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“Esperei 77 anos para viver este momento mágico do encontro dos 4 Joãos”

03 de julho
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Na véspera de seu aniversário de 77 anos, Maestro João Carlos Martins fala do encontro único dos “4 Joãos”: Matriz de São João Batista, aniversário de São João Batista, meu nome é João Carlos Martins e a primeira música é de Johann Sebastian Bach”

A apresentação da Bachiana Filarmônica SESI-SP, regida pelo mundialmente conhecido maestro João Carlos Martins, emocionou quem esteve presente à Matriz de São João Batista, no sábado (24). 
Em entrevista antes da apresentação, o maestro começou falando sobre as coincidências que estavam acontecendo naquele diz. “Matriz de São João Batista, aniversário de São João Batista, meu nome é João Carlos Martins e a primeira música é de Johann Sebastian Bach. São coisas que não acontecem todos os dias. E ainda na véspera do meu aniversário”, disse. 
“O Sesi criou a principal orquestra em atividade da américa latina. Esse projeto é muito importante e prevê ‘fechar’ o Brasil todo em forma de coração, através da música”, disse, relatando que foi um pedido pessoal dele a Paulo Skaf, presidente do Sesi. 
Como momento mais importante da vida, Martins contou alguns. “Minha estreia no Carnegie Hall, patrocinado pela primeira-dama na época, Anna Eleanor Roosevelt (foi primeira-dama dos Estados Unidos de 1933 a 1945). Acabei ficando ‘bestinha’ por ter tocado no Carnegie Hall sempre com lotação total. Uma semana antes, como o mundo dá voltas, o Raul Castro assistiu o primeiro concerto clássico da vida dele comigo, em Havana. Nunca mais voltei a Havana, mas já foram cerca de 82 países pelos quais passei e sempre guardo uma lembrança. Mas a maior coincidência está acontecendo em Bebedouro, quando os 4 Joãos estão juntos”, relatou.   
Martins falou também sobre o filme que será lançado em breve. “João”, será estreado por Alexandre Nero, que faz o maestro na fase adulta (Rodrigo Pandolfo faz o personagem na fase jovem, e o filme conta com Caco Ciocler como José Kliass, primeiro professor de piano de João Carlos Martins, Fernanda Nobre é Sandra, que representará mulheres com que o pianista se envolveu e Alinne Moraes é Carmen, atual esposa do artista). “Corram atrás de seus sonhos pois quando menos esperar os sonhos correrão atrás de você. Já fiz 23 operações, na 19a me informaram que nunca mais eu poderia tocar piano profissionalmente, e daí comecei a carreira de maestro. Minha vida estará retratada nos cinemas a partir de 23 de agosto.”
“Levar a música a todos os lugares do país é a missão de um artista clássico. Democratizar a música clássica porque perante a Deus somos todos iguais. Do mesmo jeito que a gente entra em uma Metropolitan, no Carnegie Hall, a gente vai numa comunidade como Paraisópolis, democratizando a música clássica. E todo músico tem que ser um missionário”, finalizou.    No repertório da orquestra, composições clássicas de Beethoven, Bach e Mozart, canções marcantes de grupos como The Beatles e Queen, e dos compositores brasileiros Adoniran Barbosa e Heitor Villa Lobos. O maestro, além de reger a orquestra, ainda tocou piano, emocionando a todos. Ao final, a orquestra tocou “Ave Maria”.


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