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11/03 Sílvio Aparecido Pinto Sampaio

20 de maro
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68 anos, natural de Bebedouro, morador de Bebedouro, filho de Sylvio Pelegrino Sampaio e Alice Pinto Sampaio

Silvinho era o colunista social mais antigo de Bebedouro e sua principal referência. Era da época da pujança da cidade, e com o dinheiro circulando nas altas rodas, frequentava as casas dos maiores sobrenomes de Bebedouro. Depois de escrever por décadas na Gazeta de Bebedouro, sua coluna deixou de ser publicada no ano passado sem sequer que uma única mensagem de despedida fosse feita. Simplesmente saiu de cena, sem ter uma única homenagem publicada pelo jornal que tanto contribuiu por anos a fio. Nós do O Jornal não éramos muito próximos de Silvinho, mas como todo jornalista bebedourense nutríamos uma certa admiração pelo homem que fez história na cidade ao traduzir, como poucos, o retrato de uma época de ouro. Estávamos tentando uma aproximação para fazermos uma entrevista com ele já há meses, mas por esses desencontros do destino, infelizmente não deu tempo. Silvinho, apesar de ter sido o “queridinho” das altas rodas, teve um fim melancólico. Nada dos antigos “amigos”, nada do glamour que o cercou nos áureos tempos. Os “amigos” de antes, muito deles sequer foram visitá-lo quando estava em um asilo ou internado no hospital municipal. Ficaram apenas os verdadeiros, aqueles que nem tinham tanto dinheiro assim, as que nutriam por ele uma amizade verdadeira. Poucos “figurões” que estamparam sua coluna participaram ativamente do final de sua vida. Vá em paz, Silvinho. Cumpriu sua missão e entrou para a história de Bebedouro! 
A jornalista Elen Barca expressou brilhantemente o sentimento sobre a morte de Silvinho. “Silvinho Pinto Sampaio, esse nome já abriu muitas portas! O charmoso, bonito e encantador publicitário, dono de uma voz inconfundível de locutor com programa que apresentou por anos na Rádio Bebedouro, era uma espécie de playboy.  As mulheres se rasgavam pra sair na coluna dele. E Silvinho sabia muito bem lidar com a vaidade humana. Promovia os 10 mais! Mais o que? Mais top, mas bonito, mais poderoso, simplesmente, mais! E a repercussão disso era estrondosa. Frequentava ás casas mais finas da cidade, jantares nem sempre luxuosos como pintava em sua coluna, mas é inegável o glamour que tinha aquilo e as pessoas se deliciavam, tanto as que eram seu tema, como as que liam religiosamente sua coluna. Namorou deusas, mulheres lindas. Desfilou em carros maravilhosos, frequentou os melhores lugares, nas melhoras residências, com as melhore famílias e as melhores contas bancárias. Bebeu os melhores uísques e saboreou os melhores pratos. Gostava tanto dessa vida que não quis casar e ter filhos, talvez por que quisesse todas e todos os filhos e com isso viveu intensamente.
Mas, o fim chegou! Acabou o glamour, acabou a fama da coluna, acabou as visitas, acabou o uísque, acabou a fase e com ela acabou a saúde. Silvinho aos 68 anos estava morando na Vila Lucas Evangelista com a ajuda da família Reis e muito doente partiu sem a pompa que por tanto tempo viveu e fez viver outros. No velório poucas pessoas, duas coroas apenas e da família que sempre o apoiou, a família Reis. Isso nos faz pensar o que realmente é importante. Silvinho vendeu o que as pessoas queriam comprar e o negócio de certo, por um bom tempo, mas como parece que se tratava apenas de negócio, não havia envolvimento o suficiente para criar vínculos fortes e indissolúveis. Gostava do Silvinho. Éramos parceiros, companheiros de uma profissão ingrata. Preferi não vê-lo dessa forma. Como ele sempre gostou de estar na moda, essa, sinceramente, não combinava com ele. Vai em paz, meu querido, me perdoe por não ter te visitado antes de sua partida pra me despedir e dizer o quanto você era especial. Mas, tenho certeza que agora nessa nova morada com certeza poderá saber de fato quem gosta de você. Prepare-se para a decepção!”


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