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Em nova assembleia, Sindicato realizou último debate sobre mudanças no estatuto

20 de maro
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Realizada na sexta-feira (17), Sindicato tentou alinhar mudanças no estatuto propostas pelo prefeito com o desejo do servidor, mas presidente acredita ser difícil conseguir êxito

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais realizou, na sexta-feira (17), talvez a última assembleia com os funcionários para tentar alinhar as mudanças no estatuto propostas pelo prefeito Fernando Galvão (DEM), com os anseios dos servidores, antes de o projeto ir para aprovação na Câmara. A ideia era fazer com os funcionários não perdessem direitos adquiridos ao longo dos anos frente às mudanças propostas pelo governo.
A assembleia foi realizada 4 dias depois do que seria uma reunião com a comissão nomeada pelo prefeito. O sindicato ficou sabendo da reunião e quis participar, já que não reconhece o membro da diretoria nomeado para fazer parte da comissão. O presidente Lourival Basílio já havia destacado em entrevistas que o trâmite correto era solicitar uma indicação do sindicato para a vaga na comissão, e não por indicação do próprio prefeito. Na visão do presidente, ele próprio seria quem deveria compor a comissão. Basílio e outros membros do sindicato, sabendo da importância da reunião (havia rumores de que os últimos ajustes seriam feitos para que o projeto desse entrada na Câmara o quanto antes), tentaram participar, mas foram barrados, inclusive com solicitação de apoio da Guarda Municipal. “Eles impediram nossa entrada na reunião e até chamaram a Guarda Municipal. Simplesmente barraram nossa entrada, e como relutamos em sair, cancelaram a reunião e devem ter realizado em outro dia, às escondidas”, disse Lourival Basílio ao O Jornal.
O presidente ainda afirmou que a minuta está pronta, e que logo deverá dar entrar na pauta da Câmara. “Montamos uma comissão entre os servidores para discutirmos as mudanças, estamos com tudo pronto, mas não adianta apresentar nada, pois o projeto entrará na pauta da Câmara e será aprovado da forma como o prefeito quer. Ele tem a maioria, e não poderemos fazer nada”, lamentou Basílio, que acrescentou: “Temos apenas 3 vereadores a nosso favor, o Paulo Bola, a Mariângela e o Nasser. Os outros nem querem saber e certamente votarão com o prefeito”, disse. Basílio chegou a classificar como “vergonha” termos uma Câmara tão omissa e que não vê os direitos dos funcionários.
Sobre o dissídio do funcionalismo, cujo prazo de negociação se encerra neste mês de março, Basílio disse que não acredita que haverá reajuste. “Nem tocaram nesse assunto ainda, mas o Garcia [Paulo Sérgio Garcia Sanchez, Diretor de Gabinete] já me disse que este ano não vai dar”, disse. Vale ressaltar que a categoria nunca foi valorizada pelo prefeito, que pouco concedeu de aumento ou benefícios ao funcionalismo. 
Basílio, em outra ocasião, cobrou a presença do prefeito nas discussões: “Ele [prefeito], deveria vir e explicar os motivos da mudança. Ele deveria ouvir os funcionários, pois são eles que movimentam a Prefeitura. Isso está faltando”, disse, ressaltando que o prefeito ainda não se pronunciou oficialmente sobre este assunto tão sério.  
Uma Audiência Pública entre o Poder Público e os funcionários municipais foi proposta pelo vereador Nasser (Rede), no dia 06 de fevereiro, mas sofreu pedido de vistas por parte do vereador Juliano César (PSD). Porém, na sessão da segunda-feira (13), Nasser disse que assim que o projeto der entrada deve protocolar novo pedido de audiência, e defende que a audiência siga o mesmo modelo do Sistema Municipal de Cultura e do PME (Plano Municipal de Educação). Nessas audiências, a discussão é com base na minuta e não no projeto de lei.
O projeto ainda não tem data definida para dar entrada na Câmara e nem quando será marcada a votação.


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