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Polícia instaura termo circunstanciado para apurar mortes de animais no Canil Municipal

31 de maro
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Delegacia de Proteção Animal irá ouvir todos os funcionários do Canil Municipal e os denunciantes, e espera laudo do Instituto de Criminalística para avançar nas investigações

A Delegacia de Proteção Animal de Bebedouro, na pessoa do delegado Mário Gonçalves, instaurou um Termo Circunstanciado para apurar denúncias de mortes de animais no Canil Municipal. A Polícia irá ouvir todos os funcionários do canil e os denunciantes. Eles também esperam o laudo do Instituto de Criminalística para apurar os fatos. Ainda não há data para os depoimentos. 
Para relembrarmos o fato, no início de fevereiro deste ano, uma notícia se alastrou pelas redes sociais e causou revolta em todas as pessoas que gostam de animais. O corpo de um cachorro foi encontrado em decomposição no Canil Municipal de Bebedouro, junto a outros animais vivos. Uma carcaça de gato também foi encontrada nas dependências do local. A presença desses animais mostra que eles poderiam estar ali há dias, o que não é permitido, pois poderiam contaminar outros animais.
Em entrevista ao O Jornal na época, a vereadora Mariângela Mussolini (PMDB), e ativa defensora dos animais, disse que no domingo (05 de fevereiro), logo após a missa campal realizada na Feccib Nova (onde o canil está localizado), ela teria recebido uma ligação anônima questionando o mau cheiro do local. 
Junto com algumas protetoras, ela teria ido até lá e constatado o fato, porém, por ser domingo, não conseguiu falar com a Delegacia de Proteção ao Animal, mas teria feito RO (Registro de Ocorrência), na Guarda Municipal, que também estava presente no Canil. Mariângela disse, inclusive, que há informações de que na troca de turno da guarda já teriam avisado que havia um animal morto no local. 
Na segunda-feira (06 de fevereiro), a Polícia Civil foi acionada, e o policial perguntou ao responsável pelo Canil, Nivaldo Olea, sobre se havia algum animal morto entre os animais vivos e teria recebido resposta negativa. Insistindo no fato, o policial teria localizado o animal morto e foi com Olea buscar o veterinário responsável, conhecido como Tony, que não estava no local e não atendia às ligações. No caminho, o policial chamou a Polícia Científica para analisar o fato e apurar a morte do animal. O laudo deveria sair em cerca de 30 dias mas está atrasado. 
Na mesma segunda-feira, a vereadora Mariângela Mussolini, tratou do assunto na tribuna durante a primeira sessão ordinária do ano, chamando o prefeito Fernando Galvão (DEM), e os responsáveis pelo Canil, às responsabilidades. “Esse cachorro estava morto há alguns dias em um lugar que é para amparar e cuidar dos animais maltratados e olha o que acontece. Cadê o responsável? Eu chamei os protetores de animais para que não fosse sozinha. Chamei Guarda Militar e Civil e tomei as providências junto ao Ministério Público”, disse Mariângela, que publicamente cobrou uma resposta do prefeito e denunciou que funcionários do canil destratam as pessoas que vão pedir ajuda. 
A vereadora continuou: “Não vamos deixar de cobrar. Peço ajuda de toda população. O que aconteceu é um crime. Cadê o veterinário? Os animais têm voz agora. Essa voz é Mariângela Mussolini”, finalizou seu discurso. 
Também na época o responsável pelo Canil Municipal, Nivaldo Olea, tentou explicar o caso, mas acabou cometendo uma grande injustiça ao chamar os protetores de animais, pessoas abnegadas, que abrigam dezenas de animais em suas casas, que banca alimentação, medicamentos e todas as despesas com recursos próprios, de “maldosos de plantão”. 
“Nós do Canil Municipal queremos registrar nossa indignação com as notícias maldosas que estão sendo publicadas no Facebook a nosso respeito. Todos sabem que o CRMV interditou em 2012 o canil por maus tratos devido ao modo como foi encontrado os animais do Canil/Gatil, quando assumimos em 2013 na Feccib Nova a situação era de muita tristeza. Nunca trabalhamos fora da lei e nem deixamos de dar socorro aos animais do jeito que está sendo divulgado. Estamos trabalhando com a Delegacia de Maus Tratos e queremos que tudo seja esclarecido o mais rápido possível dentro da ordem e da lei. Não vamos admitir sermos julgados por mais uma armação dos maldosos de plantão. Esse cachorro encontrado no domingo não pertence aos nossos animais ali albergados e que ao que tudo indica foi jogado de propósito para nos incriminar. Pelos exames que podemos realizar neste animal ele já se encontrava morto a aproximadamente 5 dias e nesta data tivemos inspeção do veterinário do CRMV que tudo vistoriou sem nada encontrar. Como no domingo depois de terminar o expediente esse animal aparece? O que nos parece é que mais uma armação da turma do mal. Agradeço a todos que confiam em nós e ligaram para nos apoiar. Obrigado.”, escreveu Olea nas redes sociais. 
A Polícia investiga o caso.


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