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Emprego cresce no país depois de quase dois anos de queda

20 de maro
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Em fevereiro, contratações superaram as demissões em 35.612 vagas
 
Depois de 22 meses apresentando saldo negativo, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em fevereiro, onde as contratações superaram as demissões em 35.612 vagas. 
Não precisa nem dizer que o resultado foi comemorado pelo governo, tanto é que na quinta-feira (16), o presidente Michel Temer e o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, fizeram questão de divulgar o resultado no Palácio do Planalto. Nem no atual governo e nem no anterior isso até então tinha acontecido, tanto é que nos últimos meses, a divulgação dos resultados negativos vinha sendo feita pelo Ministério apenas em sua página na internet. 
O presidente Temer disse: “Venho dar aqui, penso eu, boas novas. Vocês sabem que a economia brasileira volta a crescer. E os sinais desse fato são cada dia mais claros. Em fevereiro, por exemplo, o número de empregos formais foi de 35.612 vagas. É, na verdade, um começo, mas isto é depois de 22 meses de números negativos. É praticamente a primeira vez que nós temos um número positivo no tocante à abertura de empregos”.
E depois destacou: “E é importante essa notícia porque eu penso em 35 mil brasileiros, que tem, sem a possibilidade de trabalho, uma vida indigna. E um dos pressupostos da Constituição brasileira, aliás, seu fundamento básico, é a dignidade da pessoa humana. Eu tenho absoluta convicção de que, com a retomada do emprego, nós temos pelo menos um bom número de brasileiros que se sentem mais ativamente participantes da cidadania. É claro que nós temos ainda muitos milhões de brasileiros que dependem de emprego. Mas é preciso começar. E o começo veio por essa notícia que eu estou dando a vocês”. 
Em seguida Temer afirmou que a inflação caiu: “Posso garantir, pelas informações que tenho da área econômica, do Banco Central, ela estará abaixo do centro da meta, que é 4,5%. Os juros igualmente caindo... A agência Moody’s alterou sua percepção sobre a economia brasileira. Ela nos tirou do negativo para o estável... Esta percepção da agência Moody’s eu pude detectar ainda ontem quando recebia os dirigentes do Citigroup, que me diziam o seguinte: há seis meses atrás não fariam a avaliação que estavam fazendo naquele momento. Mas que a avaliação era muito positiva especialmente em função da retomada da credibilidade e da confiança no País em face das reformas e das medidas que vêm sendo tomadas. E outra notícia, ainda agora eu recebi o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, e ele muito entusiasmado em trazer para cá os muitos bilhões de dólares que querem aplicar no Brasil, já que os possui em grande quantidade nos fundos soberanos”. 
E completou: “Quatro aeroportos - Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza - foram licitados com grande sucesso. Dias atrás alardeava-se que talvez não houvesse sequer licitantes. E os licitantes vieram. E sobre terem vindo, ainda… e, portanto, entregue R$ 3,720 bilhões para esses leilões, mas é um saldo que supera em mais de 20% o valor esperado inicialmente. São quatro fatos, portanto, que eu estou mencionando, para revelar o otimismo que deve guiar os nossos passos, deve guiar os passos do governo, devem guiar os passos da economia brasileira, porque mais do que nunca eu verifico o grande interesse de investidores estrangeiros no nosso País. Por isso que eu insisto, nós temos insistindo, nas reformas fundamentais para o país”.
 
CAGED
Os números do emprego divulgados na quinta-feira (16), têm como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A criação das 35.612 vagas de emprego é resultado de 1.250.831 admissões e de 1.215.219 demissões em fevereiro. No acumulado do primeiro bimestre de 2017, porém, o país registra fechamento de 5.475 postos de trabalho. 
Segundo o Portal G1, antes de fevereiro, o último mês em que houve mais contratações do que demissões março de 2015, quando foram criados 19,2 mil postos de trabalho. De lá pra cá, o desemprego só cresceu no Brasil e atingiu 12,9 milhões de pessoas em janeiro de 2017, o maior valor da série histórica do IBGE. 
O setor de serviços foi o que mais gerou empregos formais em fevereiro: 50.613. A administração pública foi o segundo setor em criação de vagas (8.280). A agropecuária criou 6.201 postos de trabalho e a 
indústria de transformação criou 3.949 vagas. 
O comércio, porém, manteve as demissões e, no mês passado, fechou 21.194 vagas. A construção civil também cortou postos de trabalho formais: 12.857. 
A região Sul liderou as contratações em fevereiro, com 35.422 postos formais. Já nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, foram criadas 24.188 e 15.740 vagas, respectivamente. A região Nordeste, porém, fechou 37.008 postos em fevereiro. Já as demissões na região Norte somaram 2.730. 
No acumulado do primeiro bimestre deste ano, segundo dados oficiais, porém, foram fechadas mais vagas do que abertas. Neste período, as demissões superaram as contratações em 5.475 empregos com carteira assinada.

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