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Bom Prato não tem previsão de instalação em Bebedouro

12 de junho
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Apesar de alardeado como grande conquista pela turma do PSDB local, Secretaria de Desenvolvimento Social de São Paulo nega que programa venha para a cidade em breve

Cantar vitória antes do tempo é sempre complicado, ou comemorar antes algo que depende de outros fatores para acontecer pode ser um problema e tanto. Em fevereiro deste ano, o jornal Impacto divulgou, em capa, que “Bom Prato será uma realidade em Bebedouro”, e em reportagem interna anunciou: “Através do trabalho do Vereador Dr. Fernando Piffer (PSDB) o Restaurante Bom Prato será, em breve, uma realidade para Bebedouro. Em visita a São Paulo, o Vereador, solicitou a instalação de uma unidade do restaurante aqui em nossa cidade. Esse pedido já tinha sido feito no final do ano passado, em uma reunião na Secretaria Estadual onde estivam presentes, além do vereador Dr. Fernando Piffer, o ex-vereador Ângelo Daólio e o Prefeito Municipal Fernando Galvão, grande incentivador do programa.”
Tudo certo se não fosse um detalhe: não há previsão de instalação do programa na cidade. Quem disso isso foi Vanessa Serafim, da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo. Questionada sobre quando seria a instalação do programa na cidade, ela respondeu: “Não há previsão de instalação de um restaurante Bom Prato na cidade de Bebedouro”. Ou seja, apenas um pedido foi feito, mas não dá para afirmar que “será realidade em breve”. 
Na ânsia de anunciar uma conquista, o vereador Fernando Piffer atropelou o processo natural das coisas e já cravou que o projeto viria, mas foi desmentido pela Secretaria de Desenvolvimento Social. 
Caso Bebedouro seja contemplada com o programa Bom Prato, será um grande feito para a cidade. Criado há 15 anos, a rede de restaurantes populares oferta alimentação balanceada e de qualidade (almoço e café da manhã), além de serviços como internet gratuita, com foco na população de baixa renda, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade social.
No Estado de São Paulo o programa é coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e atende diariamente mais de 84 mil pessoas. Atualmente há 51 unidades em funcionamento, sendo 22 localizadas na Capital, oito na Grande São Paulo, seis no litoral e 15 no interior. 
O almoço começa a ser servido às 10h30 para o público prioritário (crianças, idosos e pessoas com deficiência) e às 11h para o público geral, com custo de R$ 1,00 para o usuário. A alimentação é balanceada com 1.200 calorias, composta por arroz, feijão, salada, legumes, um tipo de carne, farinha de mandioca, pãozinho, suco e sobremesa (geralmente uma fruta da época). O subsídio governamental é de R$ 4,19 para adultos e de R$ 5,19 para crianças com até 6 anos, que têm a refeição gratuita.
Já o café da manhã é oferecido leite com café, achocolatado ou iogurte, pão com margarina, requeijão ou frios e uma fruta da estação. A refeição, de 400 calorias em média, custa R$ 0,50 ao usuário. Em setembro de 2011, este serviço foi implantado em todos os restaurantes com subsídio do Estado no valor de R$ 1,13 por refeição matinal.


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