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Com receita maior, gastos com a Saúde caem para 27,99%

05 de junho
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 “Agora vamos ter que repensar [os gastos], por causa desse salto aqui [dívida], vamos economizar e muito. Pensar, doa a quem doer”, afirmou a diretora Sônia Junqueira prometendo mais uma vez economizar

Como já era previsto, a Audiência Pública de Prestação de Contas da Saúde, realizada no dia 29 de maio na Câmara de Bebedouro, mostrou que os gastos com a Saúde caíram de 34,04% para 27,99% do orçamento.
No primeiro quadrimestre de 2017 foram gastos R$ 13.234.088,76, um pouco menos que a média anterior, mas que foi beneficiado com uma arrecadação maior fruto do repasse de IPVA que tradicionalmente acontece neste período do ano.
Questionada sobre o aumento dos restos a pagar, que subiram de R$ 3.875.349,13 em 2015 para R$13.460.009,85 em 2016, a diretora de Saúde Sônia Junqueira afirmou que o valor aumentou em virtude dos funcionários que se aposentaram e que tinham férias vencidas.
A resposta da diretora mostra o quanto não se tem planejamento financeiro na Prefeitura de Bebedouro, permitindo que funcionários acumulem férias, o que a lei não permite e o resultado é que na hora da aposentadoria a Prefeitura precisa dispender de um valor alto, o que poderia ser evitado com um melhor controle do RH e do Departamento Financeiro.
A diretora também justificou afirmando que eles ficaram sem receber o convênio Santa Casa, realizado com o Governo do Estado de São Paulo e que em razão disso tiveram que utilizar mais recursos próprios. E pelo visto não pagaram, tanto é que o valor das contas não pagas explodiu, passando de R$ 3,8 milhões para R$ 13,4 milhões.
Sem o “diretor”, o vereador Fernando Piffer, ao lado, a diretora Sônia Junqueira ficou mais à vontade e respondeu as perguntas dos vereadores dando respostas até polêmicas.
Ainda sobre o aumento da dívida da Saúde, a diretora justificou que a produção aumentou. Ressaltou que o custo dos médicos e dos dentistas teve um alto impacto, mas que eles estão produzindo mais. Na Audiência anterior, o vereador Fernando Piffer havia dito que o aumento dado aos médicos não teria influenciado no aumento da dívida, mas a diretora Sônia Junqueira, com sua afirmação ressaltando o alto impacto do aumento, desmentiu o seu colega, que segundo alguns, é quem realmente manda na Saúde local.
Diante do fato de que a dívida continua subindo, a diretora afirmou: “Agora vamos ter que repensar, por causa desse salto aqui, vamos economizar e muito. Pensar, doa a quem doer”. 
Logo em seguida a diretora completou afirmando que com os médicos e com os dentistas é difícil mexer porque são concursados, e diante disso ficou a dúvida se mexerão com os enfermeiros, com a aquisição de medicamentos ou onde mexerão para economizar, já que só deixou claro que a economia não virá de cortes com médicos e dentistas.
A resposta da diretora surpreende pois em fevereiro, durante a Audiência de Prestação de Contas do 3º Quadrimestre de 2016, tanto ela quanto o vereador Piffer afirmaram que cortes estavam sendo realizados seguindo a orientação do prefeito, que pediu economia de 20%. Agora a diretora aparece afirmando que com o salto da dívida, vão fazer os cortes. Por que não fizeram antes se disseram que estavam fazendo? Muita conversa e pouco resultado.

Trabalhando muito
“Estamos trabalhando muito. Depois que nós entramos e ficamos sabendo tudo que estava acontecendo, tudo que tinha e tudo que estava inflacionado, agora nosso passo é segurar, cortar, não sei da onde, mas temos que fazer. Vocês viram, não temos condições, não sei porque a gente gasta muito, e isso é antigo, estamos pagando uma rescisão contratual caríssima. Acho até que é justa porque eles não tiravam férias, eles trabalharam... Aquilo lá é uma loucura. Vai lá ficar no lugar dos coitados, a região toda, os que deixaram os planos de Saúde”, disse a diretora Sônia Junqueira.
Quem escuta a diretora falar tem a impressão de que ela fala de um outro governo, se esquecendo de que desde 2013 o prefeito de Bebedouro é Fernando Galvão Moura e, dessa forma, é inadmissível que dentro de um mesmo governo, ela tenha assumido um cargo e afirmando que ficou sabendo depois o que estava acontecendo e o que estava inflacionado. O que estava inflacionado, diretora? “Nosso passo agora é segurar, cortar não sei de onde” Se cinco meses depois a diretora não sabe, fica difícil acreditar que o Governo Galvão vai dar uma guinada e virar a página do desempenho ruim que teve até aqui, principalmente na Saúde.


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