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Assim como o prefeito, diretora da Gazeta também mente em depoimento ao juiz

05 de maio
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Ouvida com relação a Ação Civil Pública que investiga o possível favorecimento da Prefeitura de Bebedouro, através do prefeito Fernando Galvão e da assessora Heire Montagner, à Gazeta de Bebedouro, a ré Sarah Pacheco, assim como o prefeito Galvão, contou inverdades ao juiz Neyton Fantoni Júnior

Como o O Jornal anunciou com exclusividade, pois a imprensa de Bebedouro inexplicavelmente esconde o caso, depois de todas as ações para adiamentos, os réus da Ação Civil Pública que o Ministério Público Estadual ingressou contra o prefeito Fernando Galvão Moura, a assessora de imprensa Heire Montagner, a empresária Sarah Cristina Pacheco Cardoso e suas empresas Gazeta de Bebedouro e Voga Propaganda, os envolvidos começaram a ser ouvidos pelo juiz Neyton Fantoni Júnior.
A ré Sarah Cristina Pacheco Cardoso, sócia-proprietária das empresas Gazeta de Bebedouro e Voga Propaganda, ao ser ouvida pelo juiz, a exemplo do que fez o prefeito de Bebedouro, Fernando Galvão Moura, também contou uma série de inverdades tentando dar a entender que não houve nenhum favorecimento à Gazeta de Bebedouro e à Voga Propaganda, pois tudo foi feito para todos os órgãos de imprensa, o que logo de cara é mentira.
“A Gazeta de Bebedouro foi contratada para veicular algumas campanhas institucionais desenvolvidas pela Prefeitura de Bebedouro; essas veiculações não foram feitas exclusivamente com o Jornal Gazeta de Bebedouro; a Voga Propaganda foi contratada esporadicamente, em caráter de urgência sempre, para veiculações institucionais, cujo trabalho inclusive era realizado à noite; o material gerado pela Voga foi enviado para todos os veículos de comunicação de Bebedouro, sem exclusividade em relação ao Jornal”, afirmou sócia-proprietária da Gazeta de Bebedouro em seu depoimento.
A ré já começou o depoimento mentindo pois “o material gerado pela Voga”, ao contrário do que ela diz e não pode provar, não foi enviado para todos os veículos de comunicação de Bebedouro.
Quem se desmente é a própria Sarah, que na sequência do depoimento, quando perguntada sobre quais são os órgãos de comunicação que atuam em Bebedouro responde: “há outros veículos de comunicação, imprensa escrita, em Bebedouro, podendo citar Folha da Cidade, O Jornal, Impacto e um outro denominado 4 páginas, além do Bebedouro Viva News”.
A empresa Sistema de Comunicação O Jornal, que edita o O Jornal, não recebeu nenhum material gerado pela Voga “enviado para todos os veículos de comunicação de Bebedouro”, e diante disso jamais a ré e o prefeito Fernando Galvão poderiam afirmar que tudo foi feito democraticamente para todos os veículos de comunicação de Bebedouro. A não quer o “todos os veículos”, signifique todos aqueles que para receberem recursos da Prefeitura, fecham os olhos para os problemas de Bebedouro, para as possíveis irregularidades cometidas no Governo Galvão apontadas pelo Tribunal de Contas e só falem bem do prefeito.
“A Voga Propaganda é uma empresa de 30 anos de mercado e até 2012 ou 2013 ela funcionava em São Paulo; a depoente mantinha a administração da Gazeta de Bebedouro e da Voga viajando toda semana; a depoente ficou doente, teve câncer, e resolveu mudar de vida, mudou-se para Bebedouro e trouxe a Voga Propaganda e alguns funcionários de São Paulo para Bebedouro; atualmente, a Voga Propaganda funciona em um prédio anexo à Gazeta de Bebedouro: Gazeta de Bebedouro no prédio n. 439 e Voga no prédio 439-A”, disse a ré em seu depoimento.
A Voga Propaganda, segundo informações, teve problemas em São Paulo e com a eleição do prefeito Fernando Galvão, para não fechar a empresa de vez, transferida para Bebedouro diante da promessa do prefeito Galvão de que a Voga ficaria com o marketing da Prefeitura. Ao contrário do “alguns funcionários de São Paulo para Bebedouro”, da “equipe” de São Paulo só uma pessoa trabalha em Bebedouro com a ré e cuida mais da Gazeta do que da Voga. Cabe perguntar a ré, quantos clientes a Voga atendeu de 2013 para cá. A Voga não funciona num “prédio anexo à Gazeta”, o que sobrou da Voga de São Paulo, funciona na própria Gazeta, o que a legislação do setor publicitário proíbe (jornal e agência juntos).
A ré confirmou que a assessora de imprensa da Prefeitura de Bebedouro, Heire Montagner, tem coluna na Gazeta de Bebedouro: “Heire Paula tem coluna social no Jornal Gazeta de Bebedouro”.
O ponto alto do depoimento foi a afirmação de que a Gazeta não é partidária, ou seja, ela não atua fortemente em prol do prefeito Fernando Galvão, o que contraria o excelente trabalho da Polícia Civil, que mostrou detalhadamente, capa a capa, o quanto a Gazeta está a serviço do Partido Democratas de Bebedouro, especificamente ao seu presidente, o prefeito Fernando Galvão Moura.
“A Gazeta de Bebedouro tem 93 anos, não dá para ser partidário com uma existência tão longeva; o jornalismo com ética é o slogan da Gazeta de Bebedouro; as empresas da depoente não recebiam consultoria advocatícia no escritório do requerido e prefeito Fernando Galvão Moura; como pessoa física, também não recebeu essa consultoria advocatícia”, disse a sócia-proprietária da Gazeta de Bebedouro. 
Deve ter sido difícil para os que ouviam o depoimento se segurar depois dessas afirmações, pois inclusive num pregão realizado na Câmara Municipal, a ré foi acompanhada pelo advogado Fernando Galvão Moura, que inclusive aparece nessa condição na ata elaborada do pregão
Sobre o fato de a Prefeitura não ter feito licitação para a contratação da Gazeta de Bebedouro e Voga Propaganda, a ré afirmou: “Pelo que tem conhecimento, a licitação é necessária quando se contrata um serviço acima de determinado valor; como já exposto na defesa apresentada neste processo, Gazeta de Bebedouro e Voga Propaganda não foram contratadas para uma assessoria, por longo prazo; foram contratadas para um trabalho específico, para um "job", como se usa para designar esse tipo de trabalho na linguagem publicitária”.
O valor limite para dispensa de licitação é de R$ 8.000,00, mas segundo apurou o Ministério Público, “no ano de 2013, a Prefeitura de Bebedouro contratou diversas vezes os serviços da Editora Gazeta, cujas aquisições apresentaram o valor total de R$ 22.257,40. No ano de 2014, as aquisições de produtos e serviços totalizaram R$ 25.513,40, enquanto que com a empresa Voga Propaganda foram efetuados gastos de “R$ 19.010,00 no ano de 2013, e R$ 5.090,00 no ano de 2014”. Não precisa nem dizer que os números destacados pelo Ministério Público indicam que a lei da licitação foi desrespeitada num flagrante favorecimento a Gazeta de Bebedouro e a Voga Propaganda, e por mais que o prefeito Galvão e assessora Heire Montagner inventem desculpas, não há como esconder que uma licitação deveria ter sido feita e não fizeram, pois se fizessem, a Gazeta, que cobra muito mais caro que os demais, perderia, tanto é que desde 2005, quando a Prefeitura passou a realizar pregões para a contratação de órgãos de imprensa para publicações, a Gazeta não ganhou nenhum pregão na Prefeitura de Bebedouro.

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