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Assessora de Imprensa da Prefeitura mente em depoimento ao juiz

10 de julho
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Ouvida com relação a Ação Civil Pública que investiga possível favorecimento da Prefeitura de Bebedouro, a assessora Heire Montagner, contou inverdades ao juiz Neyton Fantoni Júnior

As emissoras de rádio e os jornais de Bebedouro continuam escondendo o caso, mas os réus da Ação Civil Pública que o Ministério Público Estadual ingressou contra o prefeito Fernando Galvão Moura, a assessora de imprensa Heire Montagner, a empresária Sarah Cristina Pacheco Cardoso e suas empresas Gazeta de Bebedouro e Voga Propaganda, continuam sendo ouvidos pelo juiz Neyton Fantoni Júnior.
A ré Heire Paula Alves Montagner, Assessora de Imprensa da Prefeitura Municipal de Bebedouro, ao ser ouvida pelo juiz, a exemplo do que fez o prefeito de Bebedouro, Fernando Galvão Moura e a diretora da Gazeta de Bebedouro, Sarah Cristina Pacheco Cardoso, também contou uma série de inverdades tentando dar a entender que não houve nenhum favorecimento à Gazeta de Bebedouro e a Voga Propaganda, pois tudo ter sido feito para todos os órgãos de imprensa, o que logo de cara é mentira.
“Adota procedimentos igualitários em relação a todos os jornais da cidade; da mesma forma ocorre o relacionamento institucional com imprensa da cidade e com a imprensa regional; as matérias e anúncios publicitários são enviados para todos os jornais da cidade”, afirmou Heire Montagner em depoimento.
Não existe tratamento igualitário para todos os jornais da cidade no Governo do prefeito Fernando Galvão, portanto a assessora Heire Montagner mente ao afirmar que adota “procedimentos igualitários”, pois o O Jornal não recebe as informações, não é convidado para as entrevistas coletivas e nem é cotado para publicidade.
E a assessora continuou mentindo: “Alguns jornais, por questão de prazo dada sua periodicidade acabam não participando por causa de data de fechamento, mas essa é uma decisão deles; a mesma publicidade que foi feita com a Gazeta, de ordem institucional, foi feita com outros jornais da cidade”.
Quais jornais que ficam de foram por questão de prazo ou periodicidade? Como a assessora prova que a mesma publicidade que foi feita com a Gazeta, foi feita com os outros jornais da cidade? Não tem como provar, porque é mentira e o Ministério Público, que propôs a Ação Civil Pública, sabe bem disso, tanto é que com base em provas, entrou com processo contra o prefeito Fernando Galvão, a assessora Heire Montagner e a diretora da Gazeta de Bebedouro e da Voga Propaganda, Sarah Cristina Pacheco Cardoso.
E a mentira continua: “No primeiro ano da administração torna-se necessário a contratação de uma agência para fazer os informes publicitários; não tinham essa agência; como alguns informes tinham caráter de urgência, ligou para diversas agências, as quais não se interessaram pelo serviço, redundando na contratação da empresa Voga Propaganda”.
Todas as agências publicitárias de Bebedouro foram convidadas a elaborar orçamento para as campanhas da Prefeitura? E todas se recusaram a fazer o serviço?
Quem atua no segmento publicitário sabe que os primeiros meses do ano costumam ser bem tranquilos para agências, pois só depois do Carnaval é que a maioria dos anunciantes retornam com suas campanhas. Diante disso, é difícil acreditar que num período de poucos serviços, agências de Bebedouro tenham recusado prestar serviços para a Prefeitura, para um novo governo que até então pagava com pouco atraso suas próprias contas e deixa para trás apenas os pagamentos do governo anterior. 
É incrível a capacidade do prefeito, da assessora de imprensa e da diretora da Gazeta em contarem mentiras que podem facilmente serem descobertas. 
E a assessora Heire Montagner insiste: “Reputa importante enfatizar que consultou outras agências, as quais não se manifestaram interesse principalmente por questão de prazo, ressaltando que existem agências que não aceitam trabalhar com Prefeitura por causa da demora do pagamento”.
E mesmo que fosse verdade que as agências não aceitaram por questão de prazo, como se justifica continuar contratando os serviços da agência da “amiga” e “chefe” Sarah Cristina Pacheco Cardoso, a Voga Propaganda, no decorrer do ano, quando já teria tempo hábil para fazer uma licitação?
Não tem jeito, quanto mais eles se explicam, mas se enrolam em suas mentiras e se complicam.
O representante do Ministério Público perguntou sobre o vínculo com a Gazeta de Bebedouro e a assessora Heire, segundo o depoimento ao qual o O Jornal teve acesso, afirmou: “Há 10 anos tem uma coluna social na Gazeta de Bebedouro com a qual não mantém vinculo empregatício; a coluna social é realizada através de envio de matérias, não havendo contrato ou carteira assinada em relação a esta atividade”.
O fato de não ter registro em carteira já é sinal de coisa errada, principalmente porque a assessora Heire Montagner deixou o O Jornal em 2005, após poucos meses de trabalho, com a justificativa de que ia ganhar mais na Gazeta de Bebedouro.
Difícil de acreditar que não tinha vínculo empregatício nenhum com a Gazeta diante do fato de que Heire Montagner, desde 2005, trabalhava em vários lugares, e se esforçando muito para ganhar seu sustento. Pode até não ter sido registrada nestes mais de 10 anos de Gazeta de Bebedouro, mas dificilmente ficou sem ter remuneração, tanto que uma pessoa que trabalhou na Gazeta de Bebedouro informou ao O Jornal que Heire Montagner tinha uma remuneração na Gazeta.
E Heire continuou insistindo: “A cota de patrocínio não faz parte da atividade da depoente; quando é procurada sobre o assunto, envia para a empresa Gazeta de Bebedouro analisar a questão; nunca recebeu remuneração pela coluna social que faz na Gazeta de Bebedouro, uma vez que possui outras atividades profissionais”.


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