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Prefeitura não recolhe cães abandonados e no cio e revolta população

07 de abril
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Fato ocorreu na Zona Sul. De acordo com relatos, cachorra no cio sofria pelas ruas enquanto mais de 10 cães a rodeava. Chamado, Canil Municipal não deu conta de recolher os animais e só com a ajuda de uma protetora a cachorra conseguiu ser resgatada
 
Um fato ocorrido na Zona Sul da cidade revoltou os moradores e pessoas que tomaram conhecimento pelas redes sociais. De acordo com relatos dos moradores, desde o domingo (02), uma cachorra no cio perambulava pelas ruas da Zona Sul enquanto mais de 10 cães a seguiam. Os cães latiam muito e brigavam entre si, fato que alarmou os moradores. Mas ninguém conseguia espantar os mais de 10 cães, que por conta do cio da cachorra não a largavam de jeito nenhum.
Na manhã da segunda-feira (03), a redação de O Jornal recebeu vários contatos do que estava acontecendo. Os cães estavam na praça Nivaldo Salvador (praça do Educandário Santo Antônio), e latiam muito. Entramos em contato com a delegacia, que se prontificou em ligar para o Canil Municipal para que fossem recolher os animais ou pelo menos proteger a cachorra, já bastante debilitada e que mal podia andar. Cerca de uma hora depois um funcionário do Canil chegou sozinho, e não conseguiu tirar a cachorra do local. 
Ele, então, retornou ao Canil para “buscar reforços”, e voltou com mais duas pessoas. Porém, chegaram fazendo barulho e batendo as guias, o que espantou os cães, incluindo a que estava no cio. Daí depois foi um show de desencontro e despreparo, pois por mais boa vontade que os funcionários tivessem, ali faltou técnica. Os cães entraram em uma fazenda nas proximidades e não foram mais localizados.
Na manhã da terça-feira (04), Priscila de Carlos, diretora de O Jornal, estava passando pela Avenida da Justiça, próximo ao Posto de Saúde Ramiro Souza Lima, quando avistou a matilha. Na hora ela ligou para a protetora e vereadora Mariângela Mussolini, que não pôde fazer o resgate por estar em Jaboticabal castrando alguns animais. Priscila, então, ligou para sua irmã Rejane de Carlos e foram buscar ajuda. Nesse meio tempo, Mariângela avisou a protetora Eva para que fosse resgatar o animal em seu lugar, e o trio saiu em busco da matilha, que a esta altura já tinha ido para outro lugar. 
Como as protetoras são bastante unidas, Ana Sílvia, que também é assessora da vereadora Mariângela, viu a postagem feita por Priscila nas redes sociais e foi na parte da tarde em busca da cachorra e conseguiu encontrá-la. “Pedi ajuda para ver se alguém podia ir comigo, porque tenho moto e fica difícil. Mas como não consegui peguei minha moto e fui. Rodei o bairro, fui até quase em Areias e cheguei a ir até Andes, e nada. Quando eu estava voltando encontrei a matilha na pracinha do Tropical. Joguei um pouco de ração para os cachorros, mas não resolveu muito. Daí veio uma moradora me ajudar e eu pedi rodo e vassoura para tentar espantar os cães. Quando estava quase conseguindo, a cachorra tentou fugir e o filho da moradora tentou pegar a cachorra, mas um dos cachorros que estavam lá avançou nele, que se assustou e soltou a cachorra. Nesse meio tempo chegou um funcionário da Zoonoses que estava ‘coincidentemente’ passando por ali e ficou por perto. A cachorra fugiu, mas fui atrás dela, e sem pensar, tomei coragem e afastei o cachorro maior que a rodeava e consegui pegá-la. Assim que peguei, o funcionário da Zoonoses correu e pegou a caixa de transporte, querendo tirar a cachorra de todo jeito dali como dando a entender que tivesse sido eles que resgataram. Tirei uma foto para mostrar que fui eu, e não eles, até porque eles tentaram resgatar outras vezes resgatar e não conseguiram. Mas deixei ele levar porque ele disse que iriam castrá-la, o que é correto. Mas como eles não abrigam, provavelmente logo ela estará de volta às ruas, mas pelo menos estará castrada”, contou Ana Sílvia.
Não é de hoje que o O Jornal denuncia o descanso com os animais, em especial no Governo Galvão. O prefeito prometeu em palanque durante toda a sua campanha em 2012 que, se eleito, a causa animal seria sua prioridade, e sempre dizia que não poderia ser diferente, até porque sua esposa, a primeira-dama Aline Galvão, é veterinária. Galvão foi eleito e quase nada foi feito pelos animais. O canil foi reformado, mas ainda não explicaram onde foram parar os mais de 200 animais que habitavam lá. Denunciamos diversas vezes que o Canil não estaria recolhendo os animais de rua (mesmo estando no Código de Postura do Município a obrigação e mesmo com decisão liminar proferida pela juíza Vanessa Barbosa, da 3a Vara Civil de Bebedouro, para com a implantação de sistema de recolhimento de animais abandonados nos espaços públicos e posterior esterilização e disponibilização à doação. Depois da decisão da juíza, a Prefeitura recorreu e conseguiu reverter a liminar). 
Quanto à primeira-dama, Aline nunca se engajou na causa animal da cidade. Salvo algumas ações divulgadas pelo site da Prefeitura de que algumas roupas para animais seriam distribuídas no inverno pelo Fundo Social de Solidariedade (no papel, gerido por ela), ela pouco ou nada fez pela causa. 
Enquanto isso, cães e gatos morrem pelas ruas da cidade, sejam atropelados, envenenados ou por estarem à própria sorte. Enquanto isso, protetoras abnegadas tiram dinheiro do seu próprio sustento para fazer o serviço que é obrigação da Prefeitura realizar, e se afundam em dívidas e mais dívidas com veterinários da região. Doam seu tempo, seu dinheiro e sua vida à causa e transformam suas casas em verdadeiros abrigos para os animais. Mas as protetoras estão cansadas (e endividadas), e não suportarão por muito tempo.
O Castramóvel, lançado em período eleitoral e que só funcionou até pouco depois da eleição, está parado. A vereadora Mariângela Mussolini (PMDB), fez uma indicação ao prefeito durante a sessão da segunda-feira (03), para que ele, juntamente com o órgão municipal competente, estude a possibilidade de ceder o Castramóvel ou o espaço do Canil Municipal para castração dos animais de rua e das protetoras da cidade, uma vez por semana, com os procedimentos realizados pela veterinária Dra. Beatriz Zanolli Freitas. Na justificativa do pedido, Mariângela explica que pretende “iniciar uma castração em massa dos animais de rua e dos abrigados pelas protetoras da cidade. Os casos diários de abandonos, maus-tratos, atropelamentos, etc., evidenciam que a castração em massa é a solução para o problema. Quanto mais cedo iniciarmos o trabalho, mais rápido resolvemos o problema. A Ong Dona Zuleika oferecerá os kits de castração e conta com o suporte físico e a supracitada veterinária para a realização das castrações. Essa é uma questão de saúde pública que, com o apoio de todos, irá acabar com sofrimento dos animais de nossa cidade”. 
Tomara que o prefeito acate e dê pelo menos mínimas condições para as protetoras realizarem um trabalho que deveria ser feito pelo Poder Público.

 


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