bebedouro, o governo do Estado deixa a desejar e contribui pouco com o custeio da Saúde Pública. Tomara que se cumpra a promessa (que muita gente duvida), do prefeito Fernando Galvão de que o Governo do Estado vai assumir os custeio do hospital quando o Hospital Regional, que está sendo construído e cujo término está previsto para 2019, estiver funcionando.

Pessoal
Dos R$ 63.039.113,65 gastos com a Saúde em 2016, mais da metade (50,21%) foram gastos com pessoal e encargos, 11,15% com material de consumo, 37,62% com outros serviços e encargos, 0,16% com obras e 0,86% com equipamentos.
Segundo o relatório, 50,17% das despesas foram com Média e Alta Complexidade, que engloba o Hospital Municipal, 22,34% com Atenção Básica, 16,28% com Vigilância em Saúde, 7,95% em Gestão, 2,96% com Assistência Farmacêutica e 0,30% com o Conselho Municipal de Saúde, recurso destinado para entidades.
A diretora Sônia Maria Vidolin Junqueira Franco afirmou que “a meta é redução de custos”, e que seguirá o decreto do prefeito Galvão que pede o corte de 30% nas despesas. Diante do fato de que 50% das despesas é com pessoal e que o Hospital está no conjunto das despesas que representam metade dos gastos, o corte dos 30%, se realmente efetivado à risca, poderá impactar diretamente no hospital e resultar também na demissão de muitas pessoas na Saúde [30% de 749 funcionários, dariam 224 pessoas]. A diretora afirmou que o corte não será de uma vez, mas que será feito após o término do estudo que estão realizando e que deverá ficar pronto ao longo deste mês.
Além de ressaltar sua confiança na grande equipe que foi montada, a diretora afirma que confia que melhorando os indicadores conseguirão trazer mais recursos para o hospital e por isso realizaram um trabalho para fazer o levantamento dos indicadores dos últimos 15 anos.

Reclamações
O vereador Paulo Bola (PMDB), destacou durante a Audiência Pública alguns dos problemas que os usuários trouxeram a ele e, ao se deparar com as críticas, o vereador Fernando Piffer, que não disfarça que está no comando da Saúde Municipal embora a titular seja Sônia Junqueira, foi bastante ríspido, indicando que não aceita críticas e questionando o vereador se o problema é de agora, ironizando que antes não tinha problemas e que só agora tem, se esquecendo de que nos últimos 4 anos o vereador Paulo Bola sempre destacou os problemas da Saúde e cobrou providências. Piffer só ficou satisfeito quando Paulo Bola afirmou que alguns dos problemas vinham desde o ano passado e providências não foram tomadas.  
O vereador Paulo Bola (PMDB), questionou também sobre a questão da transição no Departamento de Saúde, destacando que inclusive um relatório deveria ter sido feito. A diretora Sônia Junqueira afirmou: “Foi passado um pouco, mas que as pessoas quando saem não saem felizes porque queriam continuar no cargo”.
O vereador Fernando Piffer fez questão de mais uma vez “espetar” o ex-diretor Feltrim, afirmando que quando assumiu a direção do Departamento por duas vezes e “teve o cuidado de passar a situação aos seus sucessores”, que a Cláudia [que respondia pelo Hospital] deveria ter passado informações e não passou, que essa atitude é “bobagem e não leva a nada, custa um pouco mais de tempo para a gente”, e que “as coisas estão ruins há um tempinho, mas vão melhorar agora”.
O vereador Nasser (Rede), criticou o fato de alguns falarem da gestão anterior, que isso é desculpa, que quando aperta jogam a culpa no Governo Federal, se questionam mais um pouco afirmam que o vereador é que não buscou recursos e assim vai. Diante do fato de que o vereador Fernando Piffer tinha acabado de falar sobre a gestão anterior, a carapuça serviu bem direitinho a Piffer.
A Audiência Pública esquentou um pouco quando o vereador Nasser trouxe à tona a informação de que um médico deixou o plantão mais cedo deixando de atender 49 crianças, e o vereador Piffer colocou em dúvida o fato afirmando que não teria ocorrido e o vereador Nasser reafirmou o que disse. Os dois garantiram que o assunto será retomado na sessão da Câmara do dia 6 de março.
O que ficou evidente na Audiência Pública é que o vereador Fernando Piffer tentou blindar a diretora Sônia Junqueira e a si próprio, que desde janeiro estão à frente da Saúde, num momento em que as críticas ao setor estão ainda mais acentuadas e por isso se negaram a falar sobre o que estão fazendo. Também não deram explicações exatas sobre o que aconteceu no último quadrimestre de 2016, onde ao invés de realizar os devidos cortes, para não perder votos o prefeito deixou a coisa rolar solta e o resultado é que a dívida de Bebedouro e da Saúde dispararam. Assim o jeito foi dar um calote daqueles nos fornecedores e até o décimo terceiro do funcionalismo não foi pago em dia.
No final da audiência, a diretora Sônia Junqueira, que estará dedicada integralmente ao Departamento de Saúde, destacou que terminou de fechar seu consultório para se dedicar ainda mais, afirmou que a equipe está à disposição para responder as dúvidas e que na próxima audiência estará com informações mais detalhadas para responder ao O Jornal. Que assim seja.


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